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terça-feira, fevereiro 24, 2009

Pais pouco alertados para gastroenterites nos bebés


Mais de 66.500 infecções anuais por rotavírus originam cerca de dois mil internamentos

Apesar de os médicos apontarem a gastroenterite por rotavírus como a infecção com mais probabilidade de afectar uma criança até aos cinco anos, quase 40% dos pais desconhece a doença. Ora esta atinge mais de 66 mil crianças por ano.

Extremamente frequente e contagioso, o rotavírus está na origem da maioria das gastroenterites em crianças. Segundo contas da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP, que criou um site - rotavirus - específico sobre a doença), obriga a cerca de 16.500 consultas e mais de dois mil internamentos anuais. Mas não tem tratamento específico.

Ora, apesar deste quadro, quase 40% dos pais "não conhecem ou nunca ouviram falar do rotavírus". A conclusão é de um estudo encomendado pelo laboratório que produz a vacina de protecção contra esse vírus.

Para lá dos resultados em torno desta forma de prevenção - que o Ministério da Saúde e a Direcção-Geral da Saúde (DGS) recusaram recentemente integrar no Plano Nacional de Vacinação -, o trabalho vale essencialmente como chamada de atenção para uma infecção muito prevalente: raras serão as crianças que não têm uma gastroenterite por rotavírus até aos 3 anos, quando não várias. E a primeira acontece geralmente entre os seis meses e os dois anos, idades em que se manifesta com maior gravidade, obrigando ao internamento.

Ainda assim - e porventura por força da polémica em torno da vacinação - a percepção dos pais melhorou entre 2007 e 2008. Há dois anos, só 37% conheciam o rotavírus. No ano passado, já eram 59%. No entanto, só 11% manifestaram preocupação com a infecção (menos ainda do que em 2007), preferindo eleger a mais fatal meningite como a mais inquietante. Consequentemente, só 50% dos pais sabe da existência de uma vacina.

Ora, esta é, para os 102 pediatras inquiridos, a prevenção eleita contra o rotavírus (91%, logo seguida da lavagem frequente das mãos, 47%). Recomendada por especialistas europeus para todas as crianças, custa 160 euros, mas a DGS recusou a vacinação universal "devido ao pequeno peso/carga" da doença no país.

A SPP fala, contudo, em 66.500 infecções anuais. E os pediatras designam a gastroenterite por rotavírus como a doença com maior probabilidade de afectar crianças (85%), embora seja a quinta na ordem das mais preocupantes.

domingo, janeiro 04, 2009

Tosses e Ranhos


Estamos em plena época de ranhos, tosses, espirros, dores de garganta. As crianças são as mais afectadas. Deixamos-lhe um manual prático, para saber como lidar com as infecções respiratórias do seu filho.

Há estudos que indicam que, nas cidades, uma criança com menos de dois anos tem oito a nove infecções respiratórias por ano. Calcula-se que estas situações sejam responsáveis por cerca de 40 por cento das consultas de pediatria. A poluição, a frequência de creches, em que as crianças permanecem fechadas dias inteiros sem que as salas sejam arejadas, são alguns factores que fazem aumentar a incidência de viroses e infecções bacterianas na árvores respiratória dos mais pequenos.

Se há situações em que é imprescindível contactar o médico, na maior parte dos casos os pais podem controlar os sintomas em casa, sem recorrer a ajuda especializada.


O que fazer perante os seguintes sintomas:

Febre
A febre é um mecanismo natural do organismo para combater um «ataque» de vírus ou bactérias. Se a baixarmos assim que começa a subir estamos a desperdiçar um aliado no combate à doença. Por isso, deve baixar a febre apenas quando chegar aos 39º ou antes se criança estiver prostrada.
Para baixar a febre, use paracetamol e siga as indicações de posologia da embalagem. Nunca exceda as doses, pois pode dar origem a intoxicações hepáticas. Nenhum medicamento é inócuo.

