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domingo, janeiro 18, 2009

Pais que substituem mães

Licença parental aumenta há quatro anos sucessivos. Pais lamentam não a ter usado primeiro


Quando a mulher anunciou: "Tens de ficar tu com o bebé", João Machado, bancário, achou que ela estava a brincar. Não estava. E proporcionou-lhe "a melhor experiência" da vida dele. No Banco é que o assunto "pareceu uma heresia".

Em Portugal, há cada vez mais homens a substituir as mulheres no período pós-parto. A mãe cumpre as seis semanas de licença obrigatórias por lei, mas depois passa a estafeta ao pai. Não é desapego; é a vida profissional que não lhe facilita outra fórmula para a maternidade. E é a marca de uma sociedade que já não se compadece com a distribuição de tarefas por identidade de género.

"Não obstante a sociedade portuguesa ser dominada por um certo machismo, temos assistido a uma evolução positiva, com a tomada de consciência dos homens para a importância de dividir tarefas, sobretudo para que ambos possam conjugar a vida pessoal, profissional e familiar ", afirma, ao JN, o sociólogo Paquete de Oliveira. Esta alteração comportamental, sustentada pelo "cruzamento de vários factores culturais", encontra suporte na nova legislação (ver caixa), mas muitas empresas teimam em desconhecê-la.

"Quando disse no banco que iria gozar a licença de parentalidade, o assunto pareceu uma heresia", recorda João Lobo Machado, 48 anos, sobre o momento em que experimentava a paternidade pela quinta vez, a primeira em que decidira gozar a licença. "Expliquei que a minha mulher, profissional por conta própria - trabalha com próteses dentárias - teria menos possibilidades, naquela altura, de impor um período de interregno na profissão, pelo que tomáramos a decisão de ser eu, escudado pelos privilégios de estar integrado numa empresa há 22 anos, a ficar em casa com a bebé. Responderam-me que teriam de consultar a legislação, porque nunca tinham tido tal pedido".

O episódio ocorreu na Lisboa de 2006 e, desde então, o bancário não tem memória de que tenha sido repetido por colegas. E lamenta. "Tenho pena de não ter usado a licença com os meus filhos todos. Foi a melhor experiência da minha vida. É tão importante para o equilíbrio do agregado que devia ser obrigatório".

O número de pais que gozam a licença em vez da mãe está a aumentar, mas ainda é um número magro. Nos últimos quatro anos, foram concedidas licenças a mais de 300 mil mulheres e menos de dois mil a homens. Mas a tendência será para aumentar, nota Paquete de Oliveira. "Não tem só a ver com a evolução cultural que deriva da formação académica, mas também com o desemprego, a precariedade laboral. A natalidade ainda é um obstáculo no acesso das mulheres ao mercado".

Jorge Forjaz Pereira, arquitecto de 40 anos, sabe-o bem. Em 2003, viu-se confrontado com a inevitabilidade de ter de tomar conta das gémeas que vieram integrar um clã que já compreendia dois filhos. "A minha mulher trabalha no ramo imobiliário e teve de voltar ao escritório". A aventura foi "duplamente difícil", mas tão gratificante" que, diz, "não entendo como não há mais homens a fazer o mesmo". Os amigos acharam a atitude "arrojada", mas não lhe copiaram os passos. Apesar disso, é ele o primeiro a dizer que as coisas mudaram: "Passear com bebés nos parques de Lisboa já não é coisa de mulheres; vêem-se cada vez mais homens".

quarta-feira, março 19, 2008

Feliz dia papá


Ser Pai é receber a notícia de que aquela a quem amamos está à espera de um filho nosso.
Ser Pai é acompanhar, durante nove meses, o estado de graça da mulher.
Ser Pai é partilhar as idas ao médico.
Ser Pai é passar noites em branco, ao som do choro do bébé.
Ser Pai é mudar fraldas.
Ser Pai é dar banho à criança.
Ser Pai é dar a mão aos primeiros passos da vida do bébé.
Ser Pai é transmitir confiança e segurança.
Ser Pai é saber respeitar para ensinar a ser respeitado.
Ser Pai é ter a certeza de que, mesmo não estando presentes, alguém nunca se esquece de nós.
Ser Pai é uma infinidade de coisas que não cabem em palavras e frases feitas.
Ser Pai é ser único, é ser Amor na forma mais pura
É ser completo, simplesmente porque sim!

