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domingo, março 15, 2009

Bola de pilates: uma aliada

A bola de pilates pode ser muito útil durante a gravidez e no trabalho de parto.
A doula Catarina Pardal* explica-lhe como.


Os exercícios com a bola de pilates ajudam a relaxar a pélvis e promovem um bom encaixe do bebé. São também muito úteis para quem tem dores nas costas.

Como fazer? É simples: pode trocar a sua cadeira habitual pela bola e mexer a sua cintura - para um lado e para o outro e para a frente e para trás, em círculos. Imagine que desenha um 8 deitado (o símbolo do infinito).

Se a sua profissão exige que passe muito tempo sentada, a troca da habitual cadeira pela bola é uma mais valia. As suas costas agradecem.

No trabalho de parto
Usar a bola durante o trabalho de parto pode ajudar a mexer-se entre as contracções, a estar numa posição mais vertical e a descansar numa superfície confortável.

Também pode ser usada na cama em vez de almofadas, ou de gatas apoiada na bola.

Depois do parto
Depois de o bebé nascer pode usar a bola como uma cadeira de baloiço, sentar-se na bola e embalar o bebé.

Como escolher?
É importante escolher uma bola segundo a sua altura, pois existem bolas de 55 a 85 cm. A ideal para si é aquela que permite, ao sentar-se, que as suas coxas façam um ângulo de 90 graus com as pernas.

Onde comprar?
É fácil de encontrar nas lojas de desporto e mesmo em supermercados. Por razões práticas prefira as que incluem a bomba para encher.

* Doula, instrutora de Yogilates para grávidas, Educadora perinatal, Instrutora de Massagem para Bebés e Conselheira em Aleitamento Materno. Autora do blog gravidasemforma.blogspot.com

sábado, fevereiro 28, 2009

«A doula é como se fosse uma mãe»

Maria José tem 33 anos e trabalha na área do marketing, numa grande empresa. É mãe da Joana, 7 meses, e conta-nos como o acompanhamento de uma doula alterou o forma como viveu a gravidez e o parto.

Devo começar por dizer que tenho a grande vantagem de ter uma amiga que é doula. Portanto, antes de engravidar, já estava mais ou menos informada sobre esse serviço. Quando fiquei grávida e lhe dei a notícia, combinámos logo que ela seria a minha doula, que me acompanharia na gravidez e me prepararia para o parto.

Como se fosse uma mãe
Ainda não sabia bem o queria em relação ao parto, mas começámos desde o início a conversar sobre isso. Além de conversarmos, enviava-me textos que considerava importantes para eu ler, vídeos ou pequenos filmes e eu fui ficando a par das minhas opções e do que se passava nos hospitais.

Ela não fez qualquer pressão, apenas me foi informando, com base em estudos, com base na realidade de outros países, sobre o parto como um processo natural, para o qual estamos preparadas, enquanto mulheres. O parto em casa começou a surgir para mim como a melhor opção até porque podia ser acompanhada, para além da doula, por uma parteira que me daria toda a segurança.

Tomei esta decisão mais ou menos a meio da gravidez, de uma forma muito pacífica. Tive uma gravidez muito tranquila e acho que isso também se deveu ao facto de ter tido o acompanhamento da doula. Claro que também ia às consultas com a obstetra e tinha o contacto dela, mas é diferente o tipo de acompanhamento. Para mim, a doula é quase como se fosse uma mãe, numa altura em que estamos muito vulneráveis.

Transmitia-me sempre muita tranquilidade, respondia às minhas dúvidas, ouvia os meus receios... Saber que podia ligar-lhe a qualquer hora da noite ou do dia deixava-me muito segura. Com um médico nunca há essa intimidade. Acho que é isso, cria-se mesmo uma relação de intimidade.

