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quarta-feira, agosto 29, 2007

Ministério quer reduzir partos múltiplos
Futuro terá menos gémeos



O Ministério da Saúde quer diminuir o número de gémeos que nasce através das técnicas de reprodução medicamente assistidas. Essa redução está prevista para breve.

A garantia que os partos de gémeos em Portugal vão ser reduzidos foi dada pelo director-geral de Saúde. Em entrevista ao CM, Francisco George afirmou que o País tem de “diminuir a taxa das gravidezes gemilares, designadamente dos trigémeos, porque as crianças que nascem são de muito baixo peso e de alto risco e muitas não conseguem sobreviver”.

Segundo o responsável, as técnicas de procriação medicamente assistida “não podem induzir as gravidezes gemilares que depois põem em risco os bebés”.

A decisão deve-se sobretudo a questões ligadas à mortalidade infantil. “Não é saudável para as mães verem morrer um filho”, salientou.

O obstetra Vicente Pinto, antigo director da Maternidade Alfredo da Costa, considera meritória a redução dos partos gemilares, devido ao risco que representa para o bebé a prematuridade do nascimento.

O especialista explica porque nasceram tantos gémeos através das técnicas de inseminação artificial e como é possível reduzir esses partos: “Durante muitos anos utilizou-se o método de introduzir mais que um embrião, numa tentativa de aumentar a taxa de sucesso da gravidez, para que fosse viável. Como resultado obtinha-se uma gravidez pluri-fetal, ou gemilar, e foi deste modo que nasciam gémeos”. Mas nos últimos anos houve um grande desenvolvimento das técnicas de inseminação artificial e hoje é possível uma gravidez através da introdução de um único embrião. “A maioria dos partos de gémeos são prematuros, o que obriga a ficarem internados longos períodos nas unidades de cuidados intensivos, até completar a formação dos órgãos, com insuficiência respiratória e outros problemas.”

Apesar de os internamentos representarem elevados custos para o Estado, aquele especialista não acredita que a contenção de custos seja um dos objectivos do Ministério da Saúde.

TAXA DE PARTOS NÃO SATISFAZ

Se, por um lado, o Ministério da Saúde quer diminuir o número de gémeos nascidos através da reprodução medicamente assistida, por outro lado quer aumentar o número de crianças nascidas através das técnicas de fertilização, ou seja, um maior número de partos individuais. Segundo Francisco George, director-geral da Saúde, actualmente os nascimentos em Portugal conseguidos através da ciência oscilam entre os 800 e os mil por ano, o que equivale a uma taxa inferior a um por cento do conjunto total de partos. “A taxa de nascimentos medicamente assistidos é baixa, não é satisfatória e vamos poder triplicar ou quadruplicar esse número”. Aquele responsável acredita que pode aumentar a procura dos serviços por parte dos casais inférteis, se a comparticipação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentar.

O ministro da saúde, Correia de Campos, admitiu recentemente que a comparticipação do SNS aos tratamentos da infertilidade podem chegar aos 50 por cento, o que implicaria uma despesa do Estado em cerca de 24 milhões de euros. Contudo, não são conhecidas ainda decisões ministeriais.

APONTAMENTOS

TAXA BAIXA

A procriação medicamente assistida é uma técnica complexa, muito dispendiosa e acarreta uma taxa de sucesso baixa, ronda os 20 por cento. Contudo, essa percentagem representaria um total de três mil nascimentos.

ORÇAMENTO

A comparticipação dos tratamentos da procriação medicamente assistida está dependente da aprovação do Orçamento Geral do Estado em 2008.

ABONO

O Ministério da Saúde anunciou a atribuição de um abono de família pré-nascimento, um incentivo a que as pessoas não recorram ao aborto.

SAIBA MAIS

2872

Gémeos nasceram em 2005, segundo os dados demográficos do Instituto Nacional de Estatística. No ano anterior (2004) tinham nascido mais, um total de 2983.

10 a 15

Por cento dos casais são inférteis – homem ou mulher – e metade deste número de casais deseja ter um filho, submetendo-se a técnicas de fertilização.

REGULAMENTAÇÃO

A regulamentação da lei da procriação medicamente assistida está concluída, mas ainda não há uma data de publicação.

30 ANOS

A partir dos 30 anos aumenta a percentagem das grávidas com gémeos.

CENTRO DE SAÚDE

Os “três ou quatro” centros de saúde que deverão começar a fazer abortos medicamentosos a pedido da mulher a partir de Setembro situam-se todos no Norte do País. O bastonário dos médicos já criticou a situação.





4 comentários:

Cláudia disse...

AS MADEIXASLOIRAS QUE FIZ EM TEMPOS DEVEM ESTAR A AFECTAR-ME O CÉREBRO! nÃO PERCEBI O QUE LI...

DEVO ESTAR MESMO BARALHADA... oU EU, OU ALGUÉM DO MINISTÉRIO DA SAÚDE!

Bjs grandes

Será que estes senhores não acham sudável uma mãe ver morrer um filho mas acham saudável casais não conseguiresm ter filhos por causa da falta de apoios no que diz respeito à infertilidade?

(desculpa a baralhação nas palavras, mas isto é mesmo das madeixas...)

beijos

Gabriela disse...

Concordo com o que a Cláudia disse!
Fazem-se e aplicam-se leis sem a mínima relevância, neste país que não apoia casais inférteis, que os coloca em listas intermináveis para realizarem tratamentos e que lutam por um filho, mas que a vinda de dois, após longos anos de sofrimento, é uma bênção de Deus!
A colocação de dois embriões no útero materno aumenta a probabilidade de sucesso.
Não acredito que uma mulher, que veja uma bhcg positiva, depois de tanto lutar, queira retirar, "matar", um dos filhos.
Enfim!...
Beijocas

Cláudia disse...

concordo com os comentários em cima!

Se se preocupassem em aumentar os benefícios, para incentivarem os casais terem mais crianças é que faziam bem!

Alex disse...

Então mas ninguém pergunta ao povo o que é que nós achamos? Primeiro dizem que a população está envelhecida, e é preciso bebés, e depois vêm com estas. Aquelas cadeiras do parlamento devem ter efeitos de maluquice especial!! Bjinhos p ti.