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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Workshop de Nutrição Infantil

Ementas apetitosas para bebés gulosos! (nível 1 // 0-12 meses)!




PROGRAMA

28 Fevereiro – 3 HORAS
_Necessidades calóricas e vitamínicas nos bebés dos 0 aos 12 meses;
_Amamentação, leite materno e os seus benefícios;
_Leites/fórmulas infantis – qual escolher?
_Introdução da alimentação diversificada:
Quando e como começar?
Os primeiros alimentos e bebidas;
Os melhores alimentos para cada etapa;
Alimentos proibidos ou a evitar;
Alimentos prontos para bebés (farinhas, boiões, cereais líquidos …)
Higiene e conservação (refrigeração, congelação, …) dos alimentos para o bebé; _Alergias e intolerâncias alimentares;
_Planos diários de refeições adequados às diferentes etapas;
_Receitas (alimentos e quantidades) apetitosas para o bebé;

FORMADORA
Liliana Pereira
Licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.
Autora do programa de educação alimentar para crianças “Comer bem... Para Bem Crescer!” desenvolvido em várias escolas e publicado pela revista europeia “Network news – The European Network of Health Promoting Schools”.

VALOR DA FORMAÇÃO
25 eur por pessoa // 35 eur por casal

Material a Fornecer aos Participantes
Kit de Formação (inclui Manual de Apoio e Certificado de Participação)

Mais informações:
Telemovel: 966 470 355
geral@projectobebemais.com
www.projectobebemais.com
www.projectobebemais.blogs.sapo.pt

domingo, novembro 09, 2008

Hábitos alimentares devem ser incutidos ainda no útero


Os hábitos alimentares saudáveis devem ser incutidos nas crianças o mais cedo possível, tarefa que passa acima de tudo pelos pais, embora a escola também tenha um papel importante, defendem especialistas, por ocasião do Dia Europeu da Saúde na Cozinha, que hoje se assinala.

«É necessário educar o mais precocemente possível, desde que a criança está ‘in útero’», disse à Lusa a nutricionista Ana Rito, dedicada à nutrição infantil.

De acordo com a especialista, os pais devem «manter os hábitos saudáveis que a criança faz no primeiro ano» como dar-lhe o leite a horas certas, por exemplo. «A partir dos dois anos há uma negligência em relação a alguns aspectos e estas pequenas alterações tornam-se um problema», referiu.

Ana Rito defende que «a escola é um meio importante de educação alimentar», mas que os pais «não podem delegar toda a responsabilidade nos professores e educadores».

Também o director da escola superior de educação João de Deus defende que «tem de haver regras». «Famílias excessivamente permissivas causam malefícios às crianças, que se notam aos 14/16 anos, altura em que já não dá para voltar atrás», disse António Ponces de Carvalho.

Nos jardins-escola João de Deus, a alimentação é variada e quando as crianças não apreciam determinado alimento tenta sempre contornar-se a situação.

«No caso do peixe cozido, por exemplo, esmigalhamos as batatas e o peixe, misturamos e colocamos um pouco de azeite ou molho de manteiga. Alteramos a forma e misturamos os sabores, porque há texturas que provocam desconforto e sabores que não são apetecíveis», explicou Ponces de Carvalho.

No caso de haver «repulsa», o director defende que se «force um pedacinho, porque as crianças não podem comer apenas o que querem».

O complemento é ensinado nas aulas com ajuda da roda ou da pirâmide dos alimentos. Assim as crianças aprendem o que faz bem e o que deve ser evitado, «mas pode ser comido de vez em quando».

«Se alguém ensinar, temos a certeza que a criança aprende. Através do estudo conseguimos concluir que aos quatro anos, os miúdos já têm noção do que devem comer», disse em Junho à Lusa a professora Rosário Dias, aquando da apresentação do estudo de comportamento alimentar «Mais olhos que barriga», que na fase 1 teve como «objecto de estudo» 373 crianças de 4, 5 e 6 anos.

Para a professora e uma das autoras do estudo, «os pais devem ser os primeiros a aprender, para depois ensinarem os filhos».

As horas das refeições servem também para os mais pequenos aprenderem hábitos de higiene, a comer de garfo e faca, a beber de copos de vidro e a saber estar à mesa.

Diário Digital/ Lusa

sábado, outubro 25, 2008

Criado novo «ranking» dos alimentos nutritivos

Cientistas da Universidade de Yale esperam uso generalizado do novo índice.



O que será que alimentos como as laranjas, brócolos, mirtilos, quiabos e feijão verde possuem que os distinguem completamente de outros como os sorvetes, o chocolate de leite e o pão branco? Uma equipa de cientistas da universidade norte-americana de Yale afirmam que os primeiros estão no topo de uma nova tabela que classifica o seu valor nutricional. Os alimentos do segundo grupo, por outro lado, ocupam os últimos lugares na lista.

Liderada pelo especialista em nutrição David Katz, um grupo de profissionais de diversas instituições criou o ranking de classificação NuVal System (Overall Nutritional Quality Index) ou Índice Geral de Qualidade Nutricional. Os criadores da tabela dizem esperar que o NuVal passe a ser usado por milhares de supermercados nos Estados Unidos como um ponto de referência para orientar o consumidor na compra dos alimentos necessários para uma dieta saudável.


Informações díspares

Katz e seus colegas argumentam que as informações incluídas hoje na maior parte das embalagens de produtos alimentares são confusas e afirmam que o NuVal System pode resolver o problema.

De acordo com esta nova classificação, cada produto recebe uma pontuação de 0 a 100 e quanto maior ela for, maior é o valor nutritivo do alimento. Segundo o site do NuVal System, ao aplicar os mesmos critérios para todos os produtos, o índice permite comparações entre alimentos de categorias diferentes.

O ranking é baseado numa fórmula que mede a qualidade nutricional dos alimentos e bebidas com base em critérios já estabelecidos por profissionais de nutrição, saúde pública e médicos. Os critérios são, por exemplo, a tabela de doses recomendadas de nutrientes do Institute of Medicine (EUA) e o guia para dieta dos norte-americanos, adoptado pelo Departamento de Saúde do país.

Foram também levadas em consideração as informações governamentais sobre de que forma os bons hábitos alimentares podem auxiliar a saúde e evitar riscos de doenças crónicas. Combinadas, essas directrizes foram usadas para quantificar a presença noa slimentos de mais de 30 componentes - como vitaminas, minerais, fibra e anti-oxidantess, açúcar, sal, gorduras trans, gordura saturada e colesterol. O sistema também mede a qualidade de proteínas, gorduras e hidratos de carbono, assim como as calorias e a presença de gorduras ómega-3.


SOBE E DESCE

Segundo a fórmula, se um alimento é rico em componentes considerados favoráveis à saúde, a sua posição no índex NuVal sobe. Os componentes «bons» são, entre outros, as fibras, vitaminas A, C, D, E, B12, B6, potássio, cálcio, zinco e ferro. Açúcar, colesterol, sal, gordura saturada e gordura trans, quando presentes num alimento, baixam a sua posição no ranking.

Por exemplo, a tabela NuVal indica que uma costeleta porco soma 25 pontos, mas o peito de peru sem pele alcança quase o dobro, com 48 pontos. O chocolate ao leite apenas soma 3 pontos, mas o meio-amargo tem um desempenho melhor, com 10 pontos.

Os campões do NuVal

Damasco: 100
Espargo: 100
Feijão-verde: 100
Mirtilo: 100
Brócolo: 100
Repolho: 100
Couve-flor: 100
Kiwi: 100
Alface: 100
Quiabo: 100
Laranja: 100
Espinafre: 100
Morango: 100
Cenoura: 99
Toranja: 99
Abacaxi: 99
Ameixa: 99
Manga: 93
Batata: 93
Cebola roxa: 93
Tangerina: 93
Banana: 91
Milho: 91
Uva: 91
Texto: PAIS&Filhos

terça-feira, agosto 26, 2008

Metade das mães usou alimentos biológicos na alimentação filhos


Cerca de metade das mães de crianças até aos cinco anos já utilizou produtos biológicos na alimentação dos filhos, revela um estudo realizado em Lisboa, no qual é salientando que estes alimentos são demasiado caros.