Menos medo e mais confiança
Penso que hoje estamos - era como eu me sentia - muito longe da experiência da gravidez e do parto. Quando se engravida corre-se para um médico e pômo-nos nas mãos dele. Tudo é medicalizado, tudo é um acontecimento clínico. Esta é a atitude normal na nossa sociedade perante um acontecimento que é tão natural!

Agora começa a haver outra abertura a outras formas de encarar as coisas, mas ainda é tudo novo. Como se o natural tivesse deixado de ser normal. Acho que desaprendemos muitas coisas nesta área e isso é triste. A maior parte das pessoas não sabe o que é um parto natural e acha estranho que alguém o desejo. Isso é que é muito estranho, para mim.

O facto de ter uma doula abriu-me para uma nova forma de encarar a gravidez e o parto, menos stressante, com menos medos e com mais confiança. Tenho a certeza que sem ela tudo teria corrido de outra forma. A minha ideia de parto vinha do que eu via nos filmes e do que me contava quem já tinha passado por isso. O meu parto seria assim, no hospital, com médicos, com máquinas, com medo. Tinha medo, quando ouvia falar em cesarianas, fórceps, ventosas, tudo isso me assustava. Mas tinha de ser assim, para ser mãe.

Com a minha doula, percebi que não tinha de ser assim. Fui mudando completamente essa ideia, ao longo da gravidez. Por isso decidi pelo parto em casa. Mas não dissemos a ninguém para não sofrer com a ansiedade das outras pessoas. Tive alguns encontros com a parteira e estive sempre muito tranquila e segura em relação a essa decisão.

O parto com que sonhei

Faltava um dia para completar 41 semanas. A médica queria induzir o parto no dia seguinte. Eu não queria. Segui os conselhos da doula e da parteira, caminhei muito, fiz duches de água quente, comi comidas picantes, bebi chá de canela e framboesa... Às seis da manhã comecei a ter contracções, esperei um pouco para ver se eram regulares e estavam com intervalo de 10 minutos. Mandei mensagem à doula e fui tomar um duche.

Às sete e pouco, o intervalo era de cinco minutos e aí já eram contracções fortes. Pensei que se a doula e a parteira não chegassem depressa a Joana nascia antes. Já estavam de três em três minutos quando chegaram, finalmente, ainda não eram oito horas. Fiquei tranquila com a presença delas.

Falavam muito baixinho, reduziram as luzes, respeitavam tudo o que me apetecesse fazer ou posições que me parecessem melhores. Estive em pé, de cócoras, de gatas, nada me foi imposto. A parteira não fez nenhum toque, só avaliou o bem-estarr fetal duas vezes com o CTG. Foi tudo ao meu ritmo e agora sei que essa liberdade foi muito importante para a forma como as coisas correram. Foi muito rápido!

A Joana nasceu às 9h45. Fui a primeira pessoa a tocar-lhe e mamou assim que nasceu. Na altura pareceu-me que passou muito mais tempo, foi tudo tão intenso, pensei que já eram umas quatro da tarde.

Não tive qualquer laceração e isso também se deve à preparação com a doula. Mostrou-me um filme em que uma parteira mexicana explicava a importância de não apressar o período expulsivo, deixar que o períneo fosse esticando devagarinho. Lembro-me de pensar nisso na altura do parto, que não podia ter pressa. Sei que uma laceração natural não é tão prejudicial como uma episiotomia - que ainda é feita por rotina em muitos hospitais. Mas, mesmo assim, podia ter de ser cosida e era uma coisa que eu gostava de evitar. E consegui!

