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terça-feira, outubro 13, 2009

10 dias, 10 (bons) conselhos para um parto mais feliz

Qual é a mulher que, a dada altura, mesmo antes do parto, não se sente ignorante em relação à vontade do corpo, aos termos médicos, às rotinas hospitalares? Nestes 10 dias vamos dar 10 conselhos para ajudar a descontrair. E ganhar confiança.

1. Faça a sua própria pesquisa

Estar bem informada é meio caminho andado para um parto mais tranquilo. Zita West, a famosa parteira britânica autora de vários best-sellers sobre fertilidade, gravidez e parto, diz, no livro «Cuidar do bebé antes do nascimento» (Civilização Editora), que «a familiaridade» da mulher com «os padrões de comportamento em cada fase do parto dá-lhe uma melhor compreensão do que se está a passar com o seu corpo e como lidar com isso».

Acrescenta a especialista: «Um planeamento prévio é mesmo importante». Isto porque, diz Zita West, se a mulher estiver em boa «forma mental», o parto será, seguramente, mais fácil.

Por isso: leia, estude e procure esclarecimentos sobre as várias opções de parto. Não espere que a informação lhe caia no colo, não dependa da paciência e da disponibilidade do seu médico e, sobretudo, não adie. Evite pensar que, sobre o parto, «logo se vê».

O obstetra do Hospital de S. João Diogo Ayres de Campos defende que o «verdadeiro envolvimento na decisão sobre as intervenções de saúde só funciona quando as grávidas estão bem informadas das alternativas possíveis».

O médico recomenda os sites da Cochrane Collaboration, «que contém resumos em linguagem simples dos melhores conhecimentos científicos actuais nesta área» e a página «Information for patients» do site do Colégio Inglês de Ginecologia e Obstetrícia.


No entanto, estar bem informada não significa, necessariamente, estar bem preparada. Ler todos os tratados de obstetrícia publicados até hoje não é, seguramente, o passaporte para o parto perfeito.

Seja selectiva e comedida. Estude, mas relaxe. Questione, mas confie. A igualmente famosa obstetra inglesa Gowri Motha destaca, no livro «Método para um parto suave» (Estrela Polar), o «maior obstáculo» a uma boa experiência de parto: «duvidar de si própria». Escreve a médica: «Acha que vai conseguir? Se a sua resposta imediata for ‘não’, aquilo que tem de enfrentar e ultrapassar não é a química, mas o cepticismo».



in: pais e filhos

quinta-feira, julho 09, 2009

Medidas de prevenção para a gripe A


Duas a oito horas é o tempo que o vírus da GRIPE A, o H1N1, consegue permanecer activo em superfícies.

É esta a razão que leva o Departamento de Saúde Pública, da Direcção-geral de Saúde, a recomendar que os portugueses tenham cuidados redobrados na lavagem das mãos para evitar o contágio. Este processo para ser eficaz deve ser feito com água e sabão em abundância, durante 20 segundos, pelo menos, e em particular depois de se tossir ou espirrar. Em alternativa, pode usar-se toalhetes à base de álcool.

As superfícies ou objectos mais sujeitos a contacto com as mãos devem ser limpos frequentemente com um produto de limpeza comum. Mesas de trabalho, ratos e teclados de computador ou maçanetas são superfícies sujeitas a um contacto manual muito frequente por isso é necessário mantê-las limpas.

Mas existem outras recomendações para prevenir a GRIPE A: evitar o contacto próximo com pessoas com gripe; se uma pessoa ficar doente deverá permanecer em casa e contactar a Linha Saúde 24, através do número 808 24 24 24. Se um doente com sintomas de gripe tossir ou espirrar, deve cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel para impedir que outras pessoas venham a adoecer.

Uso de máscara

Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças não recomenda o uso de máscaras na protecção contra o contágio de gripe por não estar provada a sua eficácia. O uso de máscaras está apenas indicado no contexto da prestação de cuidados de saúde.