Segundo o estudo «Slow Food: terá um lugar ao Sol?», realizado no distrito de Lisboa por finalistas de Medicina da Universidade Nova, a utilização dos produtos biológicos «encontra-se já relativamente difundida», com 49,9 por cento das mães de crianças com idades entre um e cinco anos a afirmarem terem já utilizado produtos biológicos na alimentação dos filhos.

«No entanto, a utilização destes alimentos ainda não faz parte do quotidiano das mães, com cerca de um terço (36,5 por cento) a utilizar apenas muito de vez em quando» e apenas dez por cento a utilizarem todos os dias, salientam os autores.

Os alimentos biológicos mais consumidos são a fruta, cenoura, tomate, batata e ovos.

O estudo realça ainda que 55,7 por cento das inquiridas «tinham um nível elevado de conhecimento sobre alimentação biológica» e que 77,8 por cento das que não usavam actualmente este tipo de alimentos tinham a intenção de os usar no futuro.


In DD

quarta-feira, agosto 20, 2008

Bebés não devem consumir mel, alerta regulador



As crianças com menos de um ano não devem consumir mel, segundo um alerta emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Brasil, na sequência da detecção da bactéria «Clostridium botulinium» no produto, que causa o botulismo intestinal.

Investigadores da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) analisaram, em 2002 e 2003, 100 amostras de mel em feiras livres, mercados e quiosques de seis estados brasileiros. Os resultados demonstraram que a bactéria estava presente em 7% das amostras.

Adriana Valim Ferreira Ragazani, uma das autoras da investigação, afirma que a flora intestinal das crianças até aos dois anos não está totalmente formada, o que permite o alojamento da bactéria no sistema digestivo, causando a doença.

Maria Cecília Martins Brito, da ANVISA, diz que não há motivo para pânico, mas «é motivo para cuidado. A recomendação tem um carácter preventivo».
In DD

quinta-feira, junho 26, 2008

Cuidado com a água

Bebés até aos seis meses não devem beber água. Dar-lhes água é sujeitá-los a riscos desnecessários.

Não deve oferecer-se água a bebés com menos de seis meses.
Mesmo que sintam sede, a bebida que devem beber é leite materno ou, em alternativa, leite especial adaptado.

A equipa de médicos do Centro Infantil Johns Hopkins, em Baltimore, fez recentemente um alerta aos pais: dar demasiada água a um bebé com menos de seis meses pode provocar uma complicação grave, habitualmente designada por «intoxicação pela água» (hiponatremia).
Os bebés são mais vulneráveis a esta complicação pelo baixo volume de sangue em circulação e pela imaturidade dos seus rins, que faz com que libertem grandes doses de sódio juntamente com a água em excesso.

Essa libertação pode levar a um perigoso decréscimo no nível de sódio, o que afecta a actividade cerebral e pode, em casos extremos, levar ao coma.
Os sintomas de uma «intoxicação pela água» são irritabilidade, sonolência e outras perturbações do estado de humor, seguidas de baixa temperatura corporal, edema (inchaço) e suores na face, convulsões.

Os primeiros sintomas podem ser muito subtis, por isso os pais podem não ter dado conta de nenhuma alteração significativa até chegarem as convulsões.
Bebés que frequentam programas de adaptação ao meio aquático podem beber enormes quantidades de água durante uma sessão.

Os pais devem estar atentos a este facto e evitar ao máximo que o bebé engula água.
Dar água a um bebé com menos de seis meses pode ainda ter consequências a nível do seu desenvolvimento, sobretudo se for dada regularmente.

A água substitui no estômago do bebé o lugar do leite, rico em nutrientes, e pode reduzir o seu apetite para mamar, condicionando assim o seu crescimento.
Mesmo em situações excepcionais...

É claro que os pais temem o risco de desidratação, sobretudo quando o calor se torna excessivo, ou quando há vómitos e diarreias.

Mas, mesmo nestes casos, um bebé que está a ser amamentado recebe do leite materno toda a quantidade de água necessária - o leite materno tem 87 por cento de água na sua constituição.
Mesmo que haja perdas de líquido excepcionais, amamentar com mais frequência é suficiente para evitar a desidratação, até porque no início da mamada, o leite é mais diluído - contém mais água do que no final.

Se está a ser alimentado por leite adaptado também não deverá necessitar de água, salvo por indicação médica.
Se um bebé tem perdas de líquido acentuadas pelo calor excessivo, por vómitos ou diarreia e a sua alimentação já é constituída por sólidos pode ser oferecida água, mas sempre em doses reduzidas.
Há especialistas em nutrição e desenvolvimento que consideram que mesmo até aos 12 meses de idade o bebé não precisa de água, desde que o leite materno continue a fazer parte da sua alimentação.


quarta-feira, abril 30, 2008

Chocolate faz bem às grávidas


«WASHINGTON (AFP) — Comer chocolate amargo diariamente é saudável para a gravidez e protege de possíveis complicações ligadas à hipertensão, destaca um estudo americano.

Ao consumir um chocolate de boa qualidade, a grávida corre 69% menos risco de desenvolver uma pré-eclampsia, uma complicação associada à hipertensão arterial que afeta cerca de 8% das mulheres durante a gravidez, revela a doutora Elizabeth Triche, da Universidade de Yale.

O estudo, que envolveu 2.291 mulheres entre 1996 e 2000, será publicado na revista Epidemiologia de maio.

Os pesquisadores concluíram que a theobromina, uma substância particularmente presente no chocolate amargo, tem ação diurética, vasodilatadora e é benéfica para o coração. O chocolate tem ainda magnésio, bom contra a hipertensão, e flavonóides, que são um potente antioxidante.

"Avaliar a quantidade de chocolate que uma paciente afirma consumir é muito difícil, já que a presença do cacao varia muito em razão dos diferentes tipos, mas o chocolate amargo é o melhor", diz a doutora Triche, destacando que quanto mais açúcar e gordura o produto apresentar, "menos theobromina" terá.

A presença da theobromina no chocolate pode variar de 0,15% a 0,46%.

Segundo a doutora Triche, uma boa "barra de chocolate por dia" é eficiente na redução do risco da pré-eclampsia".»

Fonte: AFP

sábado, fevereiro 09, 2008

Comer bem antes da concepção


Geralmente os casais planeiam cuidadosamente a chegada dos filhos; Que sejam saudáveis, é sempre o maior desejo; neste aspecto concreto, o papel da futura mãe pode ser decisivo:

- Esta tem de preparar o seu organismo para a gravidez. Neste sentido, uma das medidas fundamentais consiste em praticar uma alimentação saudável, erradicando determinados hábitos:

Dietas de emagrecimento
Iniciar uma dieta injustificada, não vigiada ou radical, pode desencadear consequências nefastas:
  • Põe em risco a própria gravidez, pois uma dieta pode acarretar distúrbios hormonais que afectam a regularidade do ciclo menstrual, tornando mais difícil a produção de óvulos de qualidade. Em suma, a dieta pode diminuir a fertilidade (o mesmo acontece às mulheres que praticam exercício físico intenso).

  • Os regimes de emagrecimento provocam a delapidação das reservas de nutrientes no organismo que são precisas pelo feto, como os ácidos gordos essenciais, as proteínas as vitaminas e minerais.

Perante um excesso de peso (IMC superior a 25) ou obesidade (IMC superior a 30), recomenda-se uma dieta equilibrada, concebida e supervisionada pelo médico.


Regimes para ganhar peso

Magreza excessiva é potencial inimiga da gravidez saudável.
Se o IMC (índice de massa corporal) é inferior a 20, a mulher fica exposta a diversos perigos, que são tanto mais pronunciados quanto menor for o IMC:

  • Dificuldade em engravidar

  • Falta de reservas energéticas para fornecer ao feto

  • Carências nutricionais

O médico obstetra saberá qual o procedimento a adoptar nestas circunstâncias e é nele que se deve confiar.

