Os Nossos Amigos

segunda-feira, novembro 12, 2007

A minha filha tem 8 anos, gosta muito de animais e diz que não os quer comer. Não será muito nova para ser vegetariana?


As crianças e os adolescentes necessitam de uma alimentação muito nutritiva e energética. No entanto, o seu estômago ainda é bastante pequeno. Para ter a certeza de que a criança está a ingerir as quantidades de energia necessárias para um eficaz desenvolvimento e crescimento, poder-se-á seguir uma dieta polifraccionada, ou seja, que inclua várias refeições ao dia, com alimentos ricos em hidratos de carbono complexos, fibras, vitaminas e minerais, conjugando nos lanches da manhã e da tarde cereais e frutas.

Encorajar as crianças a mastigar bem os alimentos é uma forma simples de contribuir para uma melhor absorção e aproveitamento destes. Com base nos mais recentes estudos nesta área, pode-se afirmar que as crianças que têm uma dieta baseada em frutas, vegetais, cereais e legumes, entre outros produtos de origem vegetal, desenvolvem-se mais saudavelmente do que crianças que fazem uma alimentação omnívora.

Os bebés amamentados naturalmente, bem como os bebés alimentados a leite de soja especial, apresentam um desenvolvimento mais lento em comparação com bebés alimentados com fórmulas especiais à base de leite de vaca, o que sugere que existe uma proximidade entre a alimentação natural (leite materno) e a alimentação vegetariana (leite de soja), sendo esta a mais adequada ao ritmo natural de crescimento do bebé. Tal como acontece com os bebés, as crianças vegetarianas apresentam um desenvolvimento menos acelerado do que as crianças não vegetarianas porque não incluem na sua alimentação alimentos nutricionalmente enriquecidos de uma forma artificial (como é o caso dos alimentos animais). Esta diferença é evidente durante a infância, mas dissipa-se na adolescência e não tem consequências negativas para estas crianças e para o seu desenvolvimento posterior.


1 comentário:

Alda disse...

Interessante. Cá em casa não comemos carne e a minha filha mais nova só a come (por opção dela) na escola (a mais velha raramente come carne).

Sou vegetariana e, quando percebi que as meninas seguiam esta minha tendência, falei com um nutricionista e com o 'nosso' pediatra, e a resposta foi unânime: a carne não faz falta, se se ingerirem alternativas compensatórias (onde se inclui o peixe).