Foi sem dúvida o parto com que eu sonhei. Doeu, claro, mas não teria feito nada diferente. Não trocava a minha doula por nenhuma epidural. E no próximo parto quero-a novamente comigo.
Fonte: IOL Mãe

terça-feira, janeiro 20, 2009

II Congresso Internacional Humanização do Nascimento

(carrega na imagem)
12, 13 e 14 de Fevereiro de 2009
Hotel Sheraton, Porto, Portugal
Inscrições e mais informações em:
www.humpar.com

quarta-feira, novembro 05, 2008

terça-feira, agosto 19, 2008

6 e 7 de Setembro - III Encontro Nascer Saudável

(carregue na imagem para aumentar)

Para mais informações: BioNascimento

24 a 27 de Setembro - Formações para Profissionais

(para mais informações carregue na imagem)

quarta-feira, julho 16, 2008

Porto: Ordem da Lapa acolhe primeiro parto dentro de água realizado num hospital português


A Ordem da Lapa, Porto, foi esta semana palco do primeiro parto natural levado a cabo em Portugal dentro de água em contexto hospitalar.

"O bebé saiu, deu um empurrão com os pés, olhou logo a procurar a mãe e moveu-se logo para se aproximar dela", afirmou Isabel Ferreira, a parteira responsável por este momento, que considerou "histórico".

O casal Júnia (ela própria também parteira) e Pedro haviam já decidido que o parto do Simão Pedro seria natural, sem recurso a quaisquer anestésicos, como o Epidural.

"A técnica de parto natural que mais garantias dava de alívio de dor era o da água mas não há no Porto hospitais que disponham de banheiras fixas para o efeito. Pensou-se no Hospital Pedro Hispano (Matosinhos), que demonstrou toda a abertura mas que disse preferir primeiro criar uma equipa formada nesta área. Acabámos por optar por uma clínica privada, usando uma banheira portátil", explicou a enfermeira.

A banheira utilizada é semelhante às usadas nos partos dentro de água já realizados em Portugal no domicílio, "mas como o casal queria um acompanhamento médico seguro montou-se a estrutura na Ordem da Lapa".

Para além de permitir uma convalescença muito mais rápida - o casal teve alta logo no dia seguinte ao do parto, que decorreu terça-feira - esta técnica provoca menos lacerações no corpo da mulher e permite ao próprio bebé mais sensações de prazer, visto não serem usados medicamentos que normalmente inibem a normal produção de endorfinas pela mãe.

Quanto ao parto em si, "é algo de extraordinário. O Simão pôs a cabeça de fora tranquilamente e eu disse à mãe para lhe dar uma festa. Ela esticou a mão e acariciou o filho. Depois ele saiu e ficou ali, dentro de água com os olhos abertos", descreveu Isabel Ferreira.

Sem trauma de maior, visto transitar de um elemento líquido (placenta) para outro (água), a criança pode aguentar dentro de água o tempo que for necessário, visto a respiração surgir apenas quando as suas vias aéreas são colocadas em contacto com o ar.

"É um mito falso o que diz que a criança pode morrer afogada dentro de água", salientou a parteira, que tirou um curso de uma semana na Bélgica, onde esta técnica já é usada há mais de 30 anos.

Concluído "com sucesso e com magia" este primeiro parto natural dentro de água, a equipa que o acompanhou - que inclui ainda a enfermeira Teresa Marinho, a obstreta Matilde Cordeiro e a pediatra Lurdes Lemos - pretende agora lutar para que ele passe a ser mais comum nas instituições de saúde públicas e privadas.

quinta-feira, maio 15, 2008

Semana Mundial pelo Parto Respeitado


A Semana Mundial pelo Parto Respeitado é uma iniciativa da Alliance Francophone pour l'Accouchement Respecté (Aliança Francófona pelo Parto Respeitado), uma associação não governamental, criada em 2003.
Celebra-se desde 2004, sempre no mês de Maio, havendo iniciativas em inúmeros países no sentido de divulgar a importância de um nascimento humanizado e respeitado.
Todos os anos é proposto um tema que é depois trabalhado em cada país, pelas organizações que tomam iniciativas neste âmbito.

Este ano o tema é a separação desnecessária e prejudicial da mãe e do bebé após o nascimento. Foram propostos slogans como «Não os separem» ou «É o NOSSO bebé

Que no os separen!
Em Espanha a associação «El Parto es Nuestro» criou um site, onde é possível descobrir e aprofundar as razões pelas quais é tão importante manter o bebé junto da mãe após o nascimento.