Pelo contrário, o uso de máscaras por pessoas doentes com sintomas de gripe pode ajudar a reter as secreções respiratórias quando tossem ou espirram. Nestes casos poder-se-á reduzir o risco de contágio.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Gestação e Queixas Mais Frequentes


Náuseas e vômitos:
São comuns no início da gestação. Quando ocorrem no final da gestação podem estar associados a doenças importantes, devendo ser sempre comunicado ao seu médico.
As orientações para a gestante são as seguintes: fracionar a dieta (comer mais vezes e menos a cada vez), evitar frituras, gorduras e alimentos com cheiro forte ou desagradável; evitar líquidos durante as refeições e ingerí-los de preferência nos intervalos.
Quando os sintomas forem muito freqüentes seu médico irá avaliar a necessidade do uso de medicações.

Azia:
É comum a partir do segundo trimestre da gestação. Geralmente melhora com dieta fracionada, diminuindo as frituras, café, chá, pimenta, chimarrão, álcool e fumo. Medidas gerais como não deitar após as refeições e elevar a cabeceira do leito também são benéficas.
A critério médico, a gestante poderá fazer uso de medicamentos.

Sialorréia, excesso de saliva:
Muito comum no início da gestação, orienta-se deglutir a saliva e seguir mesmo tratamento indicado para Náuseas e vômitos.
Fraquezas e desmaios:
Podem acontecer após mudanças bruscas de posição e também quando a gestante ficar sem se alimentar. GESTANTES NÃO DEVEM FAZER JEJUM PROLONGADO.
Geralmente deitar de lado (esquerdo preferencialmente) respirando calma e profundamente melhora a sensação de fraqueza e desmaio.

Hemorróidas:
São comuns principalmente nos últimos três meses de gestação, após o parto e também em gestantes que já apresentavam o problema antes da gravidez.
As gestantes devem procurar manter o hábito intestinal regular (manter o intestino funcionando bem). Sempre que as fezes estiverem endurecidas, causando dificuldade para evacuar, as hemorróidas podem sangrar ou doer.
Dietas ricas em fibras e a ingestão de líquidos auxiliam o funcionamento dos instestinos.

Corrimento vaginal:
O aumento do fluxo vaginal (leucorréia, corrimento) é comum em gestantes. O fluxo vaginal normal não causa coceira, mau cheiro, ardência ou dor nas relações. CONSULTE SEU MÉDICO SE APRESENTAR ESTES SINTOMAS.
Quando ocorre ruptura da bolsa das águas (um dos sinais de parto) a paciente pode referir aumento do corrimento vaginal. É sempre necessário avisar seu médico quando houver suspeita de ruptura da bolsa com saída de líquido amniótico.

Queixas urinárias:
O aumento do número de micções é comum na gestação, principalmente no início e no final da gestação por aumento uterino e compressão da bexiga. Como a infecção urinária é mais comum em gestantes, sempre que houver ardência para urinar, dor, sangue na urina ou febre seu médico deve ser comunicado.

Falta de ar ? dispnéia - dificuldade para respirar:
O aumento do útero e o aumento da freqüência respiratória da gestante podem ocasionar estes sintomas. Geralmente o repouso, deitada de lado, alivia a sensação de falta de ar. Se houverem outros sintomas associados (tosse, febre, inchaço) pode haver doença cardíaca ou respiratória associada.

Dor nas mamas:
As mamas aumentam de volume durante a gestação o que freqüentemente causa dor. A gestante deverá usar sutiã com boa sustentação. O exame das mamas geralmente descarta problemas mamários mais graves.

Dor nas costas ? dor lombar ? dor articular:
Durante a gestação as articulações ficam com maior mobilidade e isto freqüentemente ocasiona dores nas costas e em articulações como o joelho e o tornozelo. As gestantes geralmente têm uma postura que provoca dores nas costas (aumento da lordose lombar ? colocar a barriga para frente e o quadril para trás). O aumento excessivo de peso também aumenta a incidência de dores osteoarticulares.
Prevenção: - evitar aumento excessivo de peso, fazer exercícios regularmente, postura adequada, evitar uso de saltos altos e desconfortáveis.

Dor de cabeça - Cefaléia:
Dores de cabeça mais freqüentemente estão associadas a tensões, conflitos e temores, entretanto PODEM ESTAR ASSOCIADAS À DOENÇAS MAIS SÉRIAS. Sempre deve ser afastada a presença de pressão alta. Seu médico avaliará a necessidade do uso de medicações.

