Os Nossos Amigos

domingo, janeiro 09, 2005

Instinto Maternal


O chamado Instinto Maternal, ou essa coisa que julgam ser meio caminho andado para se ser mãe, é um valor complicado e que reside na modernidade da nossa era...

Há mulheres que nasceram para ser mães e outras, nem por isso. Mas, em ambos os casos, a mulher tem sempre muito amor condensado dentro do seu íntimo, para dar e vender. O chamado Instinto Maternal, ou essa coisa que julgaram ser meio caminho andado para se ser mãe, é um valor complicado e que reside na modernidade da nossa era...

Desde muito cedo, costuma-se ouvir dizer mulheres, que o seu maior sonho é vir a ser mãe. Outras porém, preferem ter como ambição uma carreira de sucesso ou um amante imparável, mas sem nunca pensar em vir a ter filhos. Nem todas as mulheres, fazem uma festa a uma criança ou brincam com elas. Existem mesmo muitas, que repudiam os mais pequenos, quase como se as mesmas fossem um incómodo a evitar a todo o custo.

Todas as atitudes protagonizadas pelas mulheres da nossa sociedade que não pensam em ter filhos, são alvo de uma conclusão precipitada: insensibilidade. Porém, nem sempre o valor da maternidade é o mais desejado e isso, não implica que as mulheres estejam totalmente desligadas do mundo infantil.

Antigamente, a principal meta das mulheres era dar à luz, um rebento forte e saudável como símbolo da sua fertilidade. Hoje, os padrões sociais são diferentes. A mulher procura acima de tudo, um lugar no pódio das profissões às quais apenas o homem, tinha acesso noutros tempos. Afinal, o que mudou? A sociedade ou as mulheres em si mesmas?

Muitas mulheres declaram que esse Instinto Maternal, surge logo à nascença mas, outras afirmam que, esse valor só se desenvolve quando a mulher engravida e que atinge o seu auge, na altura que vai dar à luz. O que significa que, se muitas mulheres ainda não têm dentro de si esse instinto, é porque ainda não chegou a sua hora de ser mãe. Nada mais que isso.

O problema é que actualmente existe muita liberdade de opiniões, e não uma verdade una. Antes o centro da vida era a família, mas hoje nem sempre as pessoas têm essa ambição. Ás vezes, tanto a carreira como a família são importantes para o equilibrio, mas há mesmo quem afirme que com apenas uma das duas, se atinge a estabilidade.

Ser mãe está na base da realização pessoal de uma mulher, pelo menos é a opinião das muitas mães do nosso país. Apercebem-se que estão a contribuir para o desenvolver de um novo ser que depende única e exclusivamente delas, oferecendo-lhes toda a alegria e felicidade que demonstram. Aliás, são cada vez mais as mães solteiras no nosso país, umas por circunstâncias da vida, outras por pura opção pessoal. Esta realidade mostra a emancipação da mulher, que cresce a olhos vistos.

As mães afirmam que matariam pelos seus filhos, morreriam por eles ou fariam o que quer que fosse para os defender, e isso é um ponto em comum entre todas elas: casadas, solteiras, adolescentes ou mais velhas. Ter um filho fascina muitas mulheres, mas outras preferem os dos seus amigos a ter um. Aqui está a questão da liberdade, alcançada após tanto tempo e que agora não se quer perder, envolva o sacrifício que envolver.

O amor pelos filhos é real. Sente-se num toque, num olhar, numa carícia. Sendo a mãe biológica ou não, a mulher atribui todo o amor que tem dentro de si, àquela criatura dependente da sua força e amor. Se ainda não sente aquilo a que chamam de Instinto Maternal não se preocupe, nem julgue ser anormal relativamente às outras mulheres. A necessidade de ser Mãe há-de aparecer oportunamente e aí, estará realmente preparada para ser Mãe....

Retirado do Site ABC do Bebé

1 comentário:

mãe-biscoito disse...

Eu achava que não tinha muito instinto maternal - depois a pipoquinha nasceu e fiquei mãe-galinha!
Bjs