Temos Direito!
A HumPar (Associação Portuguesa pela Humanização do Parto) traduziu e pôs em destaque na homepage do seu site quatro filmes promocionais de uma campanha em defesa do parto respeitado, produzida pela organização não governamental argentina «Dando a Luz».
Os vídeos foram protagonizados por figuras públicas daquele país que quiseram, de forma voluntária, associar-se a esta causa.

Na Argentina existe uma lei, aprovada em Novembro de 2004, que diz: «Toda a mulher tem o direito ao parto natural, com respeito pelos tempos biológicos e psicológicos e evitando práticas invasivas e a administração de medicação que não sejam justificadas pelo estado de saúde da parturiente ou da pessoa por nascer.»

Porque a lei nem sempre é respeitada, foi produzida esta campanha com o slogan «Temos direito



quinta-feira, maio 08, 2008

Parto Orgásmico

Mostra paralela ao Festival Caminhos do Cinema Português - 22 a 25 de Maio de 2008
Entrada Grátis


Esta mostra de filmes sobre a experiência do parto vai buscar o seu título a um dos filmes em exibição. Serão apresentados filmes dos Países Baixos, EUA, Rússia, Guatemala, México, Argentina, Brasil e Espanha. O que os une é a forma como nos apresentam partos naturais em que o poder é restituído à mulher, não sendo este seu ritual de passagem mediado por máquinas ou drogas. As únicas drogas presentes são as hormonas naturais. ["The same pleasurable stimuli triggered during sex, can also be released during birth." Debra Pascali-Bonaro, em http://www.orgasmicbirth.com/].
Fica o convite para entrar nesta viagem pela intimidade de vários nascimentos e por diferentes modelos de cuidado perinatal, que seguramente o levará a reexaminar a forma como se vive o parto em Portugal. As sessões de filmes são seguidas de palestras sobre diversos temas àvolta da questão do parto e debates.


Local da mostra:
Festival Caminhos do Cinema Português
Mini-auditório do Edifício AAC (Associação Académica de Coimbra)
Rua Padre António Vieira3000-315 Coimbra

quarta-feira, maio 07, 2008

Curso de Educador Perinatal em Portugal - Maio 2008

A Associação Doulas de Portugal tem o prazer de anunciar a organização do Curso de Educadora Perinatal a acontecer em Maio, na Escola Superior de Saúde de Beja.

Data e Horário:
8 a 12 de Maio de 2008.
Das 8h às 18h excepto no último dia, que termina às 12h30m.
Local:
Escola Superior de Saúde de Beja
Preço de Inscrição
Até 1 de Maio 2008 – 370 Euros
Alimentação e transportes não incluídos.
Número limitado de vagas Inscrições para doulasdeportugal@yahoo.com

Conteúdos –

I - GESTAÇÃO
Educação Perinatal – História da preparação para o parto
Embriologia
Anatomia e fisiologia da gestação
Pré-natal centrado na fisiologia e na família – Humanização X Rotinas
Transtornos da gravidez e fenómenos adaptativos
Nutrição na gravidez
Aspectos psicológicos do ciclo gestacional
Actividade física – preparando-se para o parto
Aspectos sociais e legais da gestação e do parto
Patologias da gestação
Plano de Parto e Plano do Bebé
Escolha dos profissionais e local do parto (sistemas privados e institucionais)

II – PARTO
Antropologia do nascimento
Nascimento humano na actualidade – Onde, como e com quem?
Fisiologia do parto e complicações
Intervenções no parto
Posições no trabalho de parto e parto
Fases do trabalho de parto
Actuação da equipe interdisciplinar de assistência ao parto
O pai e demais acompanhantes no parto
Parto e sexualidade
Encontrando conforto no trabalho de parto
Cesarianas – Indicações, VBACs
Acolhendo o recém-nascido - Contacto, vínculo e amamentação na primeira hora
Nascimento humano e Medicina baseada em Evidências

