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quarta-feira, julho 29, 2009

E se eu contrair a gripe A durante a gravidez?



As mulheres grávidas têm maior probabilidade de ter complicações graves com a nova gripe A (H1N1), tal como acontece com a gripe sazonal. No entanto, não há evidência que tenham maior probabilidade de contrair a infecção.

Saiba que se ficar doente pode fazer o mesmo tratamento que o resto da população, mas é importante que consulte o médico.

Não existe actualmente vacina para esta infecção e ainda é controverso se as grávidas devem ser vacinadas. As medidas preventivas são muito importantes.

O que posso fazer para me proteger?
- Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel sempre que tosse, espirra ou alguém o faz perto de si. Deite o lenço no lixo após a utilização

- Lave frequentemente as mãos, com água quente e sabão, durante 40 a 60 segundos, especialmente depois de um espirro ou tosse. Se utilizar um gel de lavagem de mãos à base de álcool, não adicione água e espalhe o gel nas mãos até que evapore/seque

- Em ambientes muito movimentados, evite tocar nos olhos, nariz e boca, antes de lavar as mãos. O vírus também se propaga deste modo

- Evite o contacto com pessoas doentes. Reduza as suas saídas

- Se for indicada a sua utilização, use correctamente as máscaras faciais.

Quais os sintomas?
- Os sintomas da gripe A são parecidos com os da gripe sazonal habitual e incluem: febre alta, tosse, dores de garganta, dores musculares, dores de cabeça,irritação cutânea, arrepios e fadiga e, por vezes, diarreia e vómitos.

O que devo fazer se ficar doente?
- Se teve contacto próximo com alguém infectado com a gripe A, ou que esteja a ser tratado por exposição ao vírus, contacte a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) e esclareça se precisa de tratamento para reduzir as hipóteses de adoecer com a gripe:

- Se houver casos de gripe A na sua comunidade preste atenção especial ao seu corpo e ao que está a sentir.

- Se sentir sintomas ligeiros de gripe, permaneça em casa, limite o contacto com outras pessoas e telefone para a Linha Saúde 24.

Como tratar esta gripe? Posso tomar os medicamentos antivirais?
- Trate a febre. Manter a temperatura dentro dos seus valores habituais é muito importante para o seu bebé. O Paracetamol é o melhor tratamento para a febre durante a gravidez e pode ser tomado 1gr de 8 em 8 horas.
Se tiver dúvidas pode ligar para a Linha Saúde 24.

- Beba água, ou outros líquidos, em abundância para repor os que perdeu por estar doente.

- Os medicamentos antivirais como o Tamiflu® (oseltamivir) ou Relenza® (zanamivir) só devem ser utilizados sob prescrição médica.

Não estão descritas complicações na grávida ou no feto com a utilização destes fármacos.
A gravidez não deve ser considerada uma contra-indicação para o uso de antivirais na profilaxia pós-exposição ou na terapêutica, devendo o tratamento ser iniciado precocemente.
Nas grávidas com suspeita de doença deve ser iniciada terapêutica, mesmo que não estejam concluídos os resultados dos testes virais.
Os maiores benefícios obtêm-se quando é iniciada nas primeiras 48 horas após o começo dos sintomas.
O fármaco de escolha para o tratamento é o oseltamivir, pela sua actividade sistémica e por existirem mais dados sobre a sua segurança em grávidas.
O esquema e a duração da terapêutica são iguais ao aconselhado para a restante população.

E se tiver estado em contacto com alguém infectado?
-Deve ser considerada a profilaxia nas grávidas com história de contacto próximo com um caso suspeito ou confirmado de gripe A (H1N1)v. Não existe uma clara
recomendação internacional sobre o fármaco ideal a utilizar nesta situação. Podem ser utilizados quer o oseltamivir, quer o zanamivir1.


Fonte: Direcção Geral da Saúde

domingo, janeiro 04, 2009

Tosses e Ranhos


Estamos em plena época de ranhos, tosses, espirros, dores de garganta. As crianças são as mais afectadas. Deixamos-lhe um manual prático, para saber como lidar com as infecções respiratórias do seu filho.

Há estudos que indicam que, nas cidades, uma criança com menos de dois anos tem oito a nove infecções respiratórias por ano. Calcula-se que estas situações sejam responsáveis por cerca de 40 por cento das consultas de pediatria. A poluição, a frequência de creches, em que as crianças permanecem fechadas dias inteiros sem que as salas sejam arejadas, são alguns factores que fazem aumentar a incidência de viroses e infecções bacterianas na árvores respiratória dos mais pequenos.

Se há situações em que é imprescindível contactar o médico, na maior parte dos casos os pais podem controlar os sintomas em casa, sem recorrer a ajuda especializada.


O que fazer perante os seguintes sintomas:

Febre
A febre é um mecanismo natural do organismo para combater um «ataque» de vírus ou bactérias. Se a baixarmos assim que começa a subir estamos a desperdiçar um aliado no combate à doença. Por isso, deve baixar a febre apenas quando chegar aos 39º ou antes se criança estiver prostrada.
Para baixar a febre, use paracetamol e siga as indicações de posologia da embalagem. Nunca exceda as doses, pois pode dar origem a intoxicações hepáticas. Nenhum medicamento é inócuo.

Ranho
Assoar a criança frequentemente e limpar o nariz com soro fisiológico ou com um spray de água do mar, para fluidificar as secreções. Medidas que devem fazer parte, de resto, da higiene diária (excepto o spray de água do mar que não deve usar-se por rotina, mas apenas em situações pontuais de obstrução)

Tosse
Tal como a febre, a tosse também é uma forma de o organismo se defender, ou seja, está a expulsar secreções que, de outra forma, podem tornar-se prejudiciais. Por isso, nunca deve administrar xaropes para a tosse sem indicação médica. Se o fizer pode estar a agravar o problema.
Para ajudar a tosse, o melhor é fluifidicar as secreções, através de aerossois só com soro, se tiver o aparelho, ou simplesmente fazendo «vapores quentes» na casa de banho. Atenção: a aerossolterapia não deve ser usada de forma rotineira, sempre que a criança tosse. Fale com o médico sobre quando deve usar, até porque casos de alergias em que não é recomendável esta prática.
Mas a tosse também pode ser provocada por alergias - a tosse seca e irritativa, sem secreções. Neste caso, só o médico pode avaliar quais as melhores medidas a tomar.