Sangramento nas gengivas:
Durante a gestação é mais comum o sangramento de mucosas (nasal, gengival) pois além de uma maior vascularização nas mucosas seus pequenos vasos sangüíneos ficam mais frágeis. A causa mais freqüente de sangramento gengival é a inflamação crônica da gengiva. A gestante deve escovar os dentes com escova macia, massagear a gengiva e passar fio dental. Este sintoma deve ser relatado a seu médico (ocasionalmente pode estar associado a outros problemas da coagulação do sangue) e ao dentista.

Edema na pernas ? Inchaço:
Principalmente no final da gestação ocorre inchaço de membros inferiores. Quando não estiver associado à perda de proteínas na urina e à pressão alta geralmente reflete o acúmulo de líquido característico da gestação.
Existem posições que dificultam o retorno venoso (volta do sangue das pernas para o coração). Gestantes com edema não devem ficar em pé (paradas) ou sentadas durante muito tempo. É recomendável exercitar as pernas (caminhar). O edema diminui na posição deitada (preferencialmente sobre o lado esquerdo) e também com a elevação das pernas acima do nível do coração.
Outra medida importante é retirar anéis dos dedos da mão, pois ocasionalmente ocorre edema nas mãos e dificuldade de retirada desses adornos.

Cãimbras:
Podem ocorrer durante a gestação, geralmente após excesso de exercício. Quando ocorre, o músculo deve ser massageado, podendo-se aplicar calor no local.

Cloasma gravídico ? manchas no rosto - asa de borboleta no rosto:

Manchas escuras na pele podem ocorrer durante a gestação, costumam diminuir em até 6 meses após o parto, entretanto em algumas mulheres persistem. São manchas semelhantes àquelas que ocorrem pelo uso de anticoncepcional oral. Gestantes que apresentam essas manchas devem evitar a exposição ao sol.

Estrias:
As estrias são resultado da distensão dos tecidos. Modo eficaz de prevení-las não existe. Não engordar muito é importante para diminuir sua incidência, entretanto existe predisposição individual a apresentar estrias. Ainda que controverso, recomenda-se massagem com substâncias oleosas nos tecidos mais propensos a estrias (abdômen, mamas e coxas).
SEU MÉDICO PODERÁ LHE INDICAR UM CREME PARA MASSAGEAR A PELE.
Sobre o mamilo não devem ser aplicados cremes. As estrias são inicialmente arroxeadas e com o tempo ficam branquicentas.



sexta-feira, novembro 23, 2007

10 coisas a saber antes de ir para a Maternidade


1. Não perca tempo a comprar roupa bonita para levar para o hospital. Depois do parto, sangra-se muito. Eu estava muito mais confortável com uma camisa de dormir ou com a bata do hospital.

2. Há uma grande probabilidade de, ao fazer força para o bebé nascer, que saia mais qualquer coisa dos seus intestinos. Não fique envergonhada, é uma coisa natural.

3. Não planeie dormir muito enquanto está no hospital. As enfermeiras estão sempre a entrar e a sair. Se está a amamentar, elas trarão o bebé para alimentá-lo. Não fique aborrecida. O trabalho delas é tomar conta de si e do seu rebento.

4. No hospital ( privado) cobram todos os acessórios que fornecem. Não sabia disso da primeira vez. No entanto, da segunda levei tudo o que pude para casa, incluindo toalhetes, creme para o bebé, etc.

5. Pode ser envergonhada antes de ir para o hospital. Mas o melhor é mentalizar-se que não vai poder sê-lo antes de fazer o "check-in". Toda a gente irá ver como está a sua "barriga" de hora a hora, por isso deixe as vergonhas de lado. Não se preocupe, eles fazem isso todos os dias e o trabalho deles é cuidar de si e do seu bebé.

6. Embora a situação possa ser muito desconfortável, tudo passa assim que conhece o seu bebé. Toda a dor vale a pena quando ouve o primeiro choro e pega no seu bebé.

7. Tente não criar muitas expectativas. Não se mentalize que vai ter epidural, parto natural ou cesariana, etc. Não interessa como o bebé sai cá para fora, desde que seja saudável.

8. Não diga a todos os seus amigos para ir ao hospital – estamos lá tão pouco tempo e precisamos de descansar o máximo possível. Temos o resto da vida para mostrar a nossa nova aquisição.

9. Aproveite todos os conselhos que as enfermeiras lhe dêem. Elas fazem isso diariamente, durante todo o dia. Pergunte-lhes como deve mudar a fralda, dar banho e alimentar o bebé. Mesmo que não seja o seu primeiro filho, se esqueceu alguma coisa, pergunte-lhes.