III – PÓS-PARTO
Transtornos da puérpera e do recém-nascido
Pós-operatório – Cesariana, episiotomia
Amamentação
Cuidados com o recém-nascido e o bebé
Perdas – Abortos, FMs, crianças especiais
Actividade física no pós-parto
Aspectos psicológicos do puerpério

IV – TRABALHANDO COM EDUCAÇÃO PERINATAL
Aspectos éticos
Relacionamento com o cliente
Relacionamento com outros profissionais (enfermeiras, obstetras, doulas, parteiras)
Montando e divulgando cursos para casais grávidos
Dilemas: Informação X Orientação

Serão visionados vídeos e slides shows de parto, e será entregue uma sebenta com informação.

sábado, abril 12, 2008

Hospitais desafiados a fazer partos na água

O primeiro hospital do país a dinamizar uma experiência piloto de parto na água vai receber gratuitamente todo o equipamento necessário. A técnica é já muito utilizada em vários países europeus, mas só agora começa a dar os primeiros passos em Portugal.

O desafio foi lançado, ontem, em Sesimbra, pela Bionascimento, que já proporcionou apoio a 16 partos deste género em Portugal. Inédita, a acção de formação realizada ontem no Cineteatro Municipal contou com a presença de 170 profissionais de saúde materno-infantil, a grande maioria enfermeiros.

"São muitas as mulheres que procuram o parto na água no contexto hospitalar e não têm resposta", lamenta Sandra Oliveira, da Bionascimento. "Qualquer hospital do país tem condições para oferecer experiências de parto na água às mulheres", enaltece, acrescentando que para isso basta ter água quente e um espaço livre para colocar uma piscina própria para o efeito.

Fonte: JN

quarta-feira, março 26, 2008

Bionascimento promove conferência sobre parto na água

Para todos os casais à espera de um filho

O que é o parto na água?
Quem pode ter um parto na água?
Quais são as vantagens do parto na água para a mãe e para o bebé?
Onde se pode ter um parto na água em Portugal? Estas e outras perguntas vão ter resposta numa sessão informativa dirigida pela especialista alemã Cornelia Enning, marcada para 11 de Abril, pelas 21 horas, no Cine-Teatro Municipal João Mota, em Sesimbra.
Uma sessão a não perder para todos os casais à espera de um filho, que pretendem saber mais sobre a fisiologia do parto.
A sessão contará ainda com imagens e relatos de partos na água.
O custo de participação é de três euros por pessoa.
Durante o dia irá decorrer uma formação para profissionais de saúde, também coordenada por Cornelia Enning.
A organização é da Bionascimento e conta com o apoio da Pais&Filhos
Mais informações em www.bionascimento.com. Reservas através do 212 288 715

domingo, março 16, 2008

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Parto na Água - Formação para Profissionais

O Parto na Água é já uma realidade no nosso país. Todos sabemos a importância que os profissionais de saúde desempenham na missão de melhorar os cuidados e opções disponíveis para as mulheres e bebés, a formação para profissionais de saúde torna-se assim uma necessidade imperativa.

No próximo dia 11 de Abril das 10-18 h, Cornelia Enning irá formar o primeiro grupo de profissionais em Portugal sobre o Parto na Água. Este será o Módulo I – Introdução aos cuidados no Parto na Água. Os restantes módulos irão sendo realizados de acordo com a evolução do Parto na Água no nosso país.

Até ao dia 1 de Março poderá usufruir de um preço de inscrição especial. (Click na imagem abaixo para aceder ao cartaz e á ficha de inscrição)

Parto na Água - Sessão informativa

No mês de Abril o BioNascimento vai celebrar o Parto na Água em Portugal. Durante 2007 foram várias as mamãs e bebés que puderam viver esta experiência. No dia 11 de Abril ás 21h convidamos o público em geral a participar na primeira sessão informativa em Portugal sobre este tema. A sessão será dirigida pela especialista alemã Cornelia Enning, e claro que a vossa participação será fundamental. Os casais que queiram aproveitar para passar uma noite romântica no melhor Hotel de Sesimbra , Sesimbra Hotel & Spa , podem usufruir de condições especiais.