Para prevenir:
  • Ensine desde cedo o seu filho a assoar-se e a não fungar. Este deve ser um hábito regular, mesmo que não esteja doente. Crianças muito pequenas podem e devem aprender a expelir as secreções nasais.

  • Não deixe o seu filho fechado dentro de portas dias inteiros só porque está frio. Crianças saudáveis podem e devem apanhar ar e brincar na rua, desde que bem agasalhadas.

  • Areje a casa.

  • Dispense alcatifas e não tenha o quarto cheio de peluches e almofadas.

Os antibióticos

Os antibióticos não são medicamentos milagrosos para todas as infecções respiratórias e só devem usar-se se for realmente necessário. Tomar antibióticos em excesso faz aumentar as resistências das bactérias.
A maior parte das infecções respiratórias são de origem viral. Podem evoluir para uma infecção bacteriana, mas à partida devem ser tratadas como infecções virais que são.


Situações em que deve contactar o médico ou ligar para o Saúde 24 (808 24 24 24) :
  • febre há mais de três dias
  • febre muito alta e constante
  • falta de ar
  • prostração
  • respiração em esforço
  • tosse muito intensa
  • se o seu filho tem menos de 6 meses, mesmo que os sintomas pareçam ligeiros

Fonte: IOL Mãe

terça-feira, novembro 18, 2008

Vacina contra gripe na gestante também protege o bebê, diz estudo


Mulheres grávidas que tomam vacina contra gripe um mês antes do parto podem proteger seu bebê contra a doença durante os seis primeiros meses de vida, segundo estudo da Escola de Saúde Pública Bloomberg da Universidade Johns Hopkins, nos EUA. Avaliando 340 mulheres de Bangladesh e seus filhos, os pesquisadores observaram uma redução de 63% nos casos de gripe entre os filhos de mulheres vacinadas contra a doença, e de 36% nos casos de doenças respiratórias em mães e filhos. De acordo com os autores, “crianças com menos de seis meses têm as maiores taxas de hospitalização por gripe entre as crianças americanas”, taxas maiores que a de idosos e outros grupos de risco. E, por isso, os especialistas recomendam a imunização das gestantes nas temporadas de gripe.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Colo do útero: Rastreio arranca no Norte, Alentejo e Centro

O rastreio ao cancro do colo do útero está prestes a arrancar nas regiões do Norte, Alentejo e Centro, revelou à Lusa a Alta Comissária da Saúde.

A medida preventiva consiste na realização de uma colpocitologia, um exame às células recolhidas nos esfregaços que são obtidos da vagina e do colo do útero através de exame ginecológico (Papanicolau).

As colpocitologias serão realizadas às mulheres com idades entre os 30 e os 60 anos.

De acordo com Maria do Céu Machado, a região Norte está prestes a avançar com o rastreio a este carcinoma, seguindo-se a do Alentejo e a do Centro, sendo que esta última já tem um rastreio organizado.

Até ao final do ano deverá igualmente avançar o rastreio na região Sul, que abrange as zonas de Lisboa e Vale do Tejo.

De acordo com a presidente da Sociedade Portuguesa de Citologia (SPC), Helena Oliveira, serão realizadas na região Sul 4.229.664 colpocitologias, em 15 anos.

Os protocolos estabelecidos defendem que a colpocitologia seja feita de cinco em cinco anos nos centros de saúde que entretanto sejam identificados para tal.

Os exames que revelarem células de significado indeterminado serão objecto de estudo do Vírus do Papiloma Humano (HPV), uma das principais causas do cancro do colo do útero, que mata 300 mulheres por ano em Portugal.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Papilomavirus (SPPV), Rui Medeiros, realçou à Lusa as vantagens deste rastreio.

«No processo de acção do vírus do papiloma humano (HPV) sobre o colo uterino, sabemos que existe um processo evolutivo com a progressiva transformação dos tecidos até ao que geralmente chamamos cancro.

Estas lesões intermédias, ou pré-neoplásicas, ao serem detectadas com a metodologia de rastreio dão-nos a oportunidade de interferir no processo natural e evitando que haja evolução para cancro», disse.

Para Rui Medeiros, que coordena o Grupo de Oncologia Molecular e Virologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, o exame Papanicolau - através do qual são recolhidas as células que serão posteriormente analisadas (citologia) - é uma importante arma no combate a este cancro.

«A sua invenção e utilização como teste de rastreio tem demonstrado grande eficácia na redução da incidência do cancro do colo do útero em diversos países do mundo inteiro», disse.

No entanto, o especialista ressalva que «um dos problemas deste teste é a sua baixa sensibilidade, ou seja, não existe nenhuma garantia de quando é negativo não exista nenhuma lesão ou cancro».

«Temos hoje em dia alternativas muito mais sensíveis que permitem e com um baixo investimento em tecnologia e laboratórios fazer o rastreio rapidamente a todas as mulheres em Portugal», frisou.

Diário Digital / Lusa

domingo, novembro 02, 2008

Mulheres fazem citologias a mais no sector privado

Há mulheres que realizam citologias em excesso, chegando a submeter-se anualmente a mais do que um exame ao colo do útero. Outras não fazem nenhum por falta de meios. O contraste deverá acabar com um rastreio nacional.

Helena Oliveira é presidente da Sociedade Portuguesa de Citologia (SPC) e revelou à Lusa que há mulheres que estão a realizar mais citologias (análise de células recolhidas no colo do útero, através do exame Papanicolau) do que as recomendadas.

«Há uma franja de mulheres que são atendidas no sector privado e que são as próprias a solicitar as citologias, pois ficam alarmadas com as notícias sobre o cancro do colo do útero», contou a presidente da SPC.

O cancro do colo do útero mata anualmente 300 mulheres em Portugal. Desde o início do mês que a vacina contra o vírus do papiloma humano está a ser administrada gratuitamente, no âmbito do Programa Nacional de Vacinação (PNV).

