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quarta-feira, agosto 01, 2007

Magras têm menos chances de engravidar, diz estudo

Consumo de gordura pode beneficiar fertilidade


Mulheres muito magras têm menos chances de engravidar, alerta um estudo americano intitulado Fertilidade Feminina e a Conexão com a Gordura.

Segundo a autora do estudo, a professora Rose Frisch, da Universidade de Harvard, mesmo mulheres que estão ligeiramente abaixo do peso estão sujeitas a ter sua fertilidade reduzida.

“Existe uma linha muito tênue, na qual perder apenas 3 libras (pouco mais de 1kg) pode levar uma mulher de dimensões relativamente normais à infertilidade, sem nenhum sinal de que isso aconteceu”, afirma Frisch.

De acordo com a professora, uma determinada quantidade de gordura é necessária para manter o sistema reprodutivo saudável. Ela diz que se o organismo feminino não receber a quantidade suficiente de calorias, o cérebro gradualmente reduz o fluxo da leptina, hormônio que controla a ingestão de gordura.

Gordura necessária

Frisch desenvolveu uma teoria segundo a qual toda mulher tem um teor crítico de gordura, abaixo do qual ela corre o risco de comprometer sua capacidade de ter filhos.

Para descobrir esse valor, chamado de índice de massa corpórea, cada mulher deve dividir seu peso, em quilos, pela sua altura, em metros.

Segundo a cientista, se esse índice ficar abaixo de 18 ou 19, a mulher deixa de ovular, embora sua menstruação continue aparem.

Se o índice continuar caindo, o ciclo menstrual também tenderia a ser interrompido.

Ovulação

Nem todos os especialistas em fertilidade, no entanto, concordam com Frisch quando ela diz que o ciclo menstrual pode continuar independente da ovulação.

“Se uma mulher está tendo menstruações regulares, ela pode estar certa de que está tudo bem”, afirma Adam Balen, da Sociedade Britânica de Fertilidade.

Já o professor Ian Craft, do Centro de Fertilidade de Londres, endossa a conclusão da americana quanto à relação entre menstruação e ovulação, mas ressalta que outros fatores devem ser incluídos na análise da fertilidade.

“Podem existir outros fatores como estresse e exercício que também podem contribuir (para a redução da fertilidade). O corpo tem um equilíbrio muito delicado.”

Segundo a professora, para uma gravidez bem-sucedida, uma mulher precisa de 50 mil calorias a mais do que precisaria para o seu metabolismo normal.
Durante seus estudos, a cientista usou técnicas de ressonância magnética para calcular a quantidade de gordura existente no corpo de várias mulheres.

Frisch comparou, por exemplo, a coxa de uma remadora à de uma mulher sedentária, da mesma idade.

Apesar de muito musculosa, a atleta tinha entre 30% e 40% a menos de gordura e não menstruava.

Segundo a professora, seu estudo comprova a importância da gordura para a saúde da mulher. “A gordura é parte-chave da habilidade reprodutiva de uma mulher e, portanto, deve ser celebrada.”

4 comentários:

Mãe dos 2 pequenos disse...

Eu não entro nesse grupo de mulheres de certeza!! Até com a pilula engravido!!!

Beijinhos

Mamã disse...

Eu acho que faz todo o sentido. Eu era magra qd namorava, tinha o meu indice abaixo dos 19 e nunca engravidei. Depois de casar engordei uns kilitos e fiquei grávida um mês depois. Infelizmente não correu bem mas 6 meses depois 8 e mais uns kilitos) estava grávida de novo e hoje tenho a minha princesa com 2 anos e meio.
Agora tou mais que pronta já que o meu indice está no peso normal!
Beijokas!

www.palavrademae.blogspot.com/ disse...

eu não concordo, da 1ª gravidez pesava 50 kg pra 1m 70 e engravidei sem problemas, da segunda gravidez pesava 48 kg, e tb não tive qualquer problema em engravidar. Passado 8 e 4 anos depois das minhas gravidezes, estou com 52 kg, e tomo a pilula.

se tentar a 3ª, depois eu conto se tive dificuldades ;D

acho que sou um caso de exepção a esse estudo.

gralha disse...

Eu sou remadora e tinha IMC 17 quando engravidei... à primeira tentativa. Não se pode é cair em exageros, nem para um lado, nem para o outro!