Ranho
Assoar a criança frequentemente e limpar o nariz com soro fisiológico ou com um spray de água do mar, para fluidificar as secreções. Medidas que devem fazer parte, de resto, da higiene diária (excepto o spray de água do mar que não deve usar-se por rotina, mas apenas em situações pontuais de obstrução)

Tosse
Tal como a febre, a tosse também é uma forma de o organismo se defender, ou seja, está a expulsar secreções que, de outra forma, podem tornar-se prejudiciais. Por isso, nunca deve administrar xaropes para a tosse sem indicação médica. Se o fizer pode estar a agravar o problema.
Para ajudar a tosse, o melhor é fluifidicar as secreções, através de aerossois só com soro, se tiver o aparelho, ou simplesmente fazendo «vapores quentes» na casa de banho. Atenção: a aerossolterapia não deve ser usada de forma rotineira, sempre que a criança tosse. Fale com o médico sobre quando deve usar, até porque casos de alergias em que não é recomendável esta prática.
Mas a tosse também pode ser provocada por alergias - a tosse seca e irritativa, sem secreções. Neste caso, só o médico pode avaliar quais as melhores medidas a tomar.

Para prevenir:
  • Ensine desde cedo o seu filho a assoar-se e a não fungar. Este deve ser um hábito regular, mesmo que não esteja doente. Crianças muito pequenas podem e devem aprender a expelir as secreções nasais.

  • Não deixe o seu filho fechado dentro de portas dias inteiros só porque está frio. Crianças saudáveis podem e devem apanhar ar e brincar na rua, desde que bem agasalhadas.

  • Areje a casa.

  • Dispense alcatifas e não tenha o quarto cheio de peluches e almofadas.

Os antibióticos

Os antibióticos não são medicamentos milagrosos para todas as infecções respiratórias e só devem usar-se se for realmente necessário. Tomar antibióticos em excesso faz aumentar as resistências das bactérias.
A maior parte das infecções respiratórias são de origem viral. Podem evoluir para uma infecção bacteriana, mas à partida devem ser tratadas como infecções virais que são.


Situações em que deve contactar o médico ou ligar para o Saúde 24 (808 24 24 24) :
  • febre há mais de três dias
  • febre muito alta e constante
  • falta de ar
  • prostração
  • respiração em esforço
  • tosse muito intensa
  • se o seu filho tem menos de 6 meses, mesmo que os sintomas pareçam ligeiros

Fonte: IOL Mãe

sexta-feira, setembro 28, 2007

Convulsões Febris


Como já passei por esta situação com a minha filha mais velha, achei importante publicar estas informações, para que se alguma vez tenham que passar por uma situação destas com os vossos filhos saibam o que fazer e o que quer efectivamente dizer convulsões febris, sem alarmismos e agirem com a calma possivel numa situação destas.




O que são?
"As convulsões febris são convulsões que aparecem nos primeiros anos de vida – entre os 6 meses e os 6 anos – na presença de uma doença febril geralmente benigna e sem que haja uma lesão neurológica causal."

Quem afectam?
"As convulsões febris afectam 3 a 5% das crianças com maior frequência no sexo masculino, existindo uma predisposição familiar para o seu aparecimento.
A probabilidade de ocorrência deste tipo de convulsões é maior nos 3 primeiros anos de vida, diminuindo progressivamente até por volta do 6 anos."

Como se manifestam?
"As convulsões febris surgem habitualmente no início de uma doença febril coincidindo o seu aparecimento com a subida da temperatura, o que faz com que sejam muitas vezes o primeiro sinal de uma infecção na criança.
A criança pode parecer estranha por momentos, depois o seu corpo fica rígido, com movimentos involuntários e descoordenados da cabeça e membros, podendo ainda revirar os olhos, espumar pela boca e ficar com cianose (tom azulado da pele), particularmente à volta da boca.
As convulsões febris são habitualmente de curta duração – 1 a 2 minutos – mas podem durar até 15 minutos e, excepcionalmente, mais do que isso.
Durante esse período a criança não está consciente mas a sua recuperação é rápida após o fim da convulsão, embora possa haver um período de sonolência depois da crise."