Apesar das recomendações apontarem para a realização de uma citologia de cinco em cinco anos, após dois exames negativos, há mulheres que chegam a realizar mais do que uma citologia por ano.

«Alguns médicos têm receio de contrariar o pedido das clientes e acabam por realizar o exame mais do que é necessário, o que é uma perda de recursos», adiantou.

Este excesso, que segundo Helena Oliveira não tem riscos para a saúde, contrasta com a falta destes exames na maioria das mulheres, principalmente as que não são seguidas por um ginecologista e não têm médico de família.

«Há uma quantidade enorme de mulheres que não faz as citologias necessárias. Algumas porque não têm meios para serem seguidas por ginecologistas e outras porque não têm médico de família, nem conseguem estes exames nos centros de saúde», disse.

Para o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral (APMCG), Eduardo Mendes, a realização de citologias «pode e deve» ser feita pelo médico de família.

«Trata-se de um exame que não tem grandes necessidades tecnológicas», explicou.

Eduardo Mendes ressalva que este exame «tem vindo a crescer» e que «as mulheres estão cada vez mais sensibilizadas para a sua importância».

«É fácil, simples, barato e não tem risco associado», disse.

A mesma ideia tem Ana Luísa Teixeira de Sousa, ginecologista e especialista em citologia, tendo introduzido este exame em Portugal, em 1971.

Em entrevista à Lusa, a médica defendeu a importância do Papanicolau, exame criado pelo médico George Papanicolau em 1940.

«É um teste que não custa nada, absolutamente inofensivo e que cada vez mais mulheres fazem com naturalidade», disse.

A especialista lembrou que, no passado, era mais fácil encontrar mulheres reticentes em fazer um exame ginecológico e que algumas até se recusavam.

Hoje em dia a situação melhorou, mas ainda existem muitas diferenças: «Há mulheres que fazem regularmente um controlo ginecológico, incluindo nele a citologia, e outras que não têm essa rotina tão estabelecida», disse.

Ana Luísa Teixeira de Sousa aproveita para ressalvar que nenhuma das medidas - rastreio e vacinação - é suficiente para, isolada, combater o cancro do colo do útero.

«É simplista reduzir o problema do cancro do colo do útero à vacina e ao teste Papanicolau», disse.

A especialista defende uma aposta na educação dos mais jovens e na formação dos profissionais de saúde que lidam directamente com esta área.

«Toda a medicina está em constante evolução e nada, nem a vacina, é uma garantia a 100 por cento», disse, lembrando que continuam a ser feitos estudos com a vacina que entrou agora no PNV.

Os diferentes comportamentos que se encontram nesta área são confirmados pelo presidente da Sociedade Portuguesa Ginecologia (SPG), José Martinez de Oliveira.

O especialista disse à Lusa que existe, por um lado, «uma população esclarecida que faz o exame de uma forma mais ou menos organizada e disciplinada, ainda que não seja um rastreio».

Por outro lado, esta organização não existe em muitas outras mulheres.

José Martinez de Oliveira considera que os rastreios ao cancro do colo do útero, que avançarão em breve, deverão pôr alguma ordem na forma como as mulheres controlam ou não esta questão.

«O rastreio vai apanhar aquelas mulheres que normalmente ficariam de fora», avançou.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Papilomavirus (SPPV), Rui Medeiros, reconheceu à Lusa que «o desconforto é obviamente um dos problemas a ter em conta» neste exame.

O coordenador do Grupo de Oncologia Molecular e Virologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto adiantou que «existem já algumas alternativas em investigação que envolvem um processo simples de autocolheita e a utilização dos novos métodos de biologia molecular para a detecção do HPV».

Diário Digital / Lusa

quinta-feira, setembro 18, 2008

Benefícios do leite: não acredite em tudo o que lê



Alegados benefícios do leite, que se lêem em muitas embalagens, não podem ser demonstrados, alerta a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar .

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar contesta as informações publicadas pelos diferentes produtores de alimentos, nomeadamente os alegados benefícios dos produtos lácteos para os dentes das crianças, informa a Lusa.
«Uma relação causa/efeito entre o consumo de leite ou de queijo e a boa saúde dentária das crianças ou um peso corporal saudável de crianças e adolescentes, não está estabelecida», pode ler-se num comunicado publicado na página de Internet da autoridade.

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar lamentou que os estudos relativos à influência do leite e dos produtos lácteos nas crianças, em relação aos quais deveria dar o seu parecer, «incluíssem apenas duas pequenas amostras (53 e 92 pessoas) e compreendessem um intervalo de idades limitado (2 aos 14 anos)».


Esta instituição tornou públicos os seus oito primeiros pareceres preliminares sobre 288 produtos, cujas informações deverão passar pelo seu exame.
O organismo pronunciou-se igualmente sobre produtos específicos destinados a reforçar o sistema imunitário das crianças, melhorar a densidade óssea das mulheres na menopausa ou emagrecer.


Sem dizer que as informações fornecidas pelos diferentes produtores são falsas, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar refere que se tratam de «afirmações que não puderam ser verificadas», que o consumo do produto não traz «consequências significativas» ou que «as consequências [positivas] não puderam ser demonstradas».

Leites enriquecidos
Lembramos que no número de Fevereiro de 2007 da revista Teste Saúde, a Deco publicou um estudo em que comprarou vários tipos de leites enriquecidos para crianças - chamados vulgarmente "leite de crescimento" - e concluiu que estes não só são dispensáveis como podem ser prejudiciais.
Uma criança com uma alimentação equilibrada não precisa de reforços de quaisquer nutrientes no leite.

E estes leites têm muitas vezes adição de açúcar, o que está longe de ser benéfico

segunda-feira, julho 14, 2008

Alô mamã



Cuidados Pós Parto no domicílio à mãe e ao recém nascido.

Alô Mamã! ajuda a mãe e o bebé nos Cuidados de Enfermagem Pós Parto: apoio à amamentação, teste do pezinho, massagens abdominais e shantala, higiene e conforto do bebé, avaliação e acompanhamento da saúde do bebé, excluindo situações de urgência.