Alimentação versus método contraceptivo

O método contraceptivo adoptado pode interferir no equilíbrio alimentar.

O uso de DIU geralmente aumenta a duração e volume do fluxo e por esse motivo, predispõe a carência de ferro. Por outro lado, a contracepção oral é susceptível de provocar carência das vitaminas B6, B9 (ou ácido fólico) e B12, pelo que se deve privilegiar alimentos ricos nestas vitaminas no trimestre que precede a contracepção.


Livre-se dos tóxicos

Todas as substâncias tóxicas, como o álcool e alguns medicamentos, devem ser suprimidas.



Fonte: Mimosa

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Vou ser Mamã: Alimentação, gravidez e controle de peso


Introdução
A alimentação praticada durante a gravidez é o factor mais determinante para o crescimento do bebé in útero. Como se pode imaginar este crescimento deverá ser vigiado com a máxima atenção.
Bebés demasiado gordos ou magros são susceptíveis a um dado número de riscos.

Peso do bebé

1. Quando o bebé é magro
Os atrasos de crescimento poderão manifestar-se a partir do 7º mês. O alarme é dado quando a altura uterina não aumenta ou o perímetro abdominal se mantém estável.
Vai ser necessário vigiar o feto e obter informações sobre o seu estado de saúde.
Quando se verifica um verdadeiro atraso no crescimento, o bebé não recebe todos os nutrientes de que necessita, originando duas situações possíveis:



  • atraso moderado do crescimento: recomenda-se repouso se se desconfia que a sua actividade excessiva está na base do problema; caso se avalie restrição alimentar, há que convencer a mãe a alimentar-se melhor; se existe hipertensão tem que ser combatida.

  • atraso excessivo do crescimento e riscos da criança permanecer no útero: poderá tomar-se a decisão de antecipar o nascimento.

Um bebé magro corre riscos:


  • no final da gravidez: há carências de energia, alimentos e oxigénio o que pode provocar um conjunto de sintomas de fome a que se chama sofrimento fetal crónico;

  • durante o parto: um bebé magro e, portanto, sem reservas, está mais sensível às dificuldades do parto, como a hipóxia (falta de oxigénio) passageira;

  • após o nascimento: a criança é mais frágil. A sua pele é flácida e franzida. A baixa taxa de açúcar no sangue pode provocar pequenos tremores que terão de ser compensados. Os bebés magros terão de recuperar o seu peso após o nascimento, não ficando, geralmente, com anomalias ou sequelas. Alguns poderão ser mais susceptíveis às infecções.


2. Quando o bebé é gordo
Um bebé demasiado alimentado poderá crescer muito depressa e nascer gordo.
Quando existe predisposição para tal, a mãe e o médico obstetra deverão estar atentos para que a situação seja controlada.



Peso da mãe


  1. Engordar demasiado
    Pode originar doenças graves, como a toxémia gravídica, e aumentar o risco de diabetes para quem tem antecedentes familiares. Outras alterações menos graves são: dificuldade em perder o peso e estrias. Estas alterações surgem para aumentos de peso significativos e rápidos e quando existem predisposições familiares. Na posse destas informações é mais fácil evitar que aconteçam.

  2. Não engordar o suficiente
    A preocupação com a elegância também atingiu a mulher grávida. Esta preocupação poderá ser muito perigosa atendendo a que poderão os regimes alimentares restritivos por ela implementados colocar em perigo o bebé, afectando o seu desenvolvimento.

Fonte: Mimosa

segunda-feira, novembro 26, 2007

O seu filho é vegetariano?


Ser vegetariano começa a ser cada vez mais frequente. Por razões culturais ou religiosas, por preocupações ambientais, ou mesmo por questões relacionadas com a saúde.

Até há algum tempo, os pais reservavam para si a opção alimentar e deixavam que o seu filho ou filha escolhesse a sua quando atingisse a idade adulta ou, pelo menos, a adolescência.

Hoje em dia, são cada vez mais os pais que decidem, desde o nascimento, que o seu filho ou filha vai ser vegetariano e pretendem que o médico assistente os oriente em relação às práticas alimentares vegetarianas adaptadas à idade infantil. É sobre este tema que vamos conversar hoje.

O que significa ser vegetariano?
Ser vegetariano significa que se exclui da alimentação produtos de origem animal, como a carne. Mas existem diferentes graus de alimentação vegetariana. Na maioria dos casos, a dieta vegetariana inclui alguns produtos de origem animal, como o leite e derivados, ou os ovos.

Desta forma, podemos falar de dietas lacto-vegetarianas, ovo-vegetarianas ou lacto-ovo-vegetarianas, consoante o leite, o ovo ou ambos, fazem parte da alimentação diária. Apenas em alguns casos, mais fundamentalistas, a dieta é exclusivamente de origem vegetal, sem ingestão de qualquer produto de origem animal, incluindo o leite ou os ovos: são os vegetarianos puros.

Quais as possíveis vantagens de ser vegetariano?
A dieta vegetariana, em relação à alimentação mais convencional, é mais rica em frutas, legumes e fibras e mais pobre em gordura e colesterol. Nos diversos estudos já efectuados, as pessoas vegetarianas têm níveis mais baixos de colesterol no sangue, o que constitui um factor protector para as doenças cardíacas, aterosclerose ou hipertensão.

O principal motivo para a escolha de uma dieta vegetariana são as preocupações com a saúde, pois nesta dieta são ingeridos em menor quantidade uma série de conservantes, aditivos e pesticidas. Da mesma forma, são diminuídos os riscos de doenças que podem ser transmitidas pela carne, com redução do risco de intoxicação alimentar.

Uma dieta vegetariana, no entanto, não garante, só por si, uma alimentação saudável. Muitos vegetarianos excluem da sua alimentação os produtos animais, mas mantêm o consumo de batatas fritas, bebidas gaseificadas, ou doces em demasia...

Quais os potenciais riscos da dieta vegetariana?
Tudo depende do tipo de dieta. Se a dieta contiver leite e ovo, não existirá qualquer problema e a criança vai crescer e desenvolver-se como qualquer outra. Os casos problemáticos são aqueles em que os pais não pretendem dar à criança leite de vaca nem ovos, pois estes são as fontes principais de algumas vitaminas essenciais, como a vitamina B12 ou a vitamina D, que não existem numa dieta vegetariana pura.

Outras substâncias essenciais que podem faltar numa dieta vegetariana pura são o ferro, o cálcio e o zinco. Se esta dieta é para manter, estas substâncias devem ser adicionadas sob a forma de suplemento vitamínico, pois sem elas a criança não tem uma alimentação saudável.
Vamos ver em maior detalhe algumas destas substâncias

Por que é necessária a Vitamina B12?
Esta vitamina é essencial para o desenvolvimento do cérebro, crescimento do corpo e produção dos glóbulos vermelhos do sangue. Sem ela, a criança fica apática e irritável, com atraso no desenvolvimento intelectual e motor, cresce menos do que poderia e pode vir a sofrer de uma anemia grave. Muitas destas alterações podem ser permanentes se não forem detectadas e tratadas a tempo.

A vitamina B12 existe, naturalmente, nos produtos de origem animal, como o leite e o ovo. Alguns produtos vegetais podem conter vitamina B12, mas numa quantidade muito pequena e numa forma inactiva, que não previne a sua ausência. São exemplos os cereais, o pão e a soja.
Uma criança vegetariana pode consumir vitamina B12 através do leite de vaca e do ovo. Se não ingere estes alimentos, deve ingerir leite de soja ou cereais com suplemento desta vitamina ou mesmo um suplemento vitamínico sob a forma de gotas ou xarope.