10. Se está a amamentar peça ajuda às enfermeiras. Há enfermeiras especializadas em ajudar na amamentação. Pode sempre pedir-lhe uns discos de amamentação para levar para casa… Se não está a amamentar, peça ajuda para saber como se sentir mais confortável quando o leite subir e o secar.


segunda-feira, novembro 19, 2007

Manual do bebé

Poucas perguntas têm uma resposta única e inquestionável. E o tema «bebés» não foge a esta regra. Ainda assim, com todas as cautelas que o assunto exige, aqui ficam as respostas possíveis às perguntas mais urgentes dos pais de primeira viagem.

Quantas fraldas vou ter de mudar por dia?
Um recém-nascido precisa de ser mudado com frequência, normalmente depois de mamar. Não será exagero contar com 10 fraldas por dia.
Mais tarde, o bebé passa a gastar, em média, seis fraldas, mas é natural que, por vezes, precise de mais.
Embora não seja regra, geralmente, muda-se a fralda de duas em duas horas durante o dia e menos vezes à noite.

Devo pôr creme no rabinho do bebé sempre que lhe mudo a fralda?
Não, até porque o excesso de creme pode impedir a pele de respirar.
Alguns especialistas aconselham a tratar o rabo do bebé apenas com água corrente ou com um algodão embebido em água, sem «toalhitas», sem sabões e sem cremes, alegando que estes produtos podem retirar a protecção superficial da pele por serem abrasivos.
Já o pediatra Berry Brazelton aconselha os pais a colocarem vaselina (sem petróleo) depois de cada muda de fralda, explicando que «a gordura protege a pele dos bebés da humidade que provoca a assadura».
Consenso geral reúne a não utilização de pó de talco - por aumentar o risco de assaduras e de doenças respiratórias.
A melhor forma de evitar que o rabo do bebé fique vermelho - e isso também reúne consenso geral - é deixar a pele ao ar o máximo tempo possível.

É preciso esperar que o cordão umbilical caia para lhe dar banho?
Alguns especialistas aconselham a esperar, devido ao facto de a água poder aumentar o risco de infecção na zona do cordão.
Outros dizem que se pode dar banho total à vontade, a partir do primeiro dia de vida, desde que se tenha o cuidado de secar bem a ferida umbilical.
O melhor é pedir opinião ao médico ou enfermeiro antes de sair da maternidade.

Devo dar-lhe banho todos os dias?
Apesar de já estar perfeitamente instituído que se deve dar banho ao bebé todos os dias, ultimamente têm surgido algumas teorias - especialmente entre médicos britânicos e norte-americanos - pondo em causa os efeitos do banho diário.
Segundo estes especialistas, o número crescente de casos de eczema atópico está relacionado com o excesso de banhos e com a utilização de produtos agressivos para a pele.
Os defensores da redução do banho lembram que os bebés não se sujam, praticamente não suam e não cheiram mal, por isso não necessitam de lavagens compulsivas.
Em conclusão: dê-lhe banho quando achar que é preciso, se passar um dia ou dois sem banho não há problema algum.

É preciso lavar-lhe o cabelo com champô?
Nos primeiros dias, para facilitar, pode lavar o cabelo com o mesmo líquido de lavagem do corpo. Depois, deve usar-se um champô apropriado para bebés.
Não é preciso esfregar, basta espalhar o champô suavemente.

Qual é a melhor forma de lhe cortar as unhas?
A melhor altura é quando o bebé estiver a dormir, porque só assim estará quieto.
Use uma tesoura própria, com as pontas redondas para evitar acidentes.
Esqueça as teorias antigas que mandavam os pais roerem as unhas dos bebés.
A tesoura cumpre melhor a tarefa.


Posso limpar os ouvidos do bebé com uma cotonete?
Não. As cotonetes empurram as secreções para dentro do canal auditivo, transformando-as numa massa que pode prejudicar a audição.
A cera não é sinal de falta de higiene e não se deverá preocupar com ela.
Para limpar a orelha pode utilizar uma cotonete apropriada para bebés (com a ponta mais redonda).