Porque são vitais os correctos cuidados ao recém nascido?Nesta fase é muito importante que os pais sigam os conselhos dos técnicos de saúde, e que o seu bom senso seja sensível e prudente perante os constantes conselhos dos “entendidos” que vêm visitar o bebé.
Alô Mamã! ajuda os pais a ultrapassar com sucesso as dificuldades Pós Parto em casa, evitando deslocações desnecessárias da mãe e bebé a unidades de saúde.
Para além de todos estes cuidados primários de saúde, é feito um acompanhamento competente e atencioso no desenvolvimento dos laços de afectividade e à tomada de consciência das primeiras competências físicas, psicológicas e sociais do seu bebé.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Sabe o que fazer quando o seu filho tem febre?

Há um certo hábito, quando uma criança tem febre ou está com calafrios, de a cobrir com roupas quentes ou mesmo metê-la na cama. É a pior atitude a tomar. Saiba o que diz um pediatra acerca desta situação e quais os seus conselhos...


Se o seu filho apresentar sintomas de febre, o que você fará a seguir? Baixar a febre? Levá-lo ao médico? Segundo o Dr. Frederico Leal, pediatra, «quando uma criança está com febre, deve-se promover o seu arrefecimento natural, em primeiro lugar, administrar depois os fármacos existentes e só em último caso tomar medidas mais activas no que respeita ao arrefecimento da criança».

Apesar de uma febre poder ser consequência de várias patologias, a verdade é que, no caso das crianças (e quanto mais tenra a idade mais isso se verifica), a causa mais comum para esse sintoma são as infecções virais.

«Até prova em contrário, nas idades pediátricas, a causa mais comum das febres são as infecções, nomeadamente, virais. Além da febre, é também muito frequente essas infecções apresentarem outras manifestações, como problemas gastrintestinais», declara o pediatra.

De todos os sintomas a que os pais devem estar atentos, para Frederico Leal, a maior atenção deve ser dedicada ao controlo constante da temperatura da criança. De acordo com o médico, «antes dos 4 a 5 anos é muito importante haver um controlo térmico muito apertado, senão a criança corre o risco de enfrentar uma situação de convulsão, mesmo estando aparentemente saudável. Quando não se verifica um aumento brusco da temperatura, deve haver uma monitorização entre 48 a 72 horas, com a administração de paracetamol ou ibuprofeno».

Não é necessário levar a criança ao consultório a correr. A prioridade deve ser baixar e controlar a temperatura corporal.

Neste caso, são cometidos alguns exageros que em nada ajudam a criança a superar, da melhor forma, a febre. Nunca se deve começar pelo fim, e muitos pais tendem a cometer esse erro.

Segundo o pediatra, «é muito importante baixar a temperatura. O ideal é tirar a roupa à criança, deixando-a o mais à-vontade possível, de modo a diminuir a temperatura. Só em último caso é que se devem adoptar atitudes mais agressivas de controlo da temperatura. Nestes casos, estamos a falar de dar um banho de água tépida. Atenção que tépida é pouco abaixo da temperatura corporal, e não água gelada, e só durante uns minutos. Esfregar a criança com uma toalha turca até fazer uma vasodilatação, isto é, ficar com a pele avermelhada. Não se deve cair na tentação de tapar a criança, agasalhá-la ou metê-la na cama. É o pior que se pode fazer».

Finalmente, qual a melhor forma de se medir a febre a uma criança? Na opinião de Frederico Leal, «é muito complicado medir a temperatura a uma criança através de um termómetro de boca, quer pela sua irrequietude, como pelos potenciais perigos, além das leituras não serem as mais fidedignas. O mesmo problema se passa na axila. Pessoalmente, opto sempre por tirar a temperatura através de um termómetro rectal. Para mim, é o mais fiável».



Fonte: JASFarma

terça-feira, outubro 23, 2007

Saudinha!!!


Saudinha é um forum onde se podem tirar dúvidas de pediatria, respondidas por uma médica da especialidade!! É só registar e fazer as perguntinhas que Dr.ª Graça responde!!!

domingo, outubro 21, 2007

Opiniões divergem sobre como lidar com os bebés

O tema é objecto de fóruns e blogues online e parece estar num impasse ninguém se entende sobre se a pele da pilinha dos bébés deve ser puxada para trás para evitar infecções e circuncisões? Há vinte anos, esta era a prática corrente. Hoje, ninguém na classe médica sabe bem.

A Sociedade Portuguesa de Cirurgia Pediátrica (SCP) considera que a "prática de forçar ou puxar para trás a pele do prepúcio de modo sistemático é desaconselhada durante todo o tempo em que a criança usa fraldas". Mas admite que a opinião não é consensual. E justifica a recomendação com o risco de um puxão poder causar pequenas fissuras que, em contacto com a urina da fralda, cicatrizam e fazem perder a elasticidade da pele.

Já para o presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos, os pais devem "tentar cuidadosamente" puxar o prepúcio pouco depois de os bébés nascerem, mas sem nunca forçar. Anselmo Quaresma da Costa considera que "a melhor abordagem" é uma higiene cuidadosa, mas evitando a rasgadura que origina cicatrizes.

Consensual é que quase todos os rapazes nascem com a glande do pénis recoberta pela pele do prepúcio, que está aderente à própria glande. O processo normal de descolamento da pele ocorre nos primeiros anos de vida, sendo previsível que 80% das crianças seja capaz de retrair a pele aos cinco anos.

Quando se dá um aperto irredutível da pele, a criança pode ter de ser circuncidada, mas a SCP considera que, na maioria dos casos, este aperto resulta de um processo de espessamento anormal da pele do prepúcio, "nada tendo a ver com o repuxamento sistemático da pele".

Outra indicação médica para a circuncisão - que não tem efeitos negativos se for feita por especialistas, garante a SCP - é a criança ter tido uma infecção urinária.
Fonte: JN 21/10/07

sexta-feira, outubro 19, 2007

INGURGITAMENTO MAMÁRIO (peitos muito cheios e dolorosos)

O ingurgitamento mamário, consiste em parte no aumento da quantidade de sangue e fluidos nos tecidos que suportam a mama (congestão vascular) e de certa quantidade de leite que fica retido na glândula mamária.