Um feliz dia do pai para todos os que nos visitam!!!

Um beijo especial para o pai em minha casa, que é o melhor pai que as minhas filhas podiam ter.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

A nova realidade da paternidade doméstica

Vítor deixou de trabalhar fora de casa para assumir um papel tradicionalmente desempenhado pela mulher: acompanhar os filhos

Sem complexos, Vítor deixou de trabalhar fora de casa para assumir um papel tradicionalmente desempenhado pela mulher: o acompanhamento dos filhos, que o fizeram também trocar a cidade pelo campo e até abandonar o vício do tabaco.

«Não tenho nenhum problema em fazer qualquer tarefa, se for preciso lavar, aspirar, trocar fraldas, que aliás troquei e troco muitas. Nada disso me tira ou rouba nada enquanto homem», diz Vítor Morgado, que juntamente com a mulher, Joana, têm cinco filhos e vão a caminho do sexto.

Vítor é apenas um dos exemplos de uma nova realidade que começa a surgir nas famílias contemporâneas: a paternidade do homem doméstico. «Não é ainda uma situação muito comum. Muitas vezes são situações de desemprego que estão por trás deste tipo de opções, mas são homens sem problemas em assumir uma paternidade mais próxima», explicou à Lusa a socióloga Sofia Aboim Inglês, que participa num projecto de investigação do Instituto de Ciências Sociais, que está em fase de conclusão.

Globalmente, este trabalho, que será este ano transformado em livro, conclui que os homens recusam o papel tradicional de pai autoritário e distante e que põem de lado o conservadorismo de género. «A vontade de participar na educação dos filhos existe, mesmo nos meios operários, onde predomina uma visão mais conservadora», refere a socióloga.

No entanto, o estudo mostra que os homens têm a ideia de que nunca devem deixar de trabalhar. Quando surge a opção de ficar em casa durante os primeiros anos de vida dos filhos é geralmente em casos de desemprego ou de trajectos profissionais mais instáveis.

Em traços gerais, foi o que sucedeu com Vítor Morgado, que tinha vendido a sua empresa e embarcado noutra situação profissional que não o satisfazia plenamente, enquanto a mulher prosseguia a sua carreira no Banco de Portugal.

Com o alargamento da família, o casal decidiu que um deles teria de responsabilizar-se mais de perto pelas crianças. «Para inveja da minha mulher, fazia mais sentido ser eu, até porque, como faço trabalhos de carpintaria, vou fazendo coisas para a casa sem gastar muito dinheiro. Ela inveja-me todos os dias, mas não deixa de ser uma mãe muito presente», conta Vítor.

Há quatro anos, logo após o nascimento da primeira filha do casal, quarta filha para a mulher, decidiram abandonar a grande cidade e refugiar-se numa casa que construíram no campo, a 10 quilómetros de Santarém.

«Em Lisboa, as crianças vivem como os pés dentro dos sapatos, onde só há espaço para as meias. E a vida deles é apenas do colégio para casa e da casa para o colégio», justifica este pai a tempo inteiro, com 49 anos.

Para Vítor, o campo favorece o conceito de vida em comunidade, dá mais sentido de independência e autonomia às crianças e põe-as em contacto com «coisas essenciais»: «Os meus filhos sabem que os ovos vêm das galinhas e que as galinhas têm mesmo penas».

Foi também com esta casa no campo que conseguiram dar às crianças o espaço que «elas merecem». Cada um dos cinco filhos tem o seu próprio quarto e nalguns deles é literalmente possível andar de bicicleta. «Nunca conseguiríamos quartos com este espaço na cidade. E o quarto é muito importante, porque é o mundo deles», diz Vítor.

Levar e buscar os três filhos mais velhos à escola faz parte da rotina diária deste pai, uma vez que a mãe sai de casa muito cedo para enfrentar uma hora de caminho até ao local de trabalho, em Lisboa.