Por que é necessária a Vitamina D?
A vitamina D é essencial ao crescimento e fortalecimento dos ossos. É produzida na pele de todas as crianças quando exposta ao sol, mas a quantidade é insuficiente durante os meses de Inverno. Nas crianças com pouca vitamina D, os ossos crescem pouco e ficam deformados, uma doença chamada raquitismo.

A vitamina D existe no leite de vaca e nos ovos. Existe igualmente no leite de soja ou nos cereais suplementados com esta vitamina.

Qual a importância do Ferro?
O ferro é um dos nutrientes mais importantes da dieta de uma criança. São imensas as suas necessidades num corpo em crescimento, como o desenvolvimento do cérebro ou a produção dos glóbulos vermelhos do sangue.

A falta de ferro é actualmente a principal causa de anemia nas crianças, vegetarianas ou não. Sem ferro, a criança fica pálida e não consegue raciocinar como deve, tornando-se apática e desinteressada de tudo o que a rodeia.

O ferro existe principalmente na carne, no leite e nos ovos. Mas, felizmente, muitos outros nutrientes habitualmente presentes numa dieta vegetariana também contêm ferro. É o caso dos cereais, do leite de soja, do tofu, dos legumes, das frutas, do pão ou das massas.

É importante que os pais saibam que alguns alimentos, mesmo não contendo ferro, podem aumentar ou diminuir a sua absorção no intestino. Como exemplos temos os sumos de frutas (que aumentam) e o chá (que diminui), pelo que a alimentação das crianças, para além de alimentos com ferro, deve ter em conta estes outros factores.

Para que serve o Cálcio?
Tal como a vitamina D, também o cálcio é fundamental para o crescimento e fortalecimento dos ossos. Sem cálcio na alimentação, o esqueleto da criança não se consegue desenvolver normalmente.

A principal fonte de cálcio na alimentação é o leite de vaca e o ovo. Mas outros alimentos possuem também cálcio, como os cereais, leite de soja, tofu, sumo de laranja ou vegetais, como os bróculos.

Que falta faz o Zinco?
Pode parecer estranho, mas o zinco é necessário em quantidades mínimas para que possa ocorrer um crescimento e desenvolvimento saudável de uma criança.

Nas dietas vegetarianas, se existir diversidade na escolha dos alimentos, habitualmente o zinco não é problema pois existe na soja, tofu, legumes e cereais.

Como saber se está tudo bem com a sua criança vegetariana?
Como perceberam, se o leite e o ovo entrarem na dieta (lacto-vegetariana ou ovo-vegetariana) não existe habitualmente qualquer problema. Se aqueles alimentos estiverem também excluídos da alimentação, os cuidados devem ser redobrados.

Alguns nutrientes essenciais como as vitamina D e B12 e alguns elementos como o cálcio, ferro e zinco encontram-se principalmente no leite e derivados. Alguns alimentos de origem vegetal também os contêm e devem fazer parte obrigatoriamente da dieta destas crianças.

Actualmente, o leite de soja e os cereais que se vendem nos supermercados são enriquecidos com estas vitaminas e elementos, pelo que a sua ingestão pode prevenir uma eventual deficiência. De qualquer forma, é importante que os pais estejam conscientes desta realidade e sintam a necessidade de vigiar cuidadosamente a dieta dos seus filhos quando o regime é vegetariano puro.

Uma mãe vegetariana pode dar de mamar?
O leite materno é sempre a melhor opção para uma criança, independentemente do regime alimentar da mãe. Também aqui, se a mãe inclui na sua alimentação o leite de vaca e o ovo, o seu leite será nutricionalmente rico.

Se, pelo contrário, a mãe seguir um regime vegetariano muito rígido, deverá manter a amamentação, mas ter o cuidado de tomar um suplemento vitamínico que lhe forneça os nutrientes que poderão fazer falta ao bebé, nomeadamente o cálcio, ferro, zinco, vitamina D e vitamina B12.

Fonte: Pais & Filhos

quarta-feira, novembro 14, 2007

E quando o meu bebé nascer? Será possível dar-lhe uma alimentação vegetariana?


O melhor alimento para recém-nascidos é o leite materno. Se o bebé não puder ser amamentado, poderá optar pelos leites de soja especiais para bebés. Bebés vegetarianos que estejam a ser alimentados à base de leite de soja especial devem ser expostos à luz solar de fraca intensidade, durante passeios ao ar livre ao fim da tarde ou pela manhã, duas horas por semana, de forma a sintetizarem a vitamina D necessária. Alguns bebés, especialmente aqueles que vivem em climas frios, deverão beber leite de soja especial enriquecido com vitamina D. Mulheres vegetarianas que estiverem a amamentar devem ter o especial cuidado de consumir boas quantidades de alimentos ricos em vitamina B12, pois os níveis desta vitamina no leite materno são afectados pelas escolhas alimentares da mãe e são importantes para o bebé.

A partir do quarto ou quinto mês de idade já se poderão incluir outros alimentos na alimentação do bebé. A adição de novos alimentos deve ser feita lenta e gradualmente, adicionando um alimento de cada vez:

4 a 5 meses:

Alimentos ricos em ferro poderão ser adicionados, tais como os cereais enriquecidos. O primeiro cereal que deverá ser incluído na alimentação do bebé deve ser o arroz, podendo ser adicionado ao leite materno ou ao leite de soja especial.

6 a 8 meses:

Nesta fase deve fazer-se a introdução dos vegetais. Estes devem ser consumidos com uma consistência pastosa (bem cozidos e reduzidos a puré). Batata, feijão verde, cenouras e ervilhas são boas escolhas. Após a inclusão dos vegetais na dieta diária, as frutas deverão ser o próximo alimento a incluir nas refeições diárias do bebé. Frutas em puré, como as bananas ou os pêssegos maduros, e sumos de fruta – por exemplo, sumo de maçã – são formas eficazes de apresentar ao bebé novos alimentos.

A partir dos oito meses:

Aos oito meses de idade, a maioria dos bebés já está pronta para incluir na sua alimentação bolachas, pão (e outros cereais secos) e alimentos proteicos, tais como o tofu (bem cozido e reduzido a puré), ou algumas leguminosas, como o feijão (bem cozido e reduzido a puré). A evolução de uma alimentação vegetariana cada vez mais variada e convencional, embora sempre com os devidos cuidados para que seja completa e equilibrada, deverá acontecer, a partir dos oito meses, exactamente como aconteceria se não fosse vegetariana – a única diferença que existe são os alimentos que os bebés comem, mas os processos de alimentação e crescimento são os mesmos.


segunda-feira, novembro 12, 2007

A minha filha tem 8 anos, gosta muito de animais e diz que não os quer comer. Não será muito nova para ser vegetariana?


As crianças e os adolescentes necessitam de uma alimentação muito nutritiva e energética. No entanto, o seu estômago ainda é bastante pequeno. Para ter a certeza de que a criança está a ingerir as quantidades de energia necessárias para um eficaz desenvolvimento e crescimento, poder-se-á seguir uma dieta polifraccionada, ou seja, que inclua várias refeições ao dia, com alimentos ricos em hidratos de carbono complexos, fibras, vitaminas e minerais, conjugando nos lanches da manhã e da tarde cereais e frutas.

Encorajar as crianças a mastigar bem os alimentos é uma forma simples de contribuir para uma melhor absorção e aproveitamento destes. Com base nos mais recentes estudos nesta área, pode-se afirmar que as crianças que têm uma dieta baseada em frutas, vegetais, cereais e legumes, entre outros produtos de origem vegetal, desenvolvem-se mais saudavelmente do que crianças que fazem uma alimentação omnívora.