Quando isto ocorre, as duas mamas ficam «inchadas» (aumentam de volume, dolorosas, quentes, vermelhas, brilhantes e tensas por causa do edema (líquido) nos tecidos. A mãe queixa-se de dor principalmente na axila e pode ter febre (a chamada “febre do leite”).
"Pode haver diminuição da produção de leite".

O inchaço (ingurgitamento) geralmente ocorre alguns dias (2 a 5) após o nascimento, ou em qualquer época durante a amamentação.


Para evitar o ingurgitamento (inchaço):

  • as mães devem amamentar no sistema de "sempre à disposição" logo após o parto
  • verificar se a criança mama em boa posição desde o primeiro dia

Para tratar o ingurgitamento:

  • mantenha a criança a amamentar
  • se a criança não amamentar (sugar) adequadamente, ajude a mãe a retirar o leite por expressão manual
  • aconselhe o uso de um seteã firme com a finalidade de provocar o ingurgitamento menos doloroso
  • indique a utilização de compressas geladas ou quentes sobre o seio por 20 minutos, massajando-os e retirando um pouco de leite logo após para aliviar a dor
  • mantenha essas condutas até que o ingurgitamento desapareça
  • Evitar lavar demasiadamente os mamilos após cada mamada

terça-feira, outubro 16, 2007

Vida moderna faz aumentar riscos de endometriose

Família e carreira. Trânsito, reuniões de negócio e visitas ao pediatra. O estilo de vida moderno impõe a todos, mas especialmente às mulheres, um ritmo de vida que muitas vezes termina nos consultórios médicos. Para as mulheres, a endometriose é uma das razões destas visitas.

A doença está ligada ao estilo de vida moderno podendo causar cólica, sangramento intenso durante o período menstrual, dor durante a relação sexual, além de prejudicar a fertilidade feminina.

A endometriose é caracterizada pela presença de células do endométrio, mucosa que reveste o útero, fora do lugar. A incidência da doença está crescendo em São Paulo.

Em 2000 o número de casos registrados foi de 1.205. Esse número saltou para 3.429 no último ano, representando um aumento de 64,8%.


Os médicos ainda não podem apontar uma única razão para o crescimento do número de casos, porém a suspeita está voltada para o estilo de vida que a mulher está levando. O aumento nos ciclos menstruais e a diminuição no número de filhos são causas apontadas como possíveis razões ligadas à incidência da doença entre as mulheres.

“O Hospital Pérola Byington realiza, por mês, uma média de 150 exames de endoscopia ginecológica e o diagnósticos de endometriose está ligado a 40% deles”, confirma o médico Marco Antônio Pereira, diretor do setor de endoscopia do hospital.

O tratamento para a doença é feito com a utilização de anticoncepcionais e de hormônios que revertam o “mau comportamento” do endométrio. Em casos mais graves pode ser necessária a retirada do útero da paciente.


Fonte: SBnoticias

FISSURAS DO MAMILO (bico do peito rachado)

As fissuras do mamilo são provocadas pela má posição da criança em relação à mama; do número e duração inadequada das mamadas e principalmente da técnica incorrecta de sucção.

Para evitar a fissura:

Orientação das mães durante o periodo pré-natal sobre a preparação da mama e técnicas de amamentação, dando especial realce às estratégias que devem ser utilizadas para o enfortalecimento dos tecidos aureolar e mamilar, tais como: banho de sol nos seios, evitar a fricção de toalhas, utilização de setiã de algodão com orifício na região mamilar, evitar lavar constantemente o mamilo após cada mamada (para evitar rasgaduras e consequentemente a entrada de micróbios; o próprio leite possui anticorpos e protege o mamilo contra a entrada de bactérias, responsáveis pelas mastites)

Para tratar da fissura:


  • corrija a posição da mamada e oriente a mãe na continuação da amamentação

  • aconselhar a mãe a lavar os mamilos apenas uma vez ao dia.

  • aconselhar a mãe a expor os mamilos ao ar e ao sol tanto quanto possível no intervalo das mamadas, ou banho de luz com lâmpadas de 40 watts, colocada a um palmo de distância da mama 10 minutos de cada lado, 3 vezes por dia.

  • Aplicar sempre leite materno nos mamilos após as mamadas, pois isto, facilita a cicatrização

  • Aconselhar a mãe a mudar a posição de costume, preferencialmente utilizar a posição da bola de futebol americano ou do cavalinho

  • Nos casos graves, dependendo da extensão da fissura, orientar a mãe a suspender a sucção directa ao seio por um período de 24 a 48 horas, aspirar o leite da mama e dá-lo na colher ou conta-gota.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Nova vacina contra o HPV à venda em Portugal

O mercado português terá, a partir de segunda-feira, uma segunda vacina contra o cancro do colo do útero, cujo preço será 48 euros inferior ao da que já está à venda no nosso país desde o início do ano.

O novo produto, comercializado pela Glaxo Smith Kline, custará 433,23 euros, contra os 483,35 euros da vacina da Sanofi Pasteur, no total das três doses necessárias. A diferença entre as duas marcas está no facto de a vacina da Sanofi oferecer protecção contra quatro tipos do vírus do papiloma humano (HPV, causador de cancro) - 6, 11, 16 e 18 -, enquanto a da Glaxo protege contra as estirpes 16 e 18, responsáveis pela maioria dos casos de cancro do colo do útero.

Recorde-se que a vacina contra o HPV não é comparticipada em Portugal, tendo de ser suportada totalmente pelas mulheres que optam pela sua toma. Ambas as empresas já fizeram entretanto chegar pedidos de comparticipação à Autoridade do Medicamento (Infarmed), que está a analisar estudos de custo-efectividade. A decisão final caberá, contudo, ao ministro da Saúde.

Paralelamente, a Direcção-Geral da Saúde e a comissão técnica de vacinação têm analisado a doença e o contexto epidemiológico português, para avaliar as estratégias de vacinação mais adequadas.