Em casa, com o apoio de uma empregada, Vítor acompanha os outros dois filhos mais novos e aplica-se na carpintaria. Graças a esta habilidade, a família tem mobilado toda a casa, mas agora começa também a vender peças por encomenda.

Se a decisão fosse exclusivamente sua, ficava com os filhos até que completassem nove anos, por ser «uma boa altura para lhes moldar o carácter» e porque não troca por nada «a felicidade de ir crescendo com as pequenas conquistas diárias dos miúdos».

«Os meus filhos são mais felizes do que os outros», garante.


sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Homens também têm sintomas de gravidez

Maioria dos futuros pais passa por mudanças de humor, enjoos e aumento do volume da barriga

Um estudo comprova que os homens, cujas mulheres estão grávidas, costumam apresentar alguns sintomas de gravidez, escreve a BBC.

O estudo foi chefiado por Arthur Brennan na Faculdade de Ciências da Saúde e Bem-Estar Social da St George em London. Segundo o pesquisador, mudanças de humor, enjoos matinais e aumento do volume da barriga também costumam acontecer nos futuros pais que têm uma forte relação com a sua parceira.

O grupo de estudo foi constituído por 282 homens com mulheres grávidas e um outro grupo de 281 homens, as suas idades situavam-se entre os 19 e os 55 anos.

Feita a comparação dos homens que tinham a expectativa de ter um novo membro familiar e os que não tinham, os futuros pais apresentaram ter assimilado a gravidez das suas mulheres de forma psicológica como se esta estivesse a acontecer no seu próprio corpo.

Os relatos variam consoante a experiência

Maioria pais queixaram-se que os seus sintomas pioraram durante o estágio inicial da gravidez, atingiram o pico no terceiro trimestre e desapareceram pouco após o nascimento do bebé.

Um dos relatos mais impressionantes de um pai foi que se sentia como se estivesse em trabalho de parto.

«As minhas cólicas eram como as contracções que vão aumentando quando uma mulher está em trabalho de parto», disse. «Começaram suaves até ficarem cada vez mais fortes».

O estudo não conseguiu descobrir razões para estes sintomas, conhecidos como Síndrome de Couvade. «São sintomas involuntários», disse Arthur Brennan.

As próprias parteiras, que foram questionadas no âmbito do estudo, têm conhecimento destas reacções dos pais. «Estes homens frequentemente reclamam ter náuseas durante os primeiros estágios de gravidez da parceira», conta a médica Val Collington, também da St George`s University em London.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Deixem os pais assistir ao nascimento dos filhos

Mesmo em caso de cesariana, pede pediatra. «Homem também é dono do momento»

O pediatra Mário Cordeiro apelou ao Ministério da Saúde que autorize os pais a assistir ao nascimento dos filhos, mesmo em caso de cesariana, defendendo que os homens têm todo o direito a acompanhar o parto, noticia a Lusa.

»A Direcção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde deviam ser implacáveis e estabelecer uma regra para todos, obviamente com base científica», afirmou Mário Cordeiro em entrevista à agência Lusa.

Para o especialista, «não se justifica» que os hospitais tenham regras diferentes para partos distintos, dando o exemplo de unidades privadas que têm normas opostas sobre a presença dos pais quando se trate de parto natural ou cesariana com epidural.

Na generalidade dos hospitais portugueses, quer públicos quer privados, a presença do pai quando o parto é natural é já uma prática comum, mas quando é realizada uma cesariana (mesmo só com recurso a epidural, estando a mãe acordada) muitas instituições opõem-se à presença paterna.

«Se é um nascimento, devem estar lá as pessoas envolvidas. Os donos do momento são ambos os pais; os médicos e enfermeiros são apenas uma espécies de auxiliares», argumentou, comparando a presença dos profissionais de saúde com os técnicos de som de um qualquer espectáculo de um grande grupo de música.

«No dia seguinte a um concerto dos Rolling Stones, as manchetes e os jornais falam é da banda e eventualmente dedicam um pequeno espaço aos técnicos de som e luzes. Mas os verdadeiros protagonistas continuam a ser os músicos, apesar de não haver espectáculo sem um técnico de som», comparou.