(clica na imagem p/ ver maior)

domingo, fevereiro 03, 2008

Ver o mar e comer durante o parto

A ideia de um parto longo surge usualmente associada ao sofrimento da mãe ou do bebé, mas a realidade pode ser diferente, incluindo períodos de sono, refeições ligeiras e até passeios de automóvel.

Elisabete Carvalho, operadora televisiva de 27 anos, decidiu ter o primeiro filho dentro de água e, após 75 horas em trabalho de parto - uma demora excepcional mesmo para um parto natural -, o seu filho David nasceu no dia 23 de Julho, em Cascais.

"Durante o trabalho de parto, eu viajei de automóvel, fui ver o mar e nunca deixei de me alimentar com sopa, chá e bolachas. Enquanto as contracções foram mais ligeiras, consegui dormir cinco ou dez minutos", salientou, acrescentando "Tive o parto que tinha idealizado. Fui a primeira pessoa a tocar nele".

"As contracções causaram-me dores semelhantes às do período menstrual, mas durante a expulsão não tive dor alguma. Não houve qualquer complicação", disse.

"Tinha uma parteira de prevenção, que veio para a minha casa com o equipamento para fazer o CTG (cardiotocografia, um exame que avalia o batimento cardíaco do bebé e os seus movimentos) e que ia monitorizando se estava tudo bem", sublinhou Elisabete Carvalho que nunca excluiu o recurso ao hospital.

Fonte: JN
03/02/08

Dar à luz dentro de água numa piscina em casa

Piscina insuflável demora pouco tempo a encher de água e ar e não pode ser reutilizada Uma futura mãe que deseje ter o bebé dentro de água pode fazê-lo em casa, desde que a gravidez tenha decorrido sem problemas e disponha do acompanhamento adequado para viver o momento com tempo e serenidade.

Uma vez que o parto na água ainda não é possível no sistema de saúde público português, nem nas clínicas ou hospitais privados, uma grávida que acalente esse desejo tem de optar por dar à luz em casa, contando, para isso, com o apoio de uma parteira ou parteiro e de meios que concedam segurança e conforto à mãe e ao bebé.

Decidida a "lutar para que o parto na água fosse uma realidade em Portugal", Sandra Oliveira, da BioNascimento (www.bionascimento.com), começou, no início de 2006, a comercializar as piscinas insufláveis La Bassine, criadas por Carine Pouypoudat, que se enchem de ar em três minutos e de água (400 litros) em menos de 20, tendo um custo a rondar os 125 euros.

Até ao momento, a BioNascimento já vendeu 26 piscinas e Sandra Oliveira sabe que dezena e meia de bebés "nasceram efectivamente dentro de água, ou seja, a expulsão deu-se no meio aquático", tendo ela própria acompanhado 11 desses casos no âmbito das suas funções de doula.

A doula é uma mulher que presta suporte psicológico e emocional à grávida - ou ao casal, pois "às vezes são os futuros pais que estão mais frágeis" - antes e durante o parto, dando também algum apoio pós-natal. No geral, a companhia de uma doula custa entre 150 e 450 euros.

Sandra Oliveira, que começou a interessar-se pelo apoio às grávidas e pelos partos naturais - nomeadamente o parto na água-, após o nascimento da filha, no ano 2000, iniciou uma pesquisa mais exaustiva sobre o tema , trocando uma carreira na área da assistência ao cliente pelo projecto BioNascimento.