As estratégias podem ir desde uma vacinação universal (incluindo a vacina no Programa Nacional de Vacinação, o que a torna gratuita) ou dirigirem-se a determinados grupos, como sucede com vacinas recomendadas, por exemplo, a quem viaja para países com determinadas doenças (como a febre amarela).

Muitos países europeus avançaram já para a comparticipação parcial da vacina, enquanto outros a oferecem gratuitamente a determinadas faixas etárias.

11/10/07

segunda-feira, outubro 08, 2007

A doença celíaca - Intolerância ao Gluten



POR QUE TEMEMOS O GLÚTEN?


Chega o momento da primeira papinha, e o pediatra diz aos pais: "Cereais sem glúten, e nada de bolachas ou pão", e os pais, obedientes, evitam que o alimento "maldito" chegue à boca do seu bebé.
Mas não explicam o que é o glúten, nem que dano pode fazer à criança, e os pais pensam por isso que o melhor seria que desaparecesse do mercado rapidamente, o que não é possível.
O que os pais necessitam é de informação.
Na realidade, o que é o glúten?
O glúten é uma proteína que se encontra no trigo, na cevada, no centeio, na aveia e no triticale, e portanto, em todos os alimentos elaborados com estes produtos, como o amido, a farinha, o pão, as massas alimentícias, etc.
Aparentemente é inofensivo, e de facto assim é, se a pessoa que o ingere não tiver qualquer tipo de intolerância face a esta proteína.
Essa intolerância denomina-se doença celíaca, e é muito mais séria do que possa parecer.
Porquê?
Porque para melhorar o estado de saúde, os celíacos devem seguir uma dieta estrita, sem glúten, durante toda a vida. Complicado, sim, mas não impossível.
Como se manifesta a doença celíaca?
A intolerância ao glúten aparece não só nos bebés, mas também nos adultos, numa idade tardia. Os sintomas habituais são a perda de apetite e de peso, diarreia crónica, distensão abdominal, alterações de carácter e retraso do crescimento, no caso das crianças.
No entanto, alguns sintomas podem não aparecer, ou serem atípicos, o que dificulta o diagnóstico.
Se suspeitamos que se possa tratar da intolerância ao glúten, o melhor é acudir urgentemente ao pediatra, ou ao médico de cabeceira, para averiguar se se trata ou não do que pensamos, através de uma biopsia intestinal.
Antes de realizar esta prova não se deve começar uma dieta sem glúten, o que dificultaria o diagnóstico.
Em que consiste a doença celíaca?
Embora pareça difícel de crer, a doença celíaca é o transtorno intestinal crónico mais frequente em Espanha, afectando uma em cada 250 personas, e é geralmente hereditária.
Ao chegar ao intestino delgado o glúten atrofia as velosidades que compõem este orgão, responsáveis pela absorção dos nutrientes e de que estes permaneçam no sangue e se distribuam pelo corpo.
Ao ingerir glúten sem o tolerar, o corpo humano fica sem proteínas, gorduras, vitaminas, hidratos de carbono, sais minerais, etc.
Que tratamento devem seguir os celíacos?
A única maneira de reparar o dano que produz o glúten no intestino é seguir uma dieta estrita livre desta proteína durante toda a vida. O que em princípio parece ser um objectivo inalcansável vai-se conseguindo pouco a pouco.
O primeiro passo seria consultar uma associação de celíacos e pedir informação sobre os alimentos que se podem consumir.
Estas organizações investigam sem cessar todos os produtos existentes no mercado e os novos produtos, com a intenção de proporcionar aos seus membros listas de marcas e produtos que podem consumir, ou o que devem eliminar da sua cesta das compras.

A mãe de uma criança celíaca, além de se manter informada, deve:

* Comunicar aos responsáveis da escola ou do infantário as restrições sobre a dieta do seu filho. Deixar bem claro que esta dieta deve ser seguida escrupulosamente.

* Quando a criança for um pouco mais crescida, explica-lhe de uma maneira simples o que lhe sucede, e porque não pode comer determinadas coisas.

* Dos pais depende que a criança não se sinta marginalizada por comer "diferente": para o seu recreio, ou quando vá a festas, prepara-lhe um saquinho com as guloseimas que pode comer.

* A dieta da criança deve basear-se em alimentos naturais: legumes, carnes, peixes, ovos, leite, açúcar, tubérculos, frutas, verduras, hortaliças e cereais sem glúten: arroz e milho.

*Devem evitar-se, na medida do possível, os alimentos elaborados e/ou embalados, uma vez que nestes é mais difícil garantir a ausência de glúten. A ingestão de pequenas quantidades de glúten, de um modo frequente, pode causar transtornos importantes.

* É importante reparar nas etiquetas de todos os produtos, e em caso de dúvida, descartar o produto.* O facto de que o vosso filho seja celíaco não implica que não possa praticar todas as actividades próprias de uma criança, e ser completamente feliz.

* Uma vez habituados à dieta e às limitações impostas pela condição de celíaco, a doença não tem por que constituir um problema.

Para saber mais:

Federação de Associações Celíacas de España: http://www.celicaos.org/

Página internacional para pessoas celíacas: http://www.celiac.com

Portal de viagens para celíacos: http://www.idsl.net/celiac_travel

In Imaginarium

Intolerância à lactose


É frequente ouvir-se falar de intolerância ao leite de vaca, das alergias que ele provoca ou da sensibilidade que algumas crianças têm a este alimento. No entanto, é necessário conhecer o que cada uma destas anomalias significa.


O que é a intolerância à lactose?
A intolerância à lactose é uma consequência da incapacidade do organismo para digerir a lactose.
Esta incapacidade resulta da ausência de uma enzima intestinal chamada lactase, que é a responsável pela decomposição do açúcar do leite. Quando esta decomposição não é realizada pela enzima lactase, o açúcar passa para o intestino grosso.