Os bebés amamentados naturalmente, bem como os bebés alimentados a leite de soja especial, apresentam um desenvolvimento mais lento em comparação com bebés alimentados com fórmulas especiais à base de leite de vaca, o que sugere que existe uma proximidade entre a alimentação natural (leite materno) e a alimentação vegetariana (leite de soja), sendo esta a mais adequada ao ritmo natural de crescimento do bebé. Tal como acontece com os bebés, as crianças vegetarianas apresentam um desenvolvimento menos acelerado do que as crianças não vegetarianas porque não incluem na sua alimentação alimentos nutricionalmente enriquecidos de uma forma artificial (como é o caso dos alimentos animais). Esta diferença é evidente durante a infância, mas dissipa-se na adolescência e não tem consequências negativas para estas crianças e para o seu desenvolvimento posterior.


domingo, novembro 04, 2007

Memórias e Sabores



As mais precoces sensações de sabor experimentadas pelo seu bebé são determinantes para as suas preferências futuras em termos de produtos alimentares.

As mais precoces sensações de sabor experimentadas pelo seu bebé são determinantes para as suas preferências futuras em termos de produtos alimentares.

Investigadores destas áreas identificaram três períodos críticos no que diz respeito a esta forma de moldar, durante a primeira infância, os futuros hábitos alimentares.

O primeiro remonta ainda ao tempo em que o bebé ainda está no útero, mais concretamente, por volta dos dois últimos meses de gestação. Neste primeiro período, é evidente a existência de uma ligação entre as preferências alimentares da mãe em termos de sabores, e as que o bebé irá desenvolver na altura em que estiver a ser desmamado.

Os primeiros meses da amamentação também são importantes, uma vez que o leite materno contém sabores relacionados com a alimentação da mãe, o que leva a criança a experimentar novos sabores a cada mamada.

Neste sentido, garante a especialista Julie Mennella, investigadora do Monell Chemical Senses Center de Filadélfia, esta fase é igualmente determinante no processo das preferências alimentares, ainda no domínio da memória-sabor.

Finalmente, o momento em que a criança é desmamada, também é outro marco significativo no que diz respeito a preferências. Quando crescer, é sabido que o bebé nutrirá especial gosto pelos novos alimentos que agora começa a tomar o gosto. Por isso, os especialistas recomendam que se introduza na alimentação do bebé um produto de cada vez, separadamente e sem misturas, como por exemplo, puré de cenoura ou de bróculos.

É a forma mais segura de que ele venha a reconhecer, a partir dos sete meses de idade, os sabores e as texturas de cada um deles. Estudos evidenciam que não é boa ideia dar ao bebé alimentos misturados, como papas de carne com legumes, por exemplo.

Quando se habitua a sabores indiferenciados, mais tarde terá dificuldade em adaptar-se a novos sabores, sentirá aversão pela diversidade e será difícil de contentar.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Vegetarianismo na Gravidez

Mas eu estou grávida, será que posso ser vegetariana?


O embrião e o feto necessitam de energia para desenvolver-se no ventre da mãe. Esta energia é conseguida através do equilíbrio da alimentação materna. Muitas dúvidas persistem sobre a eficácia da alimentação vegetariana durante a gravidez – a suficiência de cálcio, proteínas, ácido fólico e de ferro na alimentação vegetariana de uma grávida suscita dúvidas frequentes neste estado tão delicado que é a gravidez.


É importante ter consciência da relação entre a condição nutricional da mulher grávida vegetariana e o desenvolvimento do feto, pois há muito tempo que se sabe que a subnutrição da mulher grávida afecta negativamente as reservas nutricionais no seu organismo, o que implica o subdesenvolvimento do feto. Durante a gravidez, todas as necessidades nutricionais aumentam. No entanto, em termos calóricos, uma grávida precisa apenas de mais 300 quilocalorias (Kcal) extra (em relação à sua dieta anterior ao estado de gravidez) para satisfazer as suas necessidades energéticas. Durante esta fase, é importante escolher alimentos nutritivos que forneçam boas quantidades de fibras, minerais, vitaminas e proteínas, mas que, simultaneamente, apresentem baixas quantidades de gorduras e açúcares. As dietas vegetarianas baseiam-se na selecção de alimentos com as características acima referidas, apresentando-se como uma opção saudável também para esta fase da vida da mulher. O facto de estar grávida vai exigir um grande esforço ao corpo da mulher; no entanto, uma dieta vegetariana variada e equilibrada em nada prejudica a saúde da mulher grávida ou do feto. A maioria das mulheres vegetarianas grávidas apresenta ganhos de massa corporal dentro dos padrões considerados normais. Também os seus bebés apresentam massas corporais semelhantes a bebés de mulheres com dietas omnívoras. No entanto, mulheres vegetarianas em período de gravidez devem estar atentas ao consumo de alguns nutrientes que são necessários em maiores quantidades nesta fase, nomeadamente:


Proteína

É necessária durante toda a gravidez, contribuindo para um rápido crescimento do feto e da placenta. Contudo, as suas necessidades diárias para uma grávida vegetariana serão apenas um pouco mais elevadas do que as de uma vegetariana não grávida, sendo, por isso, bastante fácil aumentar a quantidade consumida diariamente, através do aumento do consumo de produtos de origem vegetal fornecedores de proteína, como as leguminosas, o leite de soja, o tofu, o tempeh ou o seitan.


Ferro

As necessidades de ferro durante a gravidez aumentam bastante, não só devido ao aumento do volume sanguíneo materno, como também devido à formação do novo sangue do feto. Apesar de todos os processos fisiológicos que ocorrem e minimizam as perdas de ferro – como a inibição da menstruação e o aumento da absorção de ferro a nível intestinal –, as dietas vegetarianas para grávidas têm que ser bastante ricas neste nutriente. A escolha de alimentos como lentilhas, feijão, grão, legumes folhosos verdes e tofu, conjugados com boas fontes de vitamina C, como o sumo de laranja natural, levam a um aumento na biodisponibilidade do ferro, sendo, por isso, melhor absorvidos pelo organismo. Não são frequentes casos de anemia em mulheres vegetarianas grávidas, pois a alimentação que têm, geralmente, fornece a dose diária recomendada de ferro. Ainda assim, é aconselhável fazer análises referentes a possíveis deficiências de ferro, para ter a certeza de que está tudo bem.


Cálcio

O cálcio é necessário para a formação dos dentes e do tecido ósseo no feto. Ao contrário do que se pensava antigamente acerca da possibilidade de ocorrer perda de tecido ósseo materno a favor da formação do feto, algumas pesquisas vieram a demonstrar que, durante a gravidez, a absorção do cálcio está aumentada, minimizando possíveis carências. Sabe-se que, desde que a dose diária de cálcio antes da gravidez tenha sido ingerida de forma a contribuir para uma adequada densidade óssea, não haverá necessidade de aumentar as doses de cálcio durante a gravidez. No entanto, grávidas cuja alimentação não forneça as quantidades mínimas de cálcio, vegetarianas ou não, devem aumentar o consumo de alimentos fontes de cálcio, tais como os produtos à base de soja, sumos de fruta enriquecidos, cereais, vegetais folhosos verdes e tofu.


Vitamina D

A vitamina D desempenha um papel importante na manutenção do cálcio absorvido pelo organismo materno. A quantidade de alimentos fontes de vitamina D que é necessário consumir depende da exposição à luz solar da mulher grávida, pois pode ser sintetizada através da exposição da pele ao sol. No entanto, a escolha de produtos alimentares como cereais de pequeno almoço e leite de soja enriquecido serão suficientes.


Ácido Fólico

Uma deficiência de ácido fólico pode impedir uma adequada formação do tubo neural, resultando em problemas no desenvolvimento do sistema nervoso ou do canal neural, sendo comum a existência de complicações como a spina bifida (espinha bífida). Tendo em conta que o tubo neural apresenta um desenvolvimento completo muito antes da maioria das mulheres se aperceberem de que estão grávidas, o ideal será que todas as mulheres em idade fértil consumam boas quantidades de alimentos ricos nesta vitamina. Alimentos como vegetais folhosos verdes são boas fontes de ácido fólico. De forma geral, as dietas vegetarianas são muito mais ricas neste nutriente do que as dietas não-vegetarianas; logo, grávidas vegetarianas conseguem facilmente obter a dose mínima diária de ácido fólico.