O pediatra, autor de diversos livros sobre crianças, atribui «à arrogância profissional» de alguns profissionais de saúde a recusa da presença do pai, em algumas unidades, quando o parto é feito por cesariana. «Garanto-lhe que se for o obstetra ou o enfermeiro a ter um filho, ele estará lá no momento do nascimento», adiantou.

Fonte: PortugalDiário

domingo, setembro 23, 2007

Portugueses preferem cuidar dos filhos a fazer tarefas domésticas

Os homens portugueses estão mais receptivos a cuidar dos filhos e preferem fazê-lo a ter que limpar a casa ou executar as rotineiras tarefas domésticas que continuam a pertencer, quase em exclusivo, às mulheres. Este é um dos aspectos demonstrados pelo estudo "Famílias no Portugal Contemporâneo", que encerrou ontem no Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa.

O casal português partilha já mais funções dentro da família, mas enquanto 30% admite que divide as incumbências relativas aos filhos - levar à escola ou ao médico, dar banho, ajudar nos estudos ou adormecê-los - apenas 14% dos casais revela executar em conjunto os afazeres do lar.

Absolutamente reveladora é a tabela referente ao desempenho das tarefas domésticas. Na roupa eles não tocam! Reportando-nos às percentagens significa que 85,5% das mulheres portuguesas tratam sozinhas da roupa, desde o retirar dos lençóis das camas até ao engomar.

O estudo mostra que os portugueses também fogem do fogão, já que 76,6% das inquiridas é que cozinha as refeições e na mesma linha, são também elas quem lava a loiça e limpa a casa. Em suma, são as mulheres que ficam com as funções mais rotineiras e desgastantes, por serem diárias.

Na distribuição dos encargos, eles ocupam-se dos ocasionais as reparações em casa (76,6%) e as diligências administrativas, ou seja, o pagamento das contas (41,2%) ou tratar de "papeladas".

Apesar de tudo, 84% dos inquiridos dizem realizar sozinhos pelo menos uma tarefa e 56,5% responderam que a fazem com a parceira.

Mas quando se pergunta se tem uma actividade de lazer, fora de casa - de desporto, dança, estar com amigos , tomar café, etc - que pratique sem o parceiro, 34,4% dos homens fá-lo perante apenas 24,4% das mulheres.

Ou seja, os homens têm mais tempo para o lazer sem a família enquanto elas têm de conseguir conciliar uma actividade lúdica com a maternidade.

A verdade é que os casais portugueses ainda partilham muito pouco os momentos de ócio. O estudo diz que "apenas 1/5 tem por hábito quotidiano, a dois, a ida ao café". E por isso, 14% das mulheres respondem que costumam ir ao café sem o cônjuge.

A dois, só mesmo os cuidados com os filhos e a ida às compras, porque é preciso. No âmbito da descontracção, indicam ser mais frequente o passeio, uns jantares fora ou idas a casa de amigos.

A família passeia e janta, mas "as saídas culturais - como ir ao cinema, ao teatro, a concertos e espectáculos - "são atributo das mulheres acompanhadas pelos filhos" e por uma parte ínfima dos casais.



22/09/07

domingo, julho 29, 2007

"O PAI NA GRAVIDEZ E NO PUERPÉRIO" - PEDIDO DE PARTICIPAÇÃO EM ESTUDO DE PSICOLOGIA

Caro Pai

O meu nome é Gonçalo Coelho, sou aluno do 5º ano do curso de Psicologia (área Clínica) no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) em Lisboa. Estou neste momento a terminar a minha monografia de final de curso, cujo tema é "O pai na gravidez e no puerpério". A supervisão do meu trabalho está a cargo do Prof. Doutor Luís Sousa Ribeiro.