O que causa a intolerância?
A intolerância à lactose pode classificar-se em três tipos distintos:
- A deficiência congénita da enzima, ou seja, a criança nasce sem a capacidade para produzir lactase o que implica ser alimentada, desde o início com leites de fórmula, já que o leite materno tem lactose.
- A deficiência primária é a causa mais comum de intolerância à lactose. Esta deficiência deve-se ao facto de haver uma tendência natural para a diminuição da produção da enzima lactase.
- A diminuição secundária da enzima por doença, acontece quando a criança tem, por exemplo, diarreia.
Nestes casos, frequentes no primeiro ano de vida, a intolerância passa quando a flora intestinal é reposta.
Sempre que há uma falha na decomposição da lactose, o intestino delgado deixa passar uma grande quantidade deste açúcar, que será decomposto pelas bactérias do intestino grosso. Esta decomposição aumenta a retenção de água no intestino causando gases, dores abdominais e diarreia.

Os principais sintomas da intolerância
Os sintomas da intolerância à lactose são sempre dependentes da quantidade de lactose que foi ingerida e pela tolerância que possa haver no organismo.
Se a criança é totalmente intolerante à lactose devido a deficiência congénita, os sintomas serão muito mais desconfortáveis do que para uma criança que sofreu uma diminuição secundária da enzima devido a um quadro de diarreia. Ainda assim, podem-se enumerar como principais sinais da intolerância à lactose,
os seguintes sintomas:
.Náuseas
.Diarreia
.Dores abdominais/cólicas
.Desconforto
.Flatulência excessiva
.Aumento do volume abdominal

Como é feito o diagnóstico?
Para que o médico diagnostique a intolerância à lactose, realiza um de três exames:
- Nas crianças, realiza um exame à acidez das fezes. Este exame detecta os ácidos que a má digestão da lactose produziu.
- Exame de intolerância- Após fornecer lactose pura ao paciente, medem-se – durante algumas horas – os níveis de glicose existente no sangue. Se a pessoa é tolerante, os níveis de glicose aumentam, mas se não for tolerante à lactose, os níveis não aumentam significativamente. Este exame não é, habitualmente, realizado em crianças pequenas.
- Monitorização da quantidade de hidrogénio- A fermentação da lactose pelas bactérias do intestino grosso liberta hidrogénio que se mistura com o sangue e chega aos pulmões através da corrente sanguínea.
Assim, quando se realiza o teste, a existência de hidrogénio no ar exalado, é sinal de que houve uma má decomposição da lactose. Este teste também é pouco utilizado em crianças pequenas.
Como se trata a intolerância?
Não existe uma cura definitiva para a intolerância à lactose. O que os médicos costumam aconselhar é a alteração da dieta alimentar do doente e a substituição dos produtos derivados e preparados com leite, por outros que não tenham lactose na sua composição.


Alimentos permitidos
·Carne em geral
.Leguminosas
.Leites de soja, leites sem lactose
.Margarina e geleias
.Arroz e cereais
.Pão e bolachas que não tenham leite na sua composição
Alimentos proibidos
.Leite de vaca e seus derivados (manteiga, queijo, etc.)
.Alimentos preparados à base de leite (pudins, bolos, etc.)
.Pão e bolachas que tenham leite na sua composição
Curiosamente, existe um produto derivado do leite que os intolerantes à lactose podem, em concordância com o médico que os acompanha, comer: os iogurtes cuja composição tem lactobacilos, geralmente não causam os sintomas da intolerância. Mas mais uma vez recordamos que, antes de os oferecer ao seu filho, deve conversar com o pediatra e pedir a sua opinião.
As opções do mercado
Existem algumas alternativas ao leite (com lactose) no mercado, como os leites de soja, os leites de vaca sem lactose. Com eles, o seu filho pode continuar a receber os aportes necessários de cálcio e outros nutrientes em que o leite é rico, sem correr o risco de sofrer de algum transtorno causado pela lactose.
A escolha é sua e se tem dúvidas não hesite em conversar com o pediatra do seu filho. Ele certamente irá dar-lhe as melhores indicações acerca da forma como ultrapassar este transtorno.



In sapo bebé

quinta-feira, outubro 04, 2007

Estado poderá vir a comparticipar vacina

A inclusão da vacina contra o cancro do colo do útero no Plano Nacional de Vacinação (PNV) está a ser estudada pelo Governo. No entanto, de acordo com uma notícia divulgada ontem pela Antena 1, a comparticipação já foi considerada nas contas do Serviço Nacional de Saúde para o Orçamento de Estado de 2008. Tudo aponta para que não ultrapasse o 40% de comparticipação, o que custará ao Estado entre 15 e 75 milhões de euros.

A vacina é tomada em três doses injectáveis e, em Portugal, cada uma delas tem um custo de 160,45 euros, perfazendo um total de 481,35 euros, que com a comparticipação de 40% diminuirá o preço em cerca de 200 euros. A vacina, de nome Gardasil,é 100% eficaz contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), responsável por mais de 75% dos cancros do colo do útero. A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual, devendo a vacina ser idealmente ministrada na pré-puberdade, entre os 9 e os 15 anos. No entanto, esta demonstra ser eficaz até aos 26 anos de idade.

A suposta comparticipação de 40% mereceu já um comentário por parte de "Os Verdes", que haviam já proposto, em Abril, um projecto na mesma matéria, afirmando que 40% é ainda insuficiente já que "significa ainda um peso grande para a aquisição da vacina". A proposta do CDS, apresentada anteontem, recomendava que a comparticipação faseada nunca deveria ser inferior ao escalão C, os tais 40%.

Nove países europeus - Áustria, Alemanha, Itália, França, Noruega, Luxemburgo, Bélgica, Suíça e Reino Unido - já recomendaram a vacinação universal contra o HPV em raparigas pré-adolescentes. A Alemanha comparticipa na totalidade a vacinação, enquanto que a França e a Bélgica comparticipam em 65%, dependendo dos escalões do plano de saúde de cada país. Isaura Costa




03/10/07

Conceitos e Causas de Infertilidade

Casal Infértil
O casal infértil é aquele que, com mais de um ano de relações sexuais desprotegidas (sem uso de método anticoncepcional) e freqüentes, não conseguiu engravidar.

Incidência
10 a 20% da população de casais tem problemas para procriar. A incidência de infertilidade é diretamente proporcional a idade da mulher. No Brasil existem cerca de 15 milhões de casais inférteis.