Vitamina B12

A vitamina B12 é necessária durante a gravidez para controlar a divisão celular e para uma eficaz síntese proteica. Pensa-se que as reservas de vitamina B12 maternas não estão acessíveis ao feto. Assim, a grávida terá que se assegurar de que as suas doses diárias desta vitamina estão a ser ingeridas. Para as mulheres vegetarianas, a escolha de alimentos enriquecidos com B12, como cereais de pequeno-almoço e alguns produtos à base de soja, são uma boa opção.


Zinco

As necessidades diárias de zinco aumentam para o dobro durante a gravidez. A deficiência de zinco tem vindo a ser relacionada com problemas graves durante o parto. A maior parte das mulheres, vegetarianas ou não, não consome as quantidades mínimas recomendadas de zinco por dia. Vários estudos apontam para a semelhança entre a quantidade de zinco obtida através da alimentação vegetariana e a alimentação omnívora, sendo ambas ineficientes em relação ao zinco. Tendo em conta que o zinco é um nutriente importante para o crescimento e desenvolvimento, as mulheres grávidas devem incluir na sua alimentação diária uma maior quantidade e maior variedade de alimentos ricos neste nutriente. Legumes em geral, frutos oleoginosos e leguminosas são exceentes fontes de zinco.



Fonte: Seja Vegetariano

segunda-feira, outubro 08, 2007

Intolerância à lactose


É frequente ouvir-se falar de intolerância ao leite de vaca, das alergias que ele provoca ou da sensibilidade que algumas crianças têm a este alimento. No entanto, é necessário conhecer o que cada uma destas anomalias significa.


O que é a intolerância à lactose?
A intolerância à lactose é uma consequência da incapacidade do organismo para digerir a lactose.
Esta incapacidade resulta da ausência de uma enzima intestinal chamada lactase, que é a responsável pela decomposição do açúcar do leite. Quando esta decomposição não é realizada pela enzima lactase, o açúcar passa para o intestino grosso.

O que causa a intolerância?
A intolerância à lactose pode classificar-se em três tipos distintos:
- A deficiência congénita da enzima, ou seja, a criança nasce sem a capacidade para produzir lactase o que implica ser alimentada, desde o início com leites de fórmula, já que o leite materno tem lactose.
- A deficiência primária é a causa mais comum de intolerância à lactose. Esta deficiência deve-se ao facto de haver uma tendência natural para a diminuição da produção da enzima lactase.
- A diminuição secundária da enzima por doença, acontece quando a criança tem, por exemplo, diarreia.
Nestes casos, frequentes no primeiro ano de vida, a intolerância passa quando a flora intestinal é reposta.
Sempre que há uma falha na decomposição da lactose, o intestino delgado deixa passar uma grande quantidade deste açúcar, que será decomposto pelas bactérias do intestino grosso. Esta decomposição aumenta a retenção de água no intestino causando gases, dores abdominais e diarreia.

Os principais sintomas da intolerância
Os sintomas da intolerância à lactose são sempre dependentes da quantidade de lactose que foi ingerida e pela tolerância que possa haver no organismo.
Se a criança é totalmente intolerante à lactose devido a deficiência congénita, os sintomas serão muito mais desconfortáveis do que para uma criança que sofreu uma diminuição secundária da enzima devido a um quadro de diarreia. Ainda assim, podem-se enumerar como principais sinais da intolerância à lactose,
os seguintes sintomas:
.Náuseas
.Diarreia
.Dores abdominais/cólicas
.Desconforto
.Flatulência excessiva
.Aumento do volume abdominal

Como é feito o diagnóstico?
Para que o médico diagnostique a intolerância à lactose, realiza um de três exames:
- Nas crianças, realiza um exame à acidez das fezes. Este exame detecta os ácidos que a má digestão da lactose produziu.
- Exame de intolerância- Após fornecer lactose pura ao paciente, medem-se – durante algumas horas – os níveis de glicose existente no sangue. Se a pessoa é tolerante, os níveis de glicose aumentam, mas se não for tolerante à lactose, os níveis não aumentam significativamente. Este exame não é, habitualmente, realizado em crianças pequenas.
- Monitorização da quantidade de hidrogénio- A fermentação da lactose pelas bactérias do intestino grosso liberta hidrogénio que se mistura com o sangue e chega aos pulmões através da corrente sanguínea.
Assim, quando se realiza o teste, a existência de hidrogénio no ar exalado, é sinal de que houve uma má decomposição da lactose. Este teste também é pouco utilizado em crianças pequenas.
Como se trata a intolerância?
Não existe uma cura definitiva para a intolerância à lactose. O que os médicos costumam aconselhar é a alteração da dieta alimentar do doente e a substituição dos produtos derivados e preparados com leite, por outros que não tenham lactose na sua composição.


Alimentos permitidos
·Carne em geral
.Leguminosas
.Leites de soja, leites sem lactose
.Margarina e geleias
.Arroz e cereais
.Pão e bolachas que não tenham leite na sua composição
Alimentos proibidos
.Leite de vaca e seus derivados (manteiga, queijo, etc.)
.Alimentos preparados à base de leite (pudins, bolos, etc.)
.Pão e bolachas que tenham leite na sua composição
Curiosamente, existe um produto derivado do leite que os intolerantes à lactose podem, em concordância com o médico que os acompanha, comer: os iogurtes cuja composição tem lactobacilos, geralmente não causam os sintomas da intolerância. Mas mais uma vez recordamos que, antes de os oferecer ao seu filho, deve conversar com o pediatra e pedir a sua opinião.
As opções do mercado
Existem algumas alternativas ao leite (com lactose) no mercado, como os leites de soja, os leites de vaca sem lactose. Com eles, o seu filho pode continuar a receber os aportes necessários de cálcio e outros nutrientes em que o leite é rico, sem correr o risco de sofrer de algum transtorno causado pela lactose.
A escolha é sua e se tem dúvidas não hesite em conversar com o pediatra do seu filho. Ele certamente irá dar-lhe as melhores indicações acerca da forma como ultrapassar este transtorno.



In sapo bebé

domingo, março 25, 2007

Vitaminas e Minerias

Também é da alimentação da mãe que depende o tamanho e a qualidade da placenta e a saúde do futuro bebé. Por isso, se está grávida ou quer engravidar, consulte o médico e, entre outras dúvidas e exames, informe-se acerca dos suplementos que deve começar a tomar. Antes da gravidez e até ao fim da amamentação.