Venho por este meio solicitar a sua colaboração num estudo que estou a realizar sobre a experiência de ser pai, mais concretamente, sobre a experiência que o homem vive durante a gravidez e os primeiros meses de vida do(a) filho(a). Trata-se de uma área pouco estudada da Psicologia até hoje, pelo que a sua participação será de enorme valor! Sem dúvida que a mãe tem uma relaçã privilegiada com o bebé, mas a posição do pai não tem vindo a merecer o mesmo destaque na comunidade científica, nem social.
Assim, a sua participação corresponde ao preenchimento de 2 simples questionários sobre o assunto já referido. Caso esteja interessado em participar, contacte-me através de monografia_pai@hotmail.com dando nota da sua intenção em colaborar. Após receber a sua resposta afirmativa, enviarei-lhe os questionários que deverá preencher e voltar a reenviar-me depois de preenchidos. Nota: Como estudo científico que é, todos os dados recolhidos são confidenciais e anónimos.

Sem outro assunto, e certo da vossa colaboração, desde já vos agradeço

Gonçalo Coelho

P.S. - Muitos Parabéns pelo vosso filho! Felicidades!

terça-feira, julho 17, 2007

Os novos papás!!!!





Os tempos mudaram e a prova disso é que a paternidade assume um papel cada vez mais activo e assumidamente mais importante na sociedade. O homem deixou de ser apenas o sustento da família, passando a ocupar-se de tarefas directamente relacionadas com a casa e com o recém-nascido. Incluindo a mudança das fraldas.
Ser pai deve ser um dos momentos mais excitantes na vida de um homem. No entanto, as suas emoções tendem a ser subestimadas não só pela companheira (também ela a braços com uma infinidade de sentimentos), como pelos restantes familiares.

Trata-se de uma situação, no mínimo, injusta. Embora a experiência de ter um filho seja vivida internamente pela mulher e externamente pelo homem, este não deve ser encarado como um mero observador (“outsider”) em todo o processo da gravidez.

O apoio do homem é vital para o equilíbrio emocional da mulher que, em retribuição, também deve tentar compreender os sentimentos do companheiro que, se de início estão relacionados com a alegria e excitação, ao longo da gravidez tendem a ganhar a forma de receios e preocupações.

Neste âmbito, uma das maiores dores de cabeça do homem prende-se com os encargos financeiros inerentes ao crescimento da família. Apesar dos tempos serem outros, o homem continua a sentir a obrigação de contribuir mais afincadamente para o sustento da casa. Com a chegada de um novo elemento, essa contribuição ganha um novo peso, sobretudo se a mulher decidir deixar o emprego para cuidar do bebé.

Aquilo que o homem deve tentar fazer é evitar preocupar-se demasiado e tentar desfrutar ao máximo a experiência da paternidade que, ao contrário do que dizem as más-línguas, em nada fica atrás da maternidade.

Os laços entre pai e bebé



Os pais de hoje estão (quase) completamente rendidos às tarefas relacionadas com o tratamento do recém-nascido. Por exemplo, dar banho ao bebé, mudar as fraldas ou adormecê-lo deixaram de ser funções exclusivas da mãe para passarem a ser partilhadas com o pai. E o interessante nisto é que, além de terem aprendido a fazê-lo e bem, os homens começam a apreciar estes pequenos momentos. A intervenção mais activa da figura masculina no papel de pai faz com que haja um fortalecimento dos laços entre este e o filho. Uma situação que, até há uns anos atrás, era encarada como algo perfeitamente dispensável e, se fosse caso disso, compensada pela presença da mãe. Mas chegou-se à conclusão que a mãe não pode valer por dois. Está provado que a figura do pai é essencial para o equilíbrio emocional e psicológico da criança, independentemente do bom trabalho desenvolvido pela mulher. O mesmo acontece quando a criança é educada sem a presença activa da mãe e apenas com a intervenção paterna. Em suma, o ideal e caso a vida o permita, é o bebé ser criado conjuntamente pela mãe e pelo pai, numa partilha justa de funções e encargos.