Grau
A infertilidade pode ser primária ou secundária:

  • Infertilidade Primária:
    O casal nunca engravidou antes.
  • Infertilidade Secundária:
    O casal já teve uma gestação anterior.


Causas

A infertilidade pode ser devido a:

  • Causa feminina (aproximadamente 30%)
  • Causa masculina (aproximadamente 30%)
  • Causa mista - masculina e feminina (aproximadamente 30%)
  • Infertilidade sem causa aparente (aproximadamente 10%)



Infertilidade Feminina

  • Causa ovulatória:
    Quando não ocorre a ovulação. Nesses casos, geralmente o ciclo é irregular. A anovulação (ausência de ovulação) pode ser de causa central ou periférica.
  • Causa Tubária:
    Quando as trompas têm funcionamento inadequado ou estão obstruídas. Pode ser secundária à infecção pélvica, após cirurgias na pelve ou endometriose.
  • Causas uterinas:
    Alterações anatômicas do útero como septos, miomas, pólipos endometriais, infecções uterinas.


Investigação dos Factores Femininos

  • Factor Ovulatório
    Regularidade do ciclo menstrual
    Dosagem de progesterona na 2ª fase do ciclo
    Biópsia de Endométrio
    Pode haver indicação de outros exames hormonais
  • Factor Tubáreo e peritoneal
    Histerossalpingografia (Rx contrastado da cavidade uterina e trompas)
    Histerossonosalpingografia (Avaliação da permeabilidade tubária por método ultrassonográfico)
    Videolaparoscopia
  • Factor Uterino
    Histerossalpingografia
    Histeroscopia (visualização da cavidade uterina)


Infertilidade Masculina

Avaliação
História de gestações anteriores
Consulta com urologista
Espermocitograma

Valores normais do espermograma
(segundo os critérios da OMS)

Volume: 1,5 - 6 ml
ph: 7 - 8
Concentração: > 20 milhões/ml
Motilidade: > 50%(a + b) > 25% (a)
Morfologia:> 30% normais
Vitalidade: > 50%
Leucócitos: 1milhão/ml

Infertilidade Sem Causa Aparente
Sempre que os ciclos forem ovulatórios, o espermograma normal e as trompas tiverem função adequada, estaremos frente ao diagnóstico de Infertilidade Sem Causa Aparente.

Tratamentos
Os tratamentos são dirigidos à causa da infertilidade. Seu médico, após a investigação poderá lhe orientar sobre as diversas possibilidades terapêuticas.

Factores Prognósticos nos Tratamentos para Infertilidade

Idade da mulher:
Provavelmente é o fator prognóstico mais importante para o sucesso dos tratamentos. Mulheres após os 40 anos apresentam diminuição significativa da fertilidade.

Tempo de infertilidade:
O prognóstico é melhor quando existe menos de 3 anos de infertilidade, principalmente naqueles casais com infertilidade sem causa aparente.

Infertilidade secundária:
São casos considerados de melhor prognóstico quando o casal já tem filhos.

In:ABC da Saúde

Quistos ováricos

Desordens hormonais podem dar origem a múltiplos pequenos cistos* no ovário



Amadurecer e se transformar em mulher é destino natural de todas as meninas. A mudança implica alterações físicas e psicológicas preparadoras para a condição de mãe. Porém, o desenvolvimento natural pode se deparar com incômodos, a exemplo da síndrome dos ovários policísticos (SOP).


Trata-se de um estado de falta de ovulação crônica associado à produção excessiva de androgênios - hormônios masculinos - pelo ovário da mulher afetada.
Nessa síndrome, aumenta também a produção de estrona - hormônio feminino de fraca intensidade - pelo tecido adiposo, pele e músculos", descreve o ginecologista Alberto Borges Peixoto.


Essas e outras desordens hormonais podem dar origem a múltiplos pequenos cistos na periferia do ovário. Segundo Peixoto, a SOP pode afetar de 6% a 10% das mulheres na idade reprodutiva - período compreendido entre a primeira menstruação até a menopausa -, sendo mais freqüente entre as obesas e portadoras de resistência insulínica.


Irregularidade menstrual, caracterizada por ciclos menstruais com intervalos alongados, às vezes com ausência de menstruação por períodos que podem ser superiores a 90 dias, menorragia - aumento do volume menstrual -, obesidade e sinais de excesso de hormônios masculinos, como o aumento de pêlos, pele oleosa, acne, queda de cabelo, compõem o quadro clínico clássico.


"Em 20% a 30% dos casos ocorre infertilidade, devido à ausência de ovulação.
Além desses sinais e sintomas, podem surgir múltiplos microcis-tos na superfície ovariana", identifica Peixoto.


No entanto, consenso mundial firmado em 2003, na cidade de Roterdã, na Holanda, estabeleceu como sintomas mínimos da SOP: irregularidade menstrual com ciclos alongados, sinais de hiperandrogenismo (excesso de hormônios masculinos) e ovários multipolicísticos ao exame de ultrasonografia.


As causas. Elas podem ser múltiplas, como defeito na ação da insulina sobre as células, que é a resistência insulínica, excesso na produção de insulina pelo pâncreas ou defeitos na função da glândula supra-renal.


"Essas alterações levam a um quadro de ausência de ovulação e desordem na produção de hormônios ovarianos, provocando aumento na produção de hormônios masculinos pelo ovário". Se não tratada, a síndrome pode levar à infertilidade e acentuar o risco de doenças cardiovasculares e diabetes, além de câncer de endométrio.



Tratamento. Perder peso com dieta e exercícios físicos é um primeiro passo para o tratamento, que, iniciado precocemente, permite bom controle dos sinais e da SOP e diminui a chance de complicações da doença. Já o uso de medicamentos é individualizado.


"Entre os medicamentos mais utilizados, destacam-se os anticoncepcionais orais, a progesterona e a metformina, utilizada em pacientes com resistência insulínica. Essas são drogas que diminuem o excesso de hormônios masculinos e indutores de ovulação - para as pacientes que desejam engravidar -", completa.



*Quistos


Por Amanda Mont’Alvão

In JMOnline