Como será o aumento de peso nas primeiras semanas?
É normal que o bebé perca algum peso durante os primeiros quatro ou cinco dias (cerca de 10% do peso com que nasceu).
Isto acontece porque, após o parto, os bebés perdem os fluidos armazenados.
A recuperação do peso pode só se verificar na segunda semana.
Depois disso, nos primeiros meses, é normal que o bebé aumente aproximadamente 150 a 200g por semana.
No entanto, convém não esquecer que cada bebé tem o seu ritmo de crescimento e que o facto de não aumentar sempre o mesmo também não é preocupante.


Quando devo ir ao médico com o bebé?
Uma criança saudável deve ser observada pelo médico nas seguintes idades:
recém-nascido (ainda na maternidade), na primeira semana, com um mês, com dois meses, com quatro meses, com seis meses, com um ano, com 15 meses, com 18 meses e com dois anos.
A partir dos dois anos deverá ser observada uma vez por ano.
Além destas consultas de rotina, certos sinais e sintomas devem levar o bebé imediatamente ao médico: convulsão, cianose (ficar arroxeado), dificuldade em respirar, prostração, febre alta há mais de três dias (superior a 40ºC rectal ou a 39,5ºC axilar), sinais de desidratação (afundamento da moleirinha, pele com perda de elasticidade).

Que medicamentos devo ter em casa?
O melhor será falar com o médico assistente que poderá aconselhar quais os medicamentos e quando deverá utilizá-los.
No entanto, deverá incluir na farmácia caseira do bebé: medicamentos para baixar a febre (antipiréticos), para tirar as dores (analgésicos) e para fazer limpeza e desobstrução do nariz (soro fisiológico e solução de água do mar).

Como posso saber se tem febre?
A temperatura deve ser medida no rabo ou no ouvido, com um termómetro adequado para bebés.
A temperatura normal é de 38ºC e só a partir deste valor deve considerar-se que o bebé tem febre.
Até aos 38,5ºC não há motivos de alarme.
Mas quando a febre é superior a este valor é preciso baixá-la, pois há risco de hipertermia e desidratação.
O médico poderá receitar-lhe um medicamento adequado.

Que fazer quando tem cólicas?
A origem das cólicas ainda é um mistério. Geralmente, pensa-se que estão relacionadas com gazes acumulados, mas também podem ser causadas por stress pós-parto, pela imaturidade do intestino ou por alguma reacção ao leite de vaca (presente no leite adaptado).
Ainda assim, algumas medidas podem contribuir para evitar o seu aparecimento: tente que o bebé pegue bem na mama, de modo a não engolir ar; se for alimentado com fórmulas adaptadas, certifique-se que o leite ocupa toda a tetina do biberão; após a refeição, ponha-o a arrotar.
Se as cólicas já «atacaram», tente aliviá-las com uma massagem abdominal ou fazendo um pouco de pressão com as pernas do bebé contra a barriga.
O movimento também costuma atenuar os efeitos das cólicas.
Um passeio de carro, ao colo ou no marsúpio (o contacto físico também pode ajudar) resulta com muitos bebés.
Um banho morno ou deitá-lo de barriga para baixo sobre os braços ou sobre as pernas da mãe ou do pai são outras formas de acalmar alguns bebés.

Como saber se os intestinos estão a funcionar bem?
Nos primeiros dias, o recém-nascido elimina os conteúdos que ingeriu durante a gravidez e, por isso, expelem uma substância escura e peganhenta, a que se chama mecónio.
Depois de o mecónio ter desaparecido - três ou quatro dias após o nascimento - o cocó do bebé passa a ser esverdeado ou amarelado.
Se o bebé for amamentado, as fezes são moles, amareladas, com pouco cheiro e podem ser expelidas várias vezes por dia.
Por volta das três semanas, o ritmo de evacuação diminui e os bebés podem passar a evacuar menos vezes, já que conseguem digerir tudo o que está no leite, sobrando poucos resíduos para serem expelidos.
Os bebés alimentados com biberão artificial fazem cocó quatro a seis vezes por dia nas primeiras semanas.
As fezes são de cor acastanhada, mais consistentes e têm um cheiro forte, pois os bebés não digerem completamente os produtos lácteos do leite artificial.
Os bebés alimentados com leite adaptado são mais propensos a sofrer de obstipação.
Se, durante alguns dias, o cocó do bebé for duro, fragmentado e sair com dificuldade, deve consultar o médico.