A relação entre o casal

Nem sempre é fácil para o homem compreender as alterações de humor da companheira grávida de cinco meses. Nem a sua irritabilidade ou choro compulsivo e sem motivo aparente. Pode não compreender, mas convém estar prevenido. O homem deve começar quanto antes a ler sobre a gravidez e a maternidade. Desta forma, aprende a identificar as alterações físicas e emocionais por que passam as mulheres que esperam um filho. Feita esta aprendizagem inicial, o homem deve esforçar-se por compensar a companheira, aliviando-a na realização das tarefas domésticas – lavar a louça, limpar o pó, arrumar a roupa – e prestando-lhe todo o apoio moral necessário. Dialogar. O casal deve esforçar-se por conversar acerca de todos os aspectos susceptíveis de criar mal-entendidos entre ambos, tanto na fase pré como no período pós-nascimento. Ter um filho, entendida como uma decisão planeada em conjunto, deve servir para fortalecer os laços que unem os cônjuges e não para deteriorá-los. Para tal, é preciso que tanto a mulher como o homem se comprometam a fazer do nascimento do filho a fase mais bonita das suas vidas. E isso não é nada complicado.




In
Bebés Clix

domingo, janeiro 09, 2005

O pai e o bebé

Há pais que se sentem naturalmente envolvidos na tarefa de cuidar do bebé desde o primeiro momento, enquanto que outros, pelo contrário, parecem não conseguir adaptar-se ao seu novo papel. Porquê?

Trabalho de equipa

Procure, desde logo, deixar claro ao seu companheiro que a sua ajuda é importante, indispensável mesmo, quando se trata de cuidar do bebé. Por conseguinte, incentive-o a descobrir o prazer de lhe dar banho, de o pôr a dormir ou de lhe dar biberão. São tarefas muito simples que a aliviam e que fortalecem os vínculos entre pai e filho. Não hesite em pedir-lhe ajuda – afinal, não é nenhuma super-mulher – e quando o fizer, não se esqueça de o fazer educadamente. Isto porque a maioria dos novos pais é extremamente sensível às sugestões e opiniões de outras pessoas, pelo que a mais pequena crítica poderá levá-lo a desistir de tentar ajudar.

Em causa, por vezes, está o preconceito secular que os homens são incapazes de cuidar dos filhos tão bem quanto as mulheres o que, saliente-se, é uma pura ilusão, que contribui para que a equipa nem sempre funcione enquanto tal. De facto, talvez tenhamos uma certa culpa na demissão que muitos pais evidenciam no que diz respeito à criação e educação dos seus filhos. Relembre-se que, à excepção da amamentação - por questões biológicas-, o pai é capaz de tratar do bebé tão bem como a mãe, sobretudo se tiver a oportunidade de praticar e, consequentemente, de ganhar experiência. É apenas uma questão de tempo... e empenho de ambas as partes. Se se esforçar, com o seu companheiro , no sentido de trabalhar em equipa, tudo nas vossas vidas ficará mais facilitado, incluindo a criação do vosso filho.

Sentimentos em relação à paternidade

Mais cedo ou mais tarde, todo e qualquer novo pai apercebe-se de que o nascimento do filho implica, invariavelmente, grandes alterações na sua vida. Por vezes, essas alterações são subtis, outras vezes nem por isso.

Seja como for, o certo é que a mudança no quotidiano existe, desencadeando um conjunto de sentimentos e emoções perfeitamente legítimos que o pai procura, erradamente e em vão, reprimir.
- Sensação de impotência - Não há dúvida que a paternidade é para o homem um momento de felicidade e orgulho. No entanto, apesar disso, este não consegue deixar de se sentir, nalgumas situações, um tanto ou quanto angustiado, ao não ser capaz de satisfazer ou sequer de compreender as necessidades do bebé.
- Depressão - Ao contrário do que se pensa, não são somente as mães que ficam deprimidas após o nascimento do filho. Os homens também podem enfrentar um estado de depressão mais ou menos grave, devido não propriamente a uma questão hormonal (como no caso das mães), mas antes a um acordar ( quase sempre doloroso) para uma nova realidade: noites sem dormir, contas para pagar, trabalho doméstico a dobrar, responsabilidades sem fim – o suficiente para deprimir qualquer um.
- Medo - Os primeiros meses de paternidade são dominados por uma série de medos. Por exemplo, o novo pai tem medo de não corresponder às expectativas dos outros no exercício do seu novo papel. Pode também recear ser incapaz de proteger e sustentar a família. Estes medos, e muitos outros, fazem parte da transição do estatuto de homem para pai. Há que procurar dominá-los e aprender a lidar com as diversas situações.
- Ciúme - É inegavelmente comum o pai sentir ciúmes da relação estreita que se estabelece entre si e o seu filho. Geralmente, queixa-se que já não lhe presta tanta atenção como antes, relegando-o para um segundo plano a favor do bebé. Nestes casos, recomenda-se que o homem fale o mais abertamente possível com a mulher sobre o assunto, desabafando que precisa de mais apoio e atenção da sua parte, bem como, eventualmente, mais tempo a sós, sem a presença do bebé. Tomar este passo não é fácil: o homem pode recear que o acuse de ser piegas e intransigente, numa altura em que necessita de apoio a todos os níveis. No entanto, aconselha-se o homem a procurar superar o medo e ir em frente. Perigoso é não exteriorizar estes sentimentos, facto que pode torná-lo rancoroso em relação si e ao bebé, prejudicando irremediavelmente toda a experiência da paternidade.