Uma mulher grávida deve comer por dois? Não! Uma mulher que deseje engravidar ou que já está grávida deve, isso sim, comer para dois e isto significa tão-só que deve fornecer ao organismo todos os nutrientes de que necessita para si e para o desenvolvimento saudável do feto. Um princípio que, traduzido em calorias, quer dizer que, «durante a gravidez, a maioria das mulheres deverá adicionar entre 250 e 300 calorias à sua dieta diária». Este fornecimento calórico, suficiente para nutrir o feto em desenvolvimento, deve provir sobretudo de proteínas, embora a dieta deva ser equilibrada e incluir fruta fesca, cerais e verduras.
Se hoje é consensual que o regime alimentar da mulher, antes e durante a gravidez, influencia o tamanho e a qualidade da placenta e a saúde do futuro bebé, também se sabe que as necessidades de certos nutrientes são maiores durante a gestação. Acresce que a maioria das dietas que fazemos actualmente são deficientes em vitaminas e minerias. «Esta situação assume uma importância particular nas mulheres grávidas porque os bebés alimentam-se das suas mães», advertiu recentemente Louis Gerald Keith, professor de Obstrtrícia e Ginecologia durante um colóquio sobre A Mulher, a Gravidez e a Menopausa.
É por essas razões que as grávidas tomam suplementos de vitaminas e minerias. Para o professor da Escola Médica da Northwestern university, em Chicago, «a ingestão de alguns elementos essenciais, como o ácido fólico, magnésio, ferro, cobre, zinco e iodo, entre outros, tornam a gravidez mais segura porque permitem um desenvolvimento mais saudável e harmonioso do feto». Os obstretas recomendam a toma regular de um suplemento minerovitamínico preferencialmente desde o momento em que a mulher começa a planear a gravidez até ao final da amamentação. Conheça alguns nutrientes fundamentais cujo consumo deve ser reforçado por quem pensa engravidar ou já está à espera de um filho.
Ácido Fólico
O ácido fólico, ou folacina, é uma das vitaminas do chamado complexo B. Essencial para a divisão celular, formação de ADN (o material genético de todas as células), para a síntese de proteínas e produção de glóbulos vermelhos. A toma regular de ácido fólico, três meses antes de gravidez e durante toda a gestaçõa (mas principalmente nas primeiras 12 semanas), reduz o risco de o bebé vir a nascer com malformaçãoes congénitas do sistema nervoso, por exemplo a chamada espinha bífida. Por isso, além de aumentar a ingestão de alimentos ricos em ácido fólico (espinafres, bróculos, couves-de-bruxelas, frutos secos e leguminosas), os médicos costumam prescrever suplementos desta vitamina às mulheres que querem engravidar dentro de pouco tempo e a todas as gestantes.
Ferro
A mulher grávida produz mais sangue para alimentar a placenta e o feto, pelo que o ferro é um mineral essencial para que possa produzir mais glóbulos vermelhos. A sua carência pode originar anemias.
Para garantir im correcto fornecimento deste mineral, as grávidas devem ingerir carne, peixe, ovos, legumes verdes e fruta seca regularmente. Embora as chamadas miudezas, por exemplo o fígado, sejam ricas e, ferro, a ingestão destes alimentos é desaconselhada durante a gravidez porque têm um elevado tear de vitamina A que, em excesso, é prejudicial ao feto (por ser lipossolúvel, o excesso de vitamina A acumula-se no organismo, logo, a ingestão de noveis elevados desta vitamina exige apenas que se comam frutos e legumes, tais como a cenoura, pimentos, tomate, espinafres, alperces, ricos em betacarotenos, que o organismo transformará em vitamina A à medida que precisa). As mulheres que iniciam a gravidez com poucas reservas de ferro ou que ficam anémicas podem precisar de fazer suplemento deste mineral. Mas sempre de acordo com indicação médica, pois as ingestões elevadas podem provocar prisão de ventre ou compremeter a absorção do zinco (os doias minerias competem entre si).
Cálcio
A absorção de cálcio aumenta durante a grávidez mas basta uma ingestão diária de leite e derivados (iogurtes, queijo) em quantidades razoáveis para assegurar o fornecimento necessário ao organismo. O cálcio é muito importante para a formação correcta dos ossos e dos dentes do bebé e também é fundamental para preservar os dentes e ossos da mulher grávida. E se é verdade que o organismo vai buscar o cálcio de que precisa para o desenvolvimento do feto às reservas da mãe, também é verdade que mais tarde este acaba por ser reposto.
Lembre-se de que para o cálcio ser absorvido é necessária a vitamina D, que se encontra nos peixes gordos, nos ovos e numa variedade de alimentos enriquecidos, desde o leite aos cerais de pequeno-almoço.
Zinco
Por fim, o zinco, que também é fundamental para o crescimento do feto e para o desenvolvimento do seu sistema imunitário, pelo que deve ser assegurado pela alimentação da mulher grávida (encontra-se em carnes magras, cereais integrais, queijo e frutos secos). Em regra, as grávidas não tomam suplementos de zinco.
Agora tome nota: nunca deverá tomar vitaminas ou minerias sem antes falar com o seu médico. É que, se a carência de certos nutrientes pode prejudiciar a saúde do feto, o excesso também pode ser perigoso para o seu bebé.

Retirado da Revista Noticias Magazine#774

domingo, fevereiro 11, 2007

Saúde e Alimentação na Gravidez:

PRINCIPAIS ERROS ALIMENTARES NA GRAVIDEZ

Uma alimentação correcta e equilibrada é um dos factores mais relevantes para o desenrolar de uma gravidez saudável. Certos erros alimentares cometidos sistematicamente desencadeiam alterações perniciosas e graves na saúde do seu bebé.

Eliminar o pequeno-almoço

Saltar o pequeno-almoço é um hábito péssimo e perigoso. Ao fazê-lo está a expor o seu bebé, que necessita de um fornecimento contínuo de energia, a um período de jejum extremamente prolongado de cerca de 16 a 18 horas. Coma bem ao pequeno-almoço assegurando:

  • Água
  • Leite e derivados: fornecem proteínas de elevada qualidade biológica (ricas em aminoácidos essenciais) minerais (Cálcio, Fósforo, Magnésio,etc.) e vitaminas
  • Cereais: para que obtenha energia e fibras
  • Fruta: que concede vitaminas.

Fazer dieta

A gravidez não é a ocasião adequada para encetar um regime restritivo, a não ser que este seja, por razões concretas, recomendado pelo médico. As dietas poderão provocar insuficiências nas necessidades calóricas e/ou em nutrientes específicos de que poderão resultar graves consequências para o seu bebé, como aborto espontâneo ou morte neonatal.

Não respeitar as recomendações do seu médico

As regras na alimentação estabelecidas na gravidez pretendem cumprir propósitos muito concretos no que diz respeito quer à satisfação das necessidades qualitativas e quantitativas da grávida quer à manutenção do seu peso. O não cumprimento daquelas poderá provocar consequências muito graves para a manutenção da saúde do bebé.

Comer por dois

O objectivo não é este. Há 50 anos ainda se afirmava que a mãe deveria comer bastante, o que se traduzia em aumentos de peso da ordem dos 20-25 Kg, ocasionando importantes perturbações na saúde materna e infantil. Esta frase para si não deve senão traduzir a responsabilidade de fornecer ao seu bebé alimentos variados em quantidades apropriadas. Quantitativamente, veja em Tabela de Evolução do Peso da Grávida o peso que poderá ganhar.

Incluir o álcool

O álcool é uma substância calórica e sem interesse nutritivo que pode causar lesões graves ao feto. Não deverá estar presente.

Exagerar no sal

É necessária apenas uma pequena quantidade de não mais que 5g no final da gravidez. Não necessitará de aumentar porque este está presente na alimentação. Evite alimentos salgados, águas mineralizadas e seja suave no tempero.O excesso de sal pode ocasionar retenção de água e, por vezes, edemas. Parece favorecer a HTA (hipertensão arterial) se existe predisposição.

Copiar as necessidades da sua amiga grávida

As recomendações calóricas e nutricionais são susceptíveis de se adequar às necessidades da maioria das gestantes, mas não podem ser interpretadas como iguais para todas. De facto as necessidades de cada pessoa variam com numerosos factores: peso, idade, actividade, etc.. Assim, deverá consultar o seu médico obstetra.

Consumir alimentos com açúcares simples

Açúcar refinado, mel, adoçantes artificiais, doces em geral (biscoitos, bolachas, gelados) e chocolates, fruta de conserva, condimentos que contenham açúcar (maionese, molhos, etc.) deverão ser eliminados porque aumentam a circulação de açúcar e de insulina o que provoca o seu armazenamento sob a forma de gordura. Não proporcionam fornecimento contínuo de energia.

Eliminar líquidos

Tendo em consideração o aumento do volume sanguíneo e dos fluidos, é importante que garanta líquidos, principalmente água ou sumos naturais de fruta. Adeque a sua ingestão de sal.

Abusar de certos alimentos

Para além do álcool o café e o chá (em grandes quantidades), produtos de charcutaria e enchidos, alimentos fumados, comidas muito condimentadas, frituras e guisados também não devem ser consumidos durante a gestação e amamentação. Evite também as gorduras de origem animal, excepto manteiga (dada a sua riqueza vitamínica). Não cozinhe com óleos de tempero.