Apesar das renitências manifestadas por alguns médicos em relação à expulsão do bebé no meio aquático, Sandra Oliveira afirma que "não há indicações de que, a nível de infecções, um parto na água seja menos seguro do que um parto fora de água". "Aliás, nos partos na água a que assisti, a taxa de complicações foi de 0%", assegurou a doula, esclarecendo que "os problemas de infecções não se colocam se forem tidos cuidados com a qualidade da água - mediante análises e a colocação de filtros - e se a piscina não for reutilizada". Quanto aos custos para um hospital que adoptasse La Bassine, uma vez que cada piscina só pode ser usada para um parto, Sandra Oliveira afirmou que "mesmo sem hipótese de reutilização, a piscina fica mais barata do que o custo dos fármacos da epidural, somado ao pagamento de um anestesista".

Mas enquanto os partos na água numa instituição hospitalar não se concretizam, a responsável da BioNascimento vai acompanhando as grávidas no domicílio, respondendo aos mais cépticos que, "com o encerramento de tantas maternidades em Portugal, mais vale um parto em casa devidamente planeado do que numa ambulância".* agência Lusa
Fonte: JN
03/02/08

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Hospital com sala para partos naturais

Grávidas terão música e exercícios de relaxamento para darem à luz tranquilamente

O Hospital de São João, no Porto, disponibiliza às grávidas, a partir de sexta-feira, um bloco para partos naturais onde algumas «velhas práticas» foram abolidas e se dá tempo ao tempo para nascer.

Os partos induzidos, as anestesias, as tricotomias (rapagem dos pêlos púbicos) e os clisteres estão excluídos do novo bloco, pensado para as grávidas sem pressa, que ali vão poder recorrer à hidroterapia, à música e a exercícios de relaxamento para darem à luz tranquilamente.

Simulador de parto português produzido nos EUA

Na nova estrutura, a grávida pode escolher a posição que lhe é mais conveniente para dar à luz e praticar exercícios com a bola e a corda de parto.

«A bola permite que a mulher se sente sobre ela e oscile, relaxando a zona pélvica, e a corda, suspensa num ponto alto da sala de partos, pode ser usada para fazer força», explicou Diogo Ayres de Campos, médico responsável pelo bloco de partos, à agência Lusa.

A episiotomia (corte do períneo, uma área muscular localizada entre a vagina e o ânus, para facilitar a expulsão do bebé) «só será realizada nos casos em que for realmente necessária», sublinhou ainda Diogo Campos, que se congratulou por a taxa desta intervenção no Hospital «ser actualmente de 54 por cento, quando era de 87 por cento há três anos».

«O soro, que costuma ser colocado à grávida assim que esta entra no hospital, também deixa de ser rotina, e a futura mãe vai poder circular num ambiente familiar, sem a presença de estranhos, além de ter à sua disposição chuveiro e banheira com hidromassagem», contou o clínico do Hospital de São João.

Mas apesar de a água ser um recurso para o relaxamento e o amenizar das dores da grávida, o médico do São João exclui a possibilidade de os partos ocorrerem no meio aquático.

«Como são conhecidos casos de complicações em bebés que nasceram neste meio, só faremos partos na água quando houver indicações de que são pelo menos tão seguros como os realizados em ambiente normal», declarou Diogo Ayres de Campos à Lusa, acrescentando que «o parto na água não é um parto natural».

A realização do parto fora do ambiente hospitalar também é encarada com renitência por Diogo Campos, segundo quem «em Portugal não existe uma estrutura montada para apoiar esse tipo de nascimento, ao contrário do que sucede em países como a Holanda», onde apenas as gravidezes de risco têm acompanhamento hospitalar.

Diogo Ayres de Campos revelou-se ainda favorável à criação de casas ou centros de parto, uma vez que Portugal ainda não dispõe de nenhuma estrutura deste tipo.

Para o médico, os centros de parto representam «o equilíbrio ideal entre a casa e o hospital» e, «se são uma solução em muitos países europeus, não há razão para não resultarem em Portugal».

Fonte: PortugalDiário