Ainda assim, neste âmbito, mais importante do que as palavras são os actos. Além de conversar com a mulher acerca dos seus receios e dúvidas, aconselha-se o pai a desenvolver actividades que envolvam o bebé e aliviem a mãe como, por exemplo, dar-lhe banho, deitá-lo, brincar com ele e mudar-lhe as fraldas. Tudo isto contribui para a criação e consequente fortalecimento dos laços entre pai e filho.

Retirado do Site Clix - Canal Bebés

domingo, dezembro 19, 2004

A dieta do futuro pai

Se a mulher deve ter cuidados muitos específicos com a alimentação quando tenta conceber, o homem também tem de ter em atenção esse factor. A nutrição tem, efectivamente, um impacto directo na qualidade do esperma.


Dieta equilibrada, nutritiva e variada

Uma alimentação pobre em toda uma série de nutrientes diminui a qualidade e quantidade do esperma, tornando, por conseguinte, afecundação mais difícil.
O homem que se prepara para ser pai deve preocupar-se em seguir uma dieta bem equilibrada, nutritiva e o mais variada possível. Eis uma lista dos principais alimentos que devem ser consumidos durante esta fase:

- Vitamina C – Citrinos, morangos, kiwis e pimentos - O homem deve consumir alimentos ricos em vitamina C, por forma a reduzir os riscos de esperma sem qualidade. Os médicos aconselham uma dosagem de 60 miligramas de vitamina C, por dia. Caso o homem não tenha desistido do tabaco, o consumo deste nutriente deve atingir 100 miligramas, por dia.
- Zinco – Ostras, carne vermelha, amendoins e sementes de girassol. A carência de zinco reduz o volume do sémen e os níveis de testosterona. É aconselhável o consumo de 12 a 15 miligramas de zinco, por dia.
- Cálcio e Vitamina D – Leite, iogurtes, legumes de folha verde (cálcio), margarina, ovos e peixe gordo (vitamina D). O futuro pai deve aumentar a quantidade de cálcio (1 mg) e de vitamina D (1 mg) na sua alimentação diária. Estes nutrientesmelhoram a fertilidade masculina.


Hábitos a evitar

O álcool, o tabaco e as drogas são três vícios a abandonar (ou, pelo menos, evitar) quando se pretende constituir família.

Estudos recentes mostram que o consumo de apenas duas bebidas, por dia, seja vinho, cerveja ou licor, pode reduzir os níveis de testosterona e de esperma.

Outras pesquisas revelam que os fumadores ejaculam menos esperma. Mas não só. Além de se auto-prejudicar, o homem que continua a fumar está a originar, ainda que inconscientemente, uma situação injusta, na medida em que faz da sua companheira e do seu futuro filho fumadores passivos com todas desvantagens que daí advêm para ambos.

Quanto ao consumo de drogas, está provado que, por exemplo, a marijuana e a cocaína, afectam a capacidade do cérebro de libertar hormonas reprodutivas, já para não falar da (grande) possibilidade de provocarem anomalias no feto. Ainda de referir que determinados medicamentos para o tratamento da tensão arterial, úlceras, cancro, colites e outras infecções podem causar problemas de fertilidade e provocar uma diminuição da quantidade de esperma produzida pelo homem.

Retirado do site Clix- Canal Bebés