Descuidar certos comportamentos

Confeccionar bem ao alimentos – carne não cozinhada pode ter toxoplasmose. Atenção à confecção de alimentos no microondas pois não elimina os micróbios como faz a cozinha tradicional.

Descuidar o peso

Não o deve fazer. As alterações significativas do peso terão repercussões nefastas e graves para a saúde do seu bebé.

Retirado daqui!

domingo, maio 14, 2006

Os riscos da toxoplasmose

Alimentos contaminados ou o contato com animais infectados, principalmente gatos, são os vilões: transmitem a toxoplasmose. E este parasita - toxoplasma gondii – é um inimigo das gestantes, já que é capaz de provocar aborto e parto prematuro. Pode também atravessar a placenta e se alojar nos tecidos do feto, causando malformações e danos no sistema nervoso central. É preciso, portanto, prevenir-se e ficar atenta para descobri-lo a tempo.


O que transmite a doença?

  • carnes cruas ou mal cozidas, provenientes de animais infectados;
  • água ou alimentos contaminados pelos cistos do parasita (quando o animal contaminado evacua ele elimina esses cistos, infectando a terra, os alimentos e outros animais);
  • contato das mãos com material contaminado (areia utilizada pelo gato ou a própria carne crua, por exemplo), se depois ela é levada à boca, antes de ser lavada
  • transmissão da mãe para o feto.


O que você deve fazer

  • quando mexer com terra ou areia, lembre-se sempre de usar luvas;
  • evite comer carnes cruas ou mal cozidas;
  • lave cuidadosamente os utensílios domésticos, frutas, legumes e verduras;
  • jamais toque nos alimentos antes de lavar as mãos.

E mais:


Evite estar em contato com gatos durante a gravidez. Quando não for possível, depois, lave bem as mãos com água e sabão. Importante: se você tiver um bichinho destes em casa, não toque na areia em que ele faz xixi. Peça para outra pessoa fazer isso por você.

Há laboratórios específicos para animais que realizam testes cuja finalidade é avaliar a contaminação do bicho pelo parasita. Se quiser ficar mais tranqüila, procure um deles.


De olho nos sintomas

São parecidos com os de um resfriado forte: febre, mal-estar, coriza, dor de cabeça e nos músculos. Além disso, surgem alguns gânglios (ínguas). Na dúvida, procure imediatamente seu obstetra. Pode não ser nada grave. No entanto, é mais seguro verificar. Na maioria das vezes, a pessoa infectada pode não apresentar sintoma algum. É por isto, para ter segurança, que logo no início da gestação, o obstetra pede um exame de sangue.

Importante: a toxoplasmose é perigosa para mães que foram contaminadas pelo parasita, pela primeira vez, durante a gestação. Quem já teve a doença anteriormente adquiriu imunidade e seu bebê não corre risco.

Como não existe vacina, antes de engravidar, é aconselhável fazer os exames IGG (detecta a imunidade ao parasita) e IGM (marca a infeção aguda pelo parasita);

Quanto mais cedo for descoberta, melhor. Seu médico indicará medicamentos adequados para tratar a toxoplasmose, diminuindo as chances de transmissão para o feto. Mas nunca tome estes remédios por conta própria, sem consultá-lo.

Por Lilian Luz

Consultoria: Dr. Carlos Dale, ginecologista e obstetra

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Tomar muito café na gravidez aumenta risco para o bebê

Beber muito café durante a gravidez aumenta o risco de o bebê nascer morto, de acordo com pesquisadores na Dinamarca.

Cientistas descobrirarm que mulheres grávidas que bebem oito xícaras de café ou mais por dia correm um risco duas vezes maior de gerar um natimorto do que as mulheres que não bebem café.

Os pesquisadores estudaram 18.478 mulheres grávidas que deram à luz no Hospital Universitário Aarhus entre 1989 e 1996.

As mulheres completaram dois questionários, com informações como histórico médico, hábitos em relação a consumo de cigarros, álcool e café.

Fumo e álcool

Comparadas com mulheres que nunca bebiam café, grávidas que tomavam de quatro a sete xícaras por dia aumentavam o risco para o feto em 80%, enquanto as que bebiam oito xícaras ou mais aumentavam o risco de o filho nascer morto em 300%.

Entretanto, não foi estabelecida uma associação entre o consumo de café e a morte no primeiro ano de vida.

Os pesquisadores admitiram que uma mulher que toma muito café tem mais probabilidade de fumar e beber álcool.

Mas mesmo quando esses fatores são levados em consideração, o consumo de café ainda parece aumentar o risco de o bebê nascer morto.

A razão pela qual o café parece aumentar o risco para o bebê ainda não está clara.

Entretanto, acredita-se que a cafeína pode causar um estreitamento dos vasos sanguíneos que alimentam a placenta, fazendo com que haja um suprimento reduzido de oxigênio para o feto em desenvolvimento.

Uma outra hipótese é que a cafeína pode ter um efeito danoso diretamente sobre o coração em desenvolvimento do feto.

"É uma tarefa muito difícil aconselhar mulheres grávidas ou que estão planejando ficar grávidas", disse a chefe da equipe de pesquisadores, Kirsten Wisborg, do Hospital Universitário Aarhus.

"Mas, baseado no nosso conhecimento, parece racional pelo menos reduzir a ingestão de café durante a gravidez a menos de cinco xícaras por dia", acrescentou.

Roger Cook, da Associação Britânica do Café, disse que mulheres grávidas não devem ficar alarmadas por esses resultados e devem continuar a apreciar o café com moderação.

"Os resultados desse estudo não alteram o conselho dado a mulheres grávidas sobre consumo de cafeína na gravidez pela Agência de Padrões de Alimentos, que estabelece que 300mg de cafeína, o equivalente a quatro xícaras por dia, é perfeitamente seguro e não tem efeitos danosos sobre a mãe ou o feto", disse ele.

A pesquisa foi publicada no British Medical Journal.

Informação retirada do site BBC

terça-feira, janeiro 04, 2005

Os perigos da cafeína


A partir do momento em que decidir aumentar família deverá ter a preocupação de reduzir o consumo de cafeína. Embora moderação seja mesmo a palavra-chave, os médicos elogiam a grávida que opta por riscar a cafeína dos seus hábitos diários.


Os efeitos da cafeína no organismo

A maioria das pesquisas até agora realizadas indicam que quantidades moderadas de cafeína não constituem por si só um perigo para a mãe e/ou para o bebé. No entanto, mais de 400 miligramas de cafeína por dia pode ser prejudicial à grávida e ao feto. Porquê?


Porque a cafeína é um estimulante, ou seja, leva ao aumento do ritmo cardíaco e do metabolismo da mulher, o que pode constituir, segundo determinados estudos, um factor de stress para o bebé.

Porque também é um diurético, pois provoca a perda de água e outros fluídos e cálcio, essenciais para uma gravidez saudável. São estes líquidos que permitem a produção do leite materno.

Porque dificulta a absorção do ferro pelo organismo e caso a cafeína seja consumida uma hora depois da refeição, essa capacidade sofre uma quebra de 40 por cento.

Porque o feto absorve a cafeína, expelindo-a mais lentamente que o adulto, pelo que os recém-nascidos podem apresentar sintomas de privação (dores de cabeça, irritabilidade e letargia).

Estudos recentes defendem que o consumo excessivo de cafeína pode aumentar as possibilidades de aborto e anomalias no feto. Existe uma teoria que diz que a cafeína afecta a ovulação ao causar alterações nos níveis hormonais, dificultando a concepção.

O excesso de cafeína pode causar, igualmente, tremores, suores, palpitações, respiração acelerada e falta de sono, além de induzir crises de enxaqueca.


Produtos que contêm cafeína

Quantidades de cafeína de alguns alimentos
O café é a fonte de cafeína mais conhecida, mas o chá, os chocolates, as colas e certos medicamentos para tratamento de constipações, alergias e alívio de dores também a contêm.




Retirado do Site Clix - Canal Bebés