O que fazer perante uma convulsão febril?
"As atitudes a tomar durante uma convulsão febril visam principalmente proteger a criança de qualquer traumatismo acidental.
Assim, deve deitar-se a criança no chão ou outra superfície plana, afastada de objectos duros ou aguçados que a possam magoar, colocar a cabeça de lado de forma a que a saliva escorra da boca sem que se engasgue, e libertá-la de roupa em excesso para facilitar o seu arrefecimento.
Não se deve introduzir nada na boca da criança, nem tentar agarrar-lhe a língua ou impedir os movimentos involuntários característicos das convulsões.
Logo que possível deve avaliar-se a febre e administrar-se um medicamento adequado para a baixar (por exemplo , um supositório de Paracetamol).
Após a convulsão convém contactar o médico assistente para que avalie e trate a causa da febre, já que a convulsão febril em si não necessita de tratamento."

Que consequências tem uma convulsão febril para a criança?
"As convulsões febris não são perigosas para a criança, se excluirmos o risco de traumatismo acidental por bater em qualquer objecto próximo.
Elas não causam lesões cerebrais ou neurológicas, atraso mental ou outros problemas a longo prazo.
O facto de uma criança ter convulsões febris não condiciona o aparecimento posterior de Epilepsia.
A Epilepsia é uma doença neurológica que se caracteriza por convulsões múltiplas e recorrentes, que não são causadas pela febre.
O risco de sofrer de Epilepsia é apenas ligeiramente superior nas crianças que tiveram convulsões febris, particularmente nas que tiveram mais que cinco episódios ou convulsões com uma duração superior a 15 minutos (convulsões febris complicadas)."

Qual a probabilidade de recorrência das convulsões febris?
A probabilidade de ocorrência de uma segunda convulsão está relacionada com a idade de aparecimento da primeira. Quando a primeira convulsão surge antes dos 12 meses de idade há 50% de possibilidades de ocorrer uma segunda convulsão.
Já as crianças que tiveram a primeira convulsão a partir do segundo ano de vida têm apenas 30% de hipótese de vir a ter outra.
Embora as convulsões febris possam repetir-se em diferentes episódios febris, é muito raro que surjam de novo durante o mesmo episódio."

Que exames deve fazer uma criança que teve uma convulsão febril?"
Após uma convulsão febril a criança deve ser observada pelo médico para que este procure identificar a causa da febre.
O diagnóstico da convulsão febril é clínico e não necessita de exames complementares, tais como EEG, TAC ou Ressonância Magnética para a sua confirmação.
Na maioria dos casos não será necessário fazer nenhum exame, a não ser excepcionalmente para confirmar a causa da febre.
Perante uma primeira convulsão febril, particularmente durante o primeiro ano de vida, poderá ser necessário fazer uma punção lombar para excluir a hipótese de uma meningite."

Como se trata uma convulsão febril?
"As convulsões febris não necessitam de tratamento específico, com excepção dos casos raros de convulsões mais prolongadas que poderão beneficiar do uso de um anticonvulsivante prescrito pelo médico.
Para além do controlo da temperatura, a observação da criança permitirá decidir se é necessário administrar medicamentos que tratem a doença que causou a febre."

Como se previnem as convulsões febris?
"Na maioria das situações não há indicação para instituir um tratamento preventivo para as convulsões febris, já que o benefício da medicação não seria superior aos seus riscos. Excepcionalmente, esse tratamento poderá ser necessário, quando se trata de convulsões febris frequentes ou complicadas (com duração superior a 15 minutos).A prevenção das convulsões deve basear-se no controlo cuidadoso da febre, mantendo a criança doente com roupa ligeira e em ambiente pouco aquecido, administrando precocemente medicamentos antipiréticos (que baixam a temperatura) quando tem febre.
As pessoas que cuidam da criança, em casa ou no infantário, devem estar informadas da possibilidade de ocorrência de uma convulsão se a criança tiver febre, conhecer a forma adequada de vigiar e controlar a temperatura, bem como as atitudes correctas a adoptar perante uma convulsão